{"id":44,"date":"2019-05-14T09:20:06","date_gmt":"2019-05-14T12:20:06","guid":{"rendered":"https:\/\/labcult.eci.ufmg.br\/epistemologiacomunitaria\/?page_id=44"},"modified":"2024-07-26T22:59:35","modified_gmt":"2024-07-27T01:59:35","slug":"epistemologia-comunitaria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/","title":{"rendered":"EPISTEMOLOGIAS COMUNIT\u00c1RIAS"},"content":{"rendered":"\n\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/portifolioWAGNER2018impress\u00e3o-1-11-Copia-min-724x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2241\" style=\"aspect-ratio:0.70703125\" srcset=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/portifolioWAGNER2018impress\u00e3o-1-11-Copia-min-724x1024.jpg 724w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/portifolioWAGNER2018impress\u00e3o-1-11-Copia-min-212x300.jpg 212w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/portifolioWAGNER2018impress\u00e3o-1-11-Copia-min-768x1086.jpg 768w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/portifolioWAGNER2018impress\u00e3o-1-11-Copia-min.jpg 1654w\" sizes=\"(max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">REVIDA. REVIDE. Projeto TretaLetra, 2014 &#8211; 2018. Wagner Leite Viana. Impress\u00e3o a laser  sobre  papel. 29,7 x 42 cm<\/mark><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"215\" height=\"314\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cropped-LOGO-EC-Final-modelo-2-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1115\" style=\"aspect-ratio:0.6847133757961783;width:181px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cropped-LOGO-EC-Final-modelo-2-2.png 215w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cropped-LOGO-EC-Final-modelo-2-2-205x300.png 205w\" sizes=\"(max-width: 215px) 100vw, 215px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">No texto <em>Descolonizar las luchas: la propuesta del feminismo comunitario&nbsp; <\/em>da poeta, cantora, compositora e artista visual aymara boliviana Julieta Paredes Carvajal enfatiza a import\u00e2ncia de desmitificar a palavra escrita como um ato revolucion\u00e1rio. Logo, o ato de nomear, conceituar e argumentar sobre, permite a reelabora\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pol\u00edticas de grupos hegemonizados para que estrategicamente possam descolonizar os corpos, as espiritualidades e as lutas de mulheres, de povos origin\u00e1rios, da classe trabalhadora. Isto significaria a luta pela liberdade e pelo <em>Bem Viver<\/em>. O termo feminismo decolonial ou p\u00f3s-colonial traduz um pensamento hegem\u00f4nico e de colonialidade ocidental que se autorreferencia como uma narrativa universal associada a ideia de progresso, civiliza\u00e7\u00e3o, tecnologia, pol\u00edtica, cultura, arte, raz\u00e3o.&nbsp; Ent\u00e3o, para a escrita de um feminismo comunit\u00e1rio \u00e9 fundamental localizar na hist\u00f3ria os processos de lutas femininas a partir do processo colonial na Am\u00e9rica por mulheres ind\u00edgenas desde 1492. O que contradiz uma narrativa hegem\u00f4nica e universal de luta feminina quando se altera a perspectiva de qual voz est\u00e1 em quest\u00e3o; o termo feminismo\/feminista \u00e9 friccionado a partir de seu campo sem\u00e2ntico hegem\u00f4nico para traduzir na&nbsp; palavra comunit\u00e1rio as rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas entre comunidades e suas articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de lutas ao longo de s\u00e9culos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">A escolha de determinadas terminologias, como por exemplo, cosmovis\u00e3o para referendar o pensamento filos\u00f3fico de povos ind\u00edgenas ou mesmo artesania para produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas definem dentro desta l\u00f3gica colonial o que se constitui ou n\u00e3o como conhecimento. Neste sentido, feminismo comunit\u00e1rio compreende que o destino de todos os corpos \u00e9 definido por sua ag\u00eancia nas organiza\u00e7\u00f5es e comunidades de origem.