Concurso para Professor Adjunto A – Nível 1 – do Departamento de Artes Plásticas – Dedicação Exclusiva

ÁREA DE CONHECIMENTO: Pintura

VAGA: 1 (uma)

CLASSE DE MAGISTÉRIO e REGIME DE TRABALHO: Classe A com denominação de Professor Adjunto A nível 1 – Regime de Trabalho – Dedicação Exclusiva

NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Doutorado em Artes Visuais ou áreas afins;

PERFIL DO CANDIDATO: Professor de Artes e Artista Visual com conhecimento prático e teórico nas modalidades técnicas da pintura, e produção artística comprovada por meio de portfólio, a ser avaliado na Prova de Títulos.

PROVAS:

FASE 1: PROVA ESCRITA COM CARÁTER ELIMINATÓRIO

FASE 2: PROVA DE TÍTULOS E PROVA DIDÁTICA

EDITAL: Edital nº 726, de 25 de outubro de 2019, publicado no Diário Oficial da União do dia 31 de outubro de 2019, Seção 3, páginas 64 a 67.

INSCRIÇÕES PESSOALMENTE OU POR PROCURAÇÃO OU POR VIA POSTAL

PERÍODO DAS INSCRIÇÕES: De 01/11/2019 a 30/12/2019

HORÁRIO: Das 9 às 11 e das 14 às 16 horas

LOCAL: SECRETARIA GERAL DA EBA, – Avenida Antonio Carlos, 6627 – Pampulha – BH.
Fone (31) 3409-5263.

PRAZO PARA O INÍCIO DO CONCURSO: De 60 (sessenta) a 90 (noventa) dias, contados a partir da data de encerramento das inscrições.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:

a) Duas vias do Termo de requerimento de inscrição devidamente preenchido

b) Termo de ciência e gravação

c) Carteira de Identidade, ou outra prova de ser brasileiro nato ou naturalizado e, no caso de estrangeiro, documento de identificação (original e
cópia)

d) Comprovação de quitação com a Justiça Eleitoral, dispensável no caso de candidatos estrangeiros; (cópia do comprovante de votação da última votação ou quitação eleitoral, que pode ser obtida no site: http://www.tse.jus.br/eleitor/servicos/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral

e) Comprovação com o Serviço Militar, quando for o caso, dispensável no caso de candidatos estrangeiros;

f) comprovante de endereço para recebimento de correspondência (original e cópia)

g) comprovante do pagamento ou da isenção da taxa de inscrição;

Guia de Recolhimento Única da taxa de inscrição no valor de R$215,99 (cento e quarenta e oito reais e sessenta e cinco centavos), deverá ser paga no Banco do Brasil S/A, por meio de Guia de Recolhimento da União – GRU, emitida através da página eletrônica, https://sistemas.ufmg.br/sisarc/emissaogru/gerir/geriremissaogru.seam?codigo=odSn0TepC com os seguintes dados: Unidade Gestora: 153276, Gestão: 15229, Código de Recolhimento: 28883 Taxa de inscrição de Concursos Público.

h) 7 (sete) cópias do Curriculum vitae;

i) Portfólio impresso na área do concurso, com 20 a 25 imagens, acompanhado de catálogos e textos publicados, devendo ser entregue em até vinte e quatro horas após a divulgação da lista de classificados na Prova Escrita, de acordo com o parágrafo único do artigo 28 e do artigo 33 da Resolução Complementar nº 02/2013, do Conselho Universitário.

j) 1(uma) via da documentação comprobatória do “Curriculum Vitae”, numerados sequencialmente e, preferencialmente, na mesma sequência apresentada no “curriculum vitae”, devendo ser entregue em até vinte e quatro horas após a divulgação da lista de classificados na Prova Escrita, de acordo com o parágrafo único do artigo 28 e do artigo 33 da Resolução Complementar nº 02/2013, do Conselho Universitário.

OBS: Art. 50 da Resolução Complementar 02/2013 do Conselho Universitário: ” Toda a documentação será arquivada no Departamento, pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos.

Inscrição por procuração

Em caso de inscrição por procuração, o procurador do candidato deverá apresentar documentação original de identificação civil, bem como fornecer seu endereço e telefone para contato.

