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TRILHAS e RASTROS SOLARES. Solargrafias e Analemas. (15/09/2020 até 12/05/2021)

SOLAR TRAILS and TRACES. Solargraphs and analemmas // CAMINOS y HUELLAS SOLARES, Solarigrafías y Analemas // СОЛНЕЧНЫЕ ДОРОЖКИ и СЛЕДЫ, Соларграфия и Аналемма.

Solargrafía: Prática e técnica fotográfica que permite, através de exposições de longo intervalo, registrar o percurso do sol no céu em folhas de papel fotossensível. Na base do procedimento encontra-se uma câmera pinhole fixa na qual se utiliza papel fotográfico como suporte do registro. A folha resultante, após dias, semanas ou meses de exposição, é aprimorada digitalmente e a difusão da imagem é realizada, geralmente, através da Internet. A técnica foi inventada e aperfeiçoada em torno do ano 2000. Porém, o artista belga Dominique Stroobant fez registros pioneiros que datam dos anos 1970/80.

Analema: figura traçada no céu pelas diferentes posições do sol, se observado/registrado desde um mesmo ponto, e num mesmo horário, ao longo de um ciclo anual. Essa figura (analema) desenhada no céu pela trajetória solar descreve uma curva algébrica chamada lemniscata que significa em latim “laços simétricos” e que é o símbolo matemático do infinito: ∞ . Essa espécie de 8 deitado apresentará diversas inclinações e variações nas suas elipses, segundo o horário do dia selecionado, e o local a partir do qual seja realizado o registro fotográfico.

Infelizmente, nos tempos de terraplanismo em que vive hoje o Brasil é necessário lembrar que os planetas são redondos, e que giram ao redor do Sol. Não existem dois pontos nesse globo que tenham a mesma longitude e latitude, cada um é único (coordenadas geográficas de Belo Horizonte: Latitude: -19.8157 (19° 48′ 57″ S / Sul), Longitude: -43.9542 ,(43° 57′ 15″ W / Oeste). Portanto, os registros dessas trilhas solares constituem uma espécie de impressão digital de cada lugar, dando conta da curvatura do globo, das características das suas trajetórias e da inclinação do seu eixo, e gerando assim diversas figuras no traçado das trilhas. O prolongado tempo de exposição que as solargrafias precisam envolve uma série de riscos: umidade, altas temperaturas, chuva, bichos, ou outros fatores podem danificar tanto a câmera pinhole quanto o material fotossensível. Tempestades, tempo chuvoso, céu nublado podem fazer com que o resultado não seja satisfatório ou, simplesmente, que a imagem não seja interessante.

Apesar das diferenças, as solargrafias e os analemas apresentados aqui têm em comum o fato de que os registros do sol na abóbada celeste são contrastados sempre com a paisagem terrestre, seja ela rural ou urbana. Terra, céu, luz e sol se conjugam aqui para nos deleitar estética e sideralmente. Existe outro importante elo comum: a Astrofotografía, que une, como o seu nome indica, duas áreas. Os cultores dessas técnicas e práticas têm, consequentemente, duas grandes filiações: astrônomos e/ou fotógrafos. Fundidos aqui, claro está, numa única e dupla pessoa com diversos graus de amadorismo e especialização numa das duas áreas: fotógrafos que são astrônomos de domingo, ou astrônomos que são fotógrafos de domingo.

No caso da Lulu Ferreira (produtora desta mostra internacional que nos deleita com o registro de trilhas solares registradas em quase vinte países) ela pertence à primeira categoria: fotógrafa profissionalíssima e astrônoma amadoríssima. Grande representante das fotografias de base química no Brasil, e convidada do Espaço f o ano passado, Lulu faz parte desta reduzidíssima confraria mundial de seguidores e cultores do Sol que ela, pessoalmente, procurou, contatou e convidou para que viessem fazer honra e iluminar o Espaço f, e nossa querida EBA, nestes tempos difíceis de pandemia e obscurantismo.

Prof. Adolfo Cifuentes
Coordenador Espaço f, Espaço de Exposições na Área da Fotografia
Departamento de Fotografia e Cinema / Escola de Belas Artes

Espanha e Portugal: Javi Calvo, Luis Salazar, Santos Vicente e José da Silva Oliveira.

1- Javi Calvo (Espanha); 2,3,4 – Luis Salazar (Espanha); 5,6 – Santos Vicente (Espanha); 7,8,9,10,11,12,13 – José da Silva Oliveira (Portugal).

Argentina e Brasil: Kümei Kirschmann, Luiz Fernando Just, Maria Paz Secundini e Lulu Ferreira.

1,2 – Kümei Kirschmann (Argentina); 3,4 – Luiz Fernando Just (Argentina); 5 – Maria Paz Secundini (Argentina); 6,7,8 – Lulu Ferreira (Brasil).

México, Chile e Estados Unidos: Rosalba Bustamante, Valentina López, Jorge Olave Riveros e Jeff Mcconell.

1,2 – Rosalba Bustamante (México); 3,4 – Valentina López (México); 5 – Jorge Riveros (Chile); 6,7,8,9,10,11,12,13,14,15 – Jeff Mcconell (Estados Unidos).

Hungria, Polônia e Romênia: Czaba Kovacs, György Bajmóczy Bicske, Jakub Pietrzyk e Havadi-Nagy-David Istvan.

1,2,3 – Czaba Kovacs (Hungria); 4,5,6,7,8 – György Bicske (Hungria); 9,10,11,12,13,14 – Jakub Pietrzyk (Polônia); 15,16 – Havadi-Nagy-David (Romênia).

Lituânia, Ucrânia e Berlim: Gabrielė Kundrotaitė, Leva Sutkaityte, Žilvinas Kropas, Sergey Kurshpetow e Marek Pozniak.


1 – Gabrielė Kundrotaitė (Lituânia); 2 – Leva Sutkaityte (Lituânia); 3,4,5 – Žilvinas Kropas (Lituânia); 6,7 – Sergey Kurshpetow (Ucrânia); 8 – Marek Pozniak (Berlim).

Estônia, Bielorrússia, Finlândia e Itália: Kristian Saks, Diana Pankova, Tarja Trygg e Isabella Trucco.

1,2,3,4,5 – Kristian Saks (Estônia); 6,7,8,9,10,11,12,13 – Diana Pankova (Bielorrússia); 14,15 – Tarja Trygg (Finlândia); 16,17 – Isabella Trucco (Itália).

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Segunda–Sexta: 7:00–22:00

(Devido à crise global de saúde pública a EBA, e a UFMG estão trabalhando só em modo remoto e portanto as exposições só acontecem na versão on-line.)