\u00a0 Ao mesmo tempo, buscando lutar contra as injusti\u00e7as e viol\u00eancias sist\u00eamicas vivenciadas por homens negros e ind\u00edgenas, mulheres negras e ind\u00edgenas, dissidentes de g\u00eanero, LGBTQI+. \u00a0<\/p>\n\n\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"724\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/portifolioWAGNER2018impress\u00e3o-1-08-Copia-min-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2239\" style=\"aspect-ratio:1;width:632px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/portifolioWAGNER2018impress\u00e3o-1-08-Copia-min-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/portifolioWAGNER2018impress\u00e3o-1-08-Copia-min-300x212.jpg 300w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/portifolioWAGNER2018impress\u00e3o-1-08-Copia-min-768x543.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Anomalias pedag\u00f3gicas, 2012. Wagner Leite Viana. Pintura. Guache sobre papel. 15 x 21 cm<\/mark><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">&nbsp;<\/p>\n\n\n<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cropped-LOGO-EC-Final-modelo-2-2.png\" alt=\"O atributo alt desta imagem est\u00e1 vazio. O nome do arquivo \u00e9 cropped-LOGO-EC-Final-modelo-2-2.png\" width=\"150\" height=\"219\" \/><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">N\u00e3o obstante, palavras como <em>decolonialidade<\/em> e <em>transmodernidade<\/em> aparecem constantemente em textos acad\u00eamicos onde intentam dialogar com atores sociais negros e ind\u00edgenas. Entretanto, escamoteiam implicitamente rela\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas sobre aqueles vistos ainda nestas terminologias como o Outro na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. Isto se d\u00e1 na cria\u00e7\u00e3o de um novo c\u00e2none acad\u00eamico para leituras de determinados autores num fluxo geopol\u00edtico do conhecimento entre o sul e o norte global, onde&nbsp;&nbsp; fundamentaria um multiculturalismo te\u00f3rico, racializado e que exotiza&nbsp; estes corpos. Para Silvia Rivera Cusicanqui, soci\u00f3loga e professora em\u00e9rita da Universidad Mayor de San Andr\u00e9s em La Paz, Bol\u00edvia, em seu texto <em>Ch\u2019ixinakax utxiwa. Una reflexi\u00f3n sobre pr\u00e1cticas y discursos descolonizadores <\/em>(2010), seria necess\u00e1rio trazer \u00e0 cena uma economia pol\u00edtica do conhecimento como forma de romper com certas estruturas de poder e desmontar as estrat\u00e9gias econ\u00f4micas e os mecanismos materiais que se encontram ocultos nos discursos sutis de recoloniza\u00e7\u00e3o de imagin\u00e1rios no Sul global.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\"> Dialogicamente, no texto <em>Po\u00e9tica da Rela\u00e7\u00e3o<\/em> do escritor, poeta e romancista \u00c9douard Glissant h\u00e1 a met\u00e1fora da barca como abismo para aquilo <em>que petrifica, na experi\u00eancia da deporta\u00e7\u00e3o dos africanos para as Am\u00e9ricas, \u00e9<\/em> <em>sem d\u00favida o desconhecido, enfrentado sem prepara\u00e7\u00e3o nem desafio. <\/em>O primeiro abismo seria o ex\u00edlio&nbsp; distante de sua comunidade tutelar quando se adentra o ventre da barca. Esta gesta corpos que pereceram ou, ainda, perecer\u00e3o. O segundo abismo \u00e9 o mar. O terceiro abismo \u00e9 <em>imagem invertida de tudo o que foi abandonado<\/em>. A mem\u00f3ria que se esgar\u00e7ou num fio t\u00eanue de lembran\u00e7a para outras gera\u00e7\u00f5es. Para Glissant, a rela\u00e7\u00e3o compreende conhecimento compartilhado.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">Entretanto, <em>o abismo \u00e9<\/em> <em>tamb\u00e9m proje\u00e7\u00e3o e perspectiva do desconhecido. <\/em>Tanto no ex\u00edlio, quanto na err\u00e2ncia existe a aus\u00eancia de raiz.\u00a0 O autor\u00a0 referencia Gilles Deleuze e F\u00e9lix Guattari ao debater o conceito de rizoma como uma no\u00e7\u00e3o de rede que \u00e9 estendida seja pelo ar ou pela\u00a0 terra.\u00a0 Diferentemente, a raiz encontra-se contida em si mesma. Pois, concentra tudo em torno de si e <em>mata o que est\u00e1<\/em> <em>\u00e0<\/em> <em>volta. <\/em>A no\u00e7\u00e3o de rizoma\u00a0 pressup\u00f5e a no\u00e7\u00e3o de enraizamento, contudo n\u00e3o \u00e9 uma raiz totalit\u00e1ria.\u00a0 A <em>Po\u00e9tica da Rela\u00e7\u00e3o<\/em> compreende que toda identidade \u00e9 um prolongamento de uma rela\u00e7\u00e3o com o Outro.\u00a0 Ademais, o ex\u00edlio fragmenta o entendimento sobre identidade. Portanto, o errante \u00e9 aquele que recusa o estatuto do universal e as generaliza\u00e7\u00f5es que implicam nos modelos e, por conseguinte, os processos de hierarquiza\u00e7\u00e3o do Outro.