Inscrição via postal

Será facultada a inscrição via Correios, desde que sejam satisfeitas as seguintes condições:

a) encaminhamento do requerimento e de toda a documentação necessária relacionada no item 5.6 do presente Edital, para o endereço indicado no Quadro 1, mediante Aviso de Recebimento-AR;

b) somente serão considerados inscritos os candidatos cuja documentação seja recebida dentro do prazo previsto no presente Edital, não se responsabilizando a UFMG por eventuais atrasos ou extravio da documentação.

Nesse caso, do Termo de Inscrição, constarão a data de postagem, a data e o horário do recebimento da correspondência. Serão enviados via postal ao candidato cuja inscrição for efetuada pelos Correios, no endereço informado, o Protocolo de Inscrição e os demais documentos previstos no item 5.10 deste Edital, mediante Aviso de Recebimento-AR.

Links

Barema

Blibliografia

Edital Nº  726, de 25 de outubro de 2019

Edital Nº 1423, de 15 de setembro de 2021

Requerimento de Inscrições

Solicitação de Isenção da Taxa de Inscrição em Concurso Público

Termo de Ciência de Gravação

Programa da prova escrita

Resolução nº 13/2010, de 11 de Novembro de 2010

Resolução Complementar nº02/2013, de 07 de Fevereiro de 2013

Decreto nº 9.739, de 28 de Março de 2019

Edital de Processo Seletivo 2021 do Prof-Artes/EBA/UFMG

O Conselho Gestor do Mestrado Profissional em Artes (PROFARTES) em Rede Nacional, no exercício das suas atribuições definidas pelo Capítulo V do Regimento PROFARTES, torna pública a realização do Exame Nacional de Acesso. O Exame será regido por este Edital e executado pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina – CEART/UDESC.

Edital nº 19-2021-CEART em 13 09 2021

Edital suplementar Prof-Artes EBA UFMG

Extrato Edital Suplementar Prof-Artes EBA UFMG 2021

 

Ernani Maletta compartilha vivências nos Festivais de Inverno UFMG em vídeo do Aulas Abertas

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O convidado deste mês do Aulas Abertas, projeto do Centro Cultural UFMG, é o professor Ernani Maletta, que apresenta uma aula intitulada de A arte deve ir aonde o povo está. No vídeo ele conta um pouco das suas vivências nos Festivais de Inverno UFMG, nos quais teve a sua primeira participação no ano de 1993.

Vale destacar que o nome Aulas Abertas foi inspirado em um projeto de igual denominação que Ernani criou para o Festival em 2007, quando ainda era realizado em Diamantina. A homenagem destaca a importância dessa iniciativa em um dos mais importantes e tradicionais eventos culturais do país.

Ernani Maletta é artista, professor da UFMG, doutor em Educação e importante referência no que diz respeito à interação entre a Música e o Teatro, bem como quanto à polifonia cênica. É autor de uma peculiar metodologia criada para a prática musical na cena teatral, por ele registrada no livro Atuação Polifônica: princípios e práticas. Vem atuando ativamente na Itália desde 2010, ao lado da renomada artista e pesquisadora italiana Francesca Della Monica. É reconhecido pela intensa participação na criação de diversos espetáculos de teatro, em âmbito nacional e internacional.

Assista ao vídeo abaixo e conheça a trajetória do projeto Aulas Abertas dentro da programação do Festival de Inverno UFMG. Link do vídeo: https://youtu.be/G3jjdIdKxYg

O Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados. Não se trata, portanto, de aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais nesse momento de crise.

A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição. Confira os vídeos anteriores também por meio das redes sociais.

 

Primavera dos Museus no MHNJB-UFMG conta com trilha, curso de fotografia e sarau

Texto: Assessoria de Imprensa do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG

De 22 a 25 de setembro, o Museu de História Natural e Jardim Botânico (MHNJB) da UFMG oferece uma série de atividades integradas à 15ª Primavera dos Museus. A programação conta com um circuito de visitação presencial, um minicurso remoto de fotografia e arqueologia e um sarau de poesias com transmissão ao vivo. Todas as atividades são gratuitas.

O circuito de visitação inclui caminhada na mata e visita a duas exposições: Presépio do Pipiripau e Arqueologia. Para participar, é preciso fazer o agendamento no site do Museu e salvar ou imprimir o ingresso. O circuito é mediado por bolsistas do Museu e será oferecido entre os dias 22 e 25 de setembro, nos turnos da manhã e da tarde. A cantina e demais exposições permanecem fechadas. O agendamento estará disponível a partir de 16/09, 14h.

Trajeto

O circuito começa com uma trilha temática que promove o contato com a natureza enquanto são apresentados temas como a importância da mata atlântica, a biodiversidade desse bioma, a necessidade de conservação ambiental e a história da mata do Museu.

Na sequência, o grupo visitante chega ao Presépio do Pipiripau. Criado pelo artesão Raimundo Machado, a obra sincroniza 586 figuras móveis, distribuídas por 45 cenas, que contam a história da vida e da morte de Jesus Cristo, costurada ao cotidiano de uma cidade, com sua variedade de artes e ofícios.

Na exposição de arqueologia, são apresentadas a antiguidade e a grande diversidade cultural de povos indígenas do Brasil. Nela estão reproduzidos quatro sítios arqueológicos de cronologias diversas (a partir de quatorze mil anos) e com características culturais diferentes, além de um bloco expositivo central com informações sobre alimentação e tecnologias de fabricação de artefatos.

Eventos especiais

No dia 23 de setembro será ofertado o minicurso Fotografia e Arqueologia, que pretende apresentar, a partir de uma visão técnica, as potencialidades artísticas da fotografia enquanto recurso que ultrapassa o mero registro do material arqueológico e paisagístico. Coordenado pelo professor Carlos Magno Guimarães, do Centro Especializado em Arqueologia Histórica do MHNJB, e ministrado por Camila Fernandes de Morais e Geraldo Pereira Morais Jr, o minicurso oferece 20 vagas. As inscrições podem ser feitas pelo site do Museu.

No dia 24 de setembro, às 18h, acontece o Sarau da Primavera. A poeta Lara de Paula reuniu um grupo de pessoas que se relacionam com museus e poesia para um sarau, com transmissão ao vivo pelo canal do MHNJB no YouTube. A seleção dos poemas reflete sobre perdas e recomeços, tema da 15ª Primavera dos Museus.

Serviço: 

MHNJB na 15ª Primavera dos Museus 

Circuito de visitação

Trilha + Presépio do Pipiripau + Exposição de Arqueologia

Datas: 22 a 25 de setembro

Horários: Manhã – 10h às 11h30 | Tarde: 14h30 às 16h

Local: Rua Gustavo da Silveira, 1035 – Santa Inês

Inscrições: Site do Museu: https://www.ufmg.br/mhnjb/

 

Minicurso: Fotografia e Arqueologia  

Data: 23 de setembro

Horário: 14h às 17h

Local: videoconferência em link a ser enviado por e-mail para os inscritos.

Inscrições: Site do Museu: https://www.ufmg.br/mhnjb/

 

Sarau da Primavera  

Data: 24 de setembro

Horário: 18h

Local: canal MHNJB-UFMG no YouTube

https://www.youtube.com/channel/UC393GIsgp7t0hguih1pFdxQ

Mestre do Tambor de Crioula Rosa de São Benedito participa do podcast de música do Centro Cultural UFMG

No sexto episódio do Podcast Recitais tivemos a participação de Paulo Lobato, mestre do Tambor de Crioula Rosa de São Benedito. O maranhense traz um pouco da herança cultural de seu estado, herdada pelos afrodescendentes, que hoje reúne coreiros e coreiras pelo ritmo dos tambores em diversas regiões do país. O Tambor de Crioula do Maranhão compõe o legado das tradições culturais de matriz africana no Brasil e é registrado como Patrimônio Cultural pelo IPHAN.

Paulo Lobato é natural de São Luís do Maranhão e foi lá que herdou todo o seu conhecimento sobre o Tambor de Crioula, que vem da sua família, seus avós e seus antepassados. Essa tradição secular sempre esteve presente em seu meio e é muito comum nos cultos e louvores aos santos, principalmente a São Benedito, considerado um dos principais padroeiros das populações negras no Brasil. Em sua terra natal desenvolveu alguns trabalhos e projetos sociais com menores em áreas de risco, onde lecionou aulas de percussão.

Em 2006 o músico veio para Minas Gerais e trouxe toda a bagagem de suas origens, dando continuidade, e também início, ao Tambor de Crioula no estado mineiro. Foi na Serra do Cipó a sua primeira morada, local que deu surgimento ao Tambor de Crioula Rosa de São Benedito, projeto de sua autoria que carrega a sabedoria da cultura popular maranhense. Esse movimento foi crescendo até chegar a Belo Horizonte, segunda morada do arte-educador, que durante 13 anos disseminou seus costumes em terras mineiras. Atualmente, Paulo está morando em Aracaju, Sergipe, onde está iniciando um novo trabalho com o Tambor de Crioula, levando a linhagem de seu povo para outras terras e lugares.

O Tambor de Crioula é um universo muito poderoso, uma grande ciência, que foi deixado pelos nossos antepassados como um processo de cura da humanidade, eu tenho certeza disso, pois ele alegra o povo e dá vitalidade. O tambor é que nem água pura, é vida, e quem souber beber dessa água vai ter saúde para o resto da vida. Ele é também resistência cultural, o fortalecimento da cultura popular e a busca das raízes de todo o conhecimento, diz Paulo, que humildemente nos afirma estar no caminho da descoberta, querendo aprender e entender o que é o Tambor de Crioula.

Ouça o podcast na íntegra e saiba um pouco mais sobre a trajetória do mestre e guardião Paulo Lobato e das tradições culturais do Tambor de Crioula: https://spoti.fi/2VbsPjL 

Conheça o Tambor de Crioula Rosa de São Benedito em: https://www.instagram.com/rosadesaobenedito/ 

Podcast Recitais é um projeto que pretende disponibilizar mensalmente no Spotify conteúdos em áudio relacionados à música. A proposta surgiu para ampliar a programação online do espaço, oferecer ao público da internet uma discussão sobre o universo musical, além de dar visibilidade aos artistas, que estão tendo que encontrar formas de se reinventar neste momento de distanciamento social. Os convidados terão espaço para apresentarem seus trabalhos autorais, sejam os que estão começando sua trajetória nos palcos e até mesmo os já consagrados.

Podcast Recitais
O podcast de música do Centro Cultural UFMG.
Uma vez por mês no Spotify: https://spoti.fi/37VZnRa 

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Escritor premiado pela UNESCO e ativista no movimento indígena participa do podcast sobre literatura do Centro Cultural UFMG

No sexto episódio do Podcast Leituras tivemos um bate-papo com Edson Kayapó, escritor premiado pela UNESCO, ativista no movimento indígena, ambientalista e doutor em Educação. Pertencente à etnia Mebêngôkre é autor dos livros “Projetos e presepadas de um Curumim na Amazônia”“Um estranho espadarte na aldeia” e coautor da coletânea “Nós: uma antologia de literatura indígena”.

Nascido no coração da Floresta Amazônica, no Estado do Amapá, Edson se define como filho de pai Kayapó. Além disso, considera-se também filho da Universidade Federal de Minas Gerais, instituição na qual graduou em História. Atualmente é professor do Instituto Federal da Bahia e da Universidade Federal do Sul da Bahia, onde leciona para povos indígenas e não indígenas. Dono de um espírito “desassossegado”, como diria Fernando Pessoa, dorme pouco, pensa em bastante coisa e trabalha muito.

O ambientalista nos conta que teve uma infância muito tranquila na floresta, tomou banho no Rio Amazonas, caminhou pela mata e ouviu histórias em volta de fogueiras. Aos onze anos foi levado por missionários para estudar em um colégio interno em Altamira, no Pará, onde teve contato com o sistema de ensino cristão e muitas regras, totalmente diferente do aprendizado baseado na oralidade que experimentou na aldeia. Após a experiência do internato assumiu uma postura de missionário e viajou por diversas cidades de Minas Gerais pregando o evangelho. Em 1990, iniciou o curso de História em Belo Horizonte, se tornou ateu, se formou e retornou ao Amapá, onde reencontrou sua espiritualidade originária.

O escritor afirma que a literatura de autoria indígena dá visibilidade aos saberes, às formas de pensar, às epistemologias e às cosmologias dos povos originários, além de fortalecer o movimento. Ele enfatiza que os textos dos escritores indígenas são fruto de um modo de existir coletivo, pois o conhecimento é adquirido por meio dos anciãos e transmitido pelas gerações através da oralidade. Edson acredita que a junção dos saberes científicos com os saberes indígenas levará a uma potencialização da produção do conhecimento, permitindo repensar a trajetória humana no planeta, a crise socioambiental e a desigualdade social.

O professor reconhece que historicamente a escola brasileira não indígena traz conteúdos relacionados aos povos originários apenas como uma herança, ignorando suas existências na contemporaneidade. Dar ênfase a herança passa a ideia de que ficaram apenas alguns traços das tradições e culturas indígenas para a sociedade brasileira, diz.  E completa, nós estamos presentes, as escolas brasileiras têm que lidar com esse movimento e essa realidade indígena. Edson afirma que com a “Educação Escolar Indígena Diferenciada, Intercultural, Bilíngue/Multilíngue e Comunitária” foram obtidos alguns avanços que levaram a valorização dos saberes tradicionais, o respeito aos modos de organização próprios e o resgate de línguas que estavam em processo de extinção.

O pesquisador relata que ao ter contato com a Teoria Decolonial, que surgiu na década de 60, percebeu que desde o século XVI os indígenas já a praticavam, pois não se sujeitavam ao modo de produção capitalista trazido pelo colonizador. A resistência fez com que fossem rotulados como preguiçosos, mentirosos, traiçoeiros e bárbaros. Neste sentido, Kayapó chama atenção para o risco de aprovação do Projeto de Lei 490/2007, que prevê alteração na demarcação das terras indígenas, o Marco Temporal. É muito grave, já que os povos indígenas são os que realmente garantem a preservação das florestas, ecossistemas e biomas, declara.

Edson Kayapó nasceu no estado do Amapá e é pertencente ao povo Kayapó. É Doutor pelo Programa Educação: História, Política, Sociedade da PUC-SP e mestre em História Social pela mesma instituição. Graduado em História pela UFMG, com Especialização em História e Historiografia da Amazônia pela Universidade Federal do Amapá. Pesquisador das questões amazônicas e indígenas, escritor premiado pela UNESCO e pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Professor efetivo do Instituto Federal da Bahia, atuando na docência em licenciaturas, cursos técnicos e Pós-Graduação Lato Sensu, além de orientar TCCs e monografias. Exerce, ainda, as funções de docente e orientador de pesquisas de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais na Universidade Federal do Sul da Bahia.
 
Ouça o podcast na íntegra e saiba um pouco mais sobre a trajetória do escritor indígena: https://spoti.fi/3tvRXP2 

Conheça o trabalho de Edson Kayapó em: www.instagram.com/edsonkayapobepkro/ 

Disponibilizamos para leitura a publicação “Culturas indígenas, diversidade e educação”, da qual Edson Kayapó é autor do capítulo “A diversidade sociocultural dos povos indígenas no Brasil: o que a escola tem a ver com isso?”https://bit.ly/38WEXrY 

Podcast Leituras
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Diretor Rafael Conde realiza mostra de cinema de setembro do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG inaugura em setembro o CineCentro Convida, projeto voltado para a realização de mostras idealizadas por curadores convidados. O objetivo é dar acesso a uma seleção de filmes que vão além do óbvio, permitindo novos olhares e proporcionando ao público uma programação mais diversa e plural.A curadoria da primeira edição é do diretor e professor Rafael Conde, que escolheu seis curtas-metragens de sua autoria para dar início à mostra. Os filmes receberam diversos prêmios nacionais e internacionais e são do gênero documentário e ficção. O curador compartilha, ainda, um pouco da sua trajetória e obra em vídeo disponível no canal do Centro Cultural UFMG no YouTube: https://youtu.be/dwkkNzX7YDA

Rafael Conde nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. É diretor de cinema, graduado em Ciências Econômicas pela UFMG, mestre em Artes/Cinema pela USP e doutor em Artes Cênicas pela UNIRIO com bolsa sanduíche em Performance Studies na NYU|TISCH. Dirigiu documentários e programas jornalísticos para a Rede Minas de Televisão, foi coordenador do Cine Humberto Mauro e do Setor de Cinema da Fundação Clóvis Salgado. É professor pesquisador do Departamento de Fotografia e Cinema e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG. No teatro codirigiu a peça “A brincadeira” (2015-2016) para o Circuito CCBB e dirigiu o “Projeto Experimentos Cênicos” com o Grupo Galpão (2019). Publicou artigos e, em 2019, lançou o livro “O ator e a câmera: investigações sobre o encontro no jogo do filme”. Dentre seus trabalhos destacam-se: “Uakti – oficina instrumental”; “Musika”; “A hora vagabunda”; “O ex-mágico da taberna minhota”; “Françoise”; “Samba-Canção”; “Rua da amargura”; “A chuva nos telhados antigos”; “Fronteira”; “Bili com limão verde na mão”; “Berenice e a fundação da música” e “A verdade no olhar do ator que mente”, todos com longa carreira de exibição e premiados em festivais no Brasil e exterior.

Os filmes podem ser vistos de forma online e gratuita, conforme os links listados abaixo:

14.09 – Uakti – oficina instrumental – Documentário, 35mm, 12 min, cor, 1987, Direção, roteiro e produção executiva: Rafael Conde.

Documentário sobre o grupo musical Uakti, que cria seus próprios instrumentos a partir de materiais comuns como tubos de PVC, vidro e cabaças, recriando os sons da natureza em estado puro.

Link para o filme: https://vimeo.com/20706821

16.09 – A chuva nos telhados antigos – Ficção, 35mm, 15 min, 2006, Direção, roteiro e montagem: Rafael Conde. Elenco: Mônica Ribeiro e Alexandre Cioletti.

O reencontro de um casal e as lembranças de um amor desfeito.

Link para o filme: https://vimeo.com/20730050

21.09 – Rua da amargura – Ficção, 35mm, 14 min, 2003, Direção, roteiro e produção executiva: Rafael Conde. Elenco: Nivaldo Pedrosa, Yara de Novaes, Eduardo Moreira e Ronaldo Brandão.

Dois irmãos buscam recursos para pagar suas dívidas.

Link para o filme: https://vimeo.com/20725987

23.09 – Françoise – Ficção, 35mm, cor, 22 min, 2001, Direção, roteiro adaptado e produção executiva: Rafael Conde. Elenco: Débora Falabella, Fernando Ernesto, Rogério Falabella.

Uma garota chamada Françoise. Um viajante à espera da partida. O encontro de dois solitários numa estação rodoviária.

Link para o filme: https://vimeo.com/20720609

28.09 – O homem que bota ovo – Ficção, 16/35mm TV, cor, 2004, Direção: Rafael Conde, Roteiro: Carlos Alberto Ratton, Produzido pela VT3 para a série Curta Criança da TVE-Rio.

Baseado em caso de Câmara Cascudo, o curta fala de um homem que mente e o seu casamento com uma mulher que não sabe guardar segredo. Voltado para o público infanto-juvenil.

Link para o filme: https://vimeo.com/22219292

30.09 – O ex-mágico da taberna minhota – Ficção, 16mm, cor, 34 min, 1996, Direção, roteiro e produção executiva: Rafael Conde. Elenco: Ezequias Marques, Antônio Naddeo, Ronaldo Brandão, J. Etienne Filho.

Baseado no conto homônimo de Murilo Rubião, o filme narra a estória de um mágico enfastiado do ofício.

Link para o filme: https://vimeo.com/13167389

CineCentro Convida Rafael Conde
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Ernani Maletta compartilha suas vivências nos Festivais de Inverno UFMG em novo vídeo do projeto Aulas Abertas

O convidado do projeto Aulas Abertas deste mês, professor Ernani Maletta, apresenta uma aula intitulada de “A arte deve ir aonde o povo está”, contando um pouco das suas vivências nos Festivais de Inverno UFMG, no qual teve a sua primeira participação no ano de 1993.

Vale destacar que o nome Aulas Abertas foi inspirado em um projeto de igual denominação que Ernani criou para o Festival em 2007, quando ainda era realizado em Diamantina. A homenagem destaca a importância dessa iniciativa em um dos mais importantes e tradicionais eventos culturais do país.

Uma das situações mais impactantes que Ernani viveu no Festival foi à ausência dos cidadãos de Diamantina como alunos das oficinas, instigando a busca por respostas para essa questão. Ele nos conta que se viu diante de duas constatações: a primeira é que as oficinas eram muito misteriosas para eles e pareciam muito complexas; a segunda é que as oficinas eram sempre fechadas, aconteciam em escolas e espaços fechados, então eles não conseguiam ver e pensar na possibilidade daquela atividade ser apropriada para eles.

Diante dessa realidade, Maletta procurou alguns professores e sugeriu que eles saíssem da sala de aula em um determinado dia e se deslocassem para um espaço público qualquer, algum lugar que eles pudessem se aproximar do público de Diamantina. Já que não era simples levar as pessoas para as oficinas do Festival, eles levaram as oficinas para as pessoas e tiveram uma experiência extremamente positiva, despertando ali a criação do projeto Aulas Abertas.

Em 2007 o projeto foi oficializado e vários professores se dispuseram a contribuir e oferecer suas aulas para quem estivesse nos espaços públicos propostos pela coordenação, recriando nas ruas o ambiente que havia nas salas de aulas. A resposta das pessoas foi surpreendente, várias delas começaram a frequentar o Festival e ficavam na expectativa para as Aulas Abertas. Daí em