<\/p>\n\n\n\n\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-3 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\"><div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Epistemologias Comunit\u00e1rias - v\u00eddeo s\u00edntese\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Pjgq2mSIQN4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\"><div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<p class=\"has-text-align-right\"><span style=\"color: #999999;\">Epistemologias Comunit\u00e1rias, 2019<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><span style=\"color: #999999;\">V\u00eddeo s\u00edntese<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><span style=\"color: #999999;\">\u00c1udio\/ Capta\u00e7\u00e3o de imagem (Skype): Janaina Barros Silva Viana<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><span style=\"color: #999999;\">Registro fotogr\u00e1fico\/Cinegrafista: Wagner Leite Viana<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><span style=\"color: #999999;\">Edi\u00e7\u00e3o de imagens\/transcri\u00e7\u00e3o\/tradu\u00e7\u00e3o: Rog\u00e9rio Rodrigues<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><span style=\"color: #999999;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ana Carolina Horikawa<\/span><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"215\" height=\"314\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2992\" style=\"aspect-ratio:0.6847133757961783;width:154px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image.png 215w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image-205x300.png 205w\" sizes=\"(max-width: 215px) 100vw, 215px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">Este \u00e9 o percurso conceitual para a constitui\u00e7\u00e3o do projeto de arquivo digital <em>Epistemologias Comunit\u00e1rias <\/em>onde os agenciamentos a despeito dos debates contempor\u00e2neos sobre racialidade na produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea potencializaram outras perspectivas de escritas anticoloniais. O arquivo digital <em>Epistemologias Comunit\u00e1rias<\/em> integrou inicialmente o Laborat\u00f3rio de Culturas e Humanidades Digitais (LabCult) na Escola de Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Minas Gerais e compreendeu a pesquisa de p\u00f3s-doutorado, bolsa CAPES PNPD 2018-2020,&nbsp; pelo Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o da Escola de Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Minas Gerais, da artista e professora&nbsp;adjunta &nbsp;Janaina Barros Silva Viana &nbsp;do Departamento de Artes Pl\u00e1sticas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. &nbsp;O artista e professor adjunto &nbsp;&nbsp;Wagner Leite Viana tamb\u00e9m do Departamento de Artes Pl\u00e1sticas (EBA UFMG) atua como pesquisador desde o in\u00edcio&nbsp;deste projeto de pesquisa. Este arquivo fundamentou-se a partir de uma s\u00e9rie de entrevistas com artistas&nbsp;referenciais para uma cena de arte contempor\u00e2nea de autoria negra em Belo Horizonte.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">As entrevistas foram realizadas a partir de no\u00e7\u00f5es de redes de aprendizagens e de redes colaborativas de pesquisas po\u00e9ticas. Metodologicamente, estes mapeamentos ocorreram a partir de diferentes formas de registros documentais (retratos de artistas, registros de performatividades, processos de cria\u00e7\u00e3o, fotos de ateli\u00eas). Estas visualidades apresentam diferentes caminhos&nbsp; investigativos no campo da pintura, performance, objeto, grafite, escultura, instala\u00e7\u00e3o, v\u00eddeo, gravura. Na mesma medida, o que evidencia estas diversas performatividades do saber, implicando na produ\u00e7\u00e3o de epistemologias em processos repertoriados e arquivais presentes na arte contempor\u00e2nea. Outro aspecto importante para a leitura deste contexto art\u00edstico s\u00e3o os diferentes percursos de forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica e atua\u00e7\u00e3o de uma parcela destas autorias no campo da pesquisa, da cr\u00edtica,&nbsp; da curadoria e\/ou da educa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">Para isso, a leitura destas produ\u00e7\u00f5es parte de aspectos formais e conceituais que se referem \u00e0s quest\u00f5es prementes que sistematizam e formalizam uma dada obra. Portanto, intrinsecamente, encontram-se amalgamados ao ato experimental \u00e0s refer\u00eancias po\u00e9ticas, os processos de aprendizagem de um artista, as formas de organiza\u00e7\u00e3o de diferentes saberes que delineiam o seu estilema ou sua grafia. Sem deixar de mencionar, as rela\u00e7\u00f5es extr\u00ednsecas a uma po\u00e9tica: as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre os seus pares, as redes de aprendizagens que inserem determinadas po\u00e9ticas num contexto contempor\u00e2neo de produ\u00e7\u00e3o, a circula\u00e7\u00e3o e a legitima\u00e7\u00e3o de artistas por um sistema mercadol\u00f3gico de arte ou outros meios independentes de inser\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">Portanto, pensar em uma cena de autoria negra \u00e9 evidenciar como os processos epistemol\u00f3gicos em produ\u00e7\u00e3o visual articulam-se nos modos&nbsp;como a trajet\u00f3ria delineia a forma\u00e7\u00e3o de artistas e como isto reverbera em suas pr\u00e1xis. Neste aspecto, compreende-se tanto visualidades quanto oralidades como potencialidades de escritas. Destacam-se, o contexto de produ\u00e7\u00e3o onde os processos de aprendizagens e suas redes de intera\u00e7\u00e3o (os processos colaborativos de trabalhos e os di\u00e1logos com outras produ\u00e7\u00f5es que potencializam os processos de pesquisa individual) se cruzam na educa\u00e7\u00e3o de artistas; o ato experimental em si e os percursos epistemol\u00f3gicos que o antecede, as refer\u00eancias visuais e conceituais (aproxima\u00e7\u00f5es com as ci\u00eancias, saberes tradicionais, a hist\u00f3ria, a literatura, antropologia). Do mesmo modo, como o repert\u00f3rio&nbsp;alimenta a produ\u00e7\u00e3o de diversas po\u00e9ticas e linguagens art\u00edsticas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"500\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/LOGO-EC-Final-modelo-2-1-e1565748168508.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1121\" style=\"aspect-ratio:1;width:542px;height:auto\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-vivid-red-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>O CONCEITO DE IDENTIDADE VISUAL <\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2992 alignleft\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image.png\" alt=\"\" width=\"154\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image.png 215w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image-205x300.png 205w\" sizes=\"(max-width: 154px) 100vw, 154px\" \/><\/figure>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">A identidade visual desenvolvida para o arquivo digital\u00a0<em>Epistemologias Comunit\u00e1rias<\/em>\u00a0teve como ponto de partida o exerc\u00edcio  com uma figura gr\u00e1fica gerada pelas letras EC,  por meio do espelhamento horizontal e vertical mostra a divis\u00e3o da figura em quatro partes numa analogia com as quatro dire\u00e7\u00f5es do mundo como visto a partir de uma encruzilhada. O acento visual dado na constru\u00e7\u00e3o s\u00f3lida no canto superior direito, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras vazadas, destaca na composi\u00e7\u00e3o uma sugest\u00e3o de movimento marcado por quatro momentos como na divis\u00e3o do dia e da noite e da movimenta\u00e7\u00e3o do sol e as horas emblem\u00e1ticas: as seis horas da manh\u00e3, as doze horas do dia, as seis horas da tarde e as doze horas da noite. A figura como um todo \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o visual do tempo e do espa\u00e7o compreendendo conceitualmente a movimenta\u00e7\u00e3o e espacialidade presente na no\u00e7\u00e3o de redes de aprendizagens e redes colaborativas que convergem nos processos de cria\u00e7\u00e3o. Numa dimens\u00e3o temporal, o processo de cria\u00e7\u00e3o passa por etapas como o nascer do dia, o alcance de maturidade  e o findar da luz deixando no mundo vis\u00edvel as marcas de suas movimenta\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o da encruzilhada.  De forma que este giro constitui uma arquitetura de pensamento intuitivo como um campo de escolhas, op\u00e7\u00f5es, aberturas e fechamentos. Como processo c\u00edclico submerge no invis\u00edvel da escurid\u00e3o plena, para desfazer-se e refazer-se recolhendo novas marcas, novas impress\u00f5es preparando um novo nascimento.<\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3126 aligncenter\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/epistemologias-1-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"483\" height=\"725\" srcset=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/epistemologias-1-200x300.jpg 200w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/epistemologias-1-683x1024.jpg 683w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/epistemologias-1.jpg 728w\" sizes=\"(max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/><\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-red-color has-text-color\"><strong>OUTROS APONTAMENTOS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\">\u00c9 poss\u00edvel&nbsp;&nbsp;acessar o&nbsp; artigo <em>Epistemologias&nbsp; Comunit\u00e1rias:&nbsp; arquivo e&nbsp; performatividades na arte contempor\u00e2nea de autoria negra<\/em> no seguinte link:&nbsp;<a href=\"https:\/\/conferencias.ufsc.br\/index.php\/enancib\/2019\/paper\/view\/813\">https:\/\/conferencias.ufsc.br\/index.php\/enancib\/2019\/paper\/view\/813<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;<\/h4>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"500\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/LOGO-EC-Final-com-escrita-Modelo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-896\" style=\"aspect-ratio:1;width:508px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/LOGO-EC-Final-com-escrita-Modelo.png 500w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/LOGO-EC-Final-com-escrita-Modelo-150x150.png 150w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/LOGO-EC-Final-com-escrita-Modelo-300x300.png 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #999999;\">Realiza\u00e7\u00e3o<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-7 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-6 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"129\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-Imagem-Cabecalho-Wordpress-Tema-Accelerate-3-1024x129.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2877\" style=\"aspect-ratio:7.937984496124031;width:1000px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-Imagem-Cabecalho-Wordpress-Tema-Accelerate-3-1024x129.png 1024w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-Imagem-Cabecalho-Wordpress-Tema-Accelerate-3-300x38.png 300w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-Imagem-Cabecalho-Wordpress-Tema-Accelerate-3-768x97.png 768w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-Imagem-Cabecalho-Wordpress-Tema-Accelerate-3.png 1483w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ufmg-logo-0-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2885\" style=\"aspect-ratio:1;width:189px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ufmg-logo-0-1024x1024.png 1024w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ufmg-logo-0-300x300.png 300w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ufmg-logo-0-150x150.png 150w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ufmg-logo-0-768x768.png 768w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ufmg-logo-0-1536x1536.png 1536w, https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ufmg-logo-0.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 No texto Descolonizar las luchas: la propuesta del feminismo comunitario&nbsp; da poeta, cantora, compositora e artista visual aymara boliviana Julieta Paredes Carvajal enfatiza a import\u00e2ncia de desmitificar a palavra escrita como um ato revolucion\u00e1rio. Logo, o ato de nomear, conceituar e argumentar sobre, permite a reelabora\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pol\u00edticas de grupos hegemonizados para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3048,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/44"}],"collection":[{"href":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44"}],"version-history":[{"count":161,"href":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/44\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3129,"href":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/44\/revisions\/3129"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3048"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eba.ufmg.br\/epistemologiascomunitarias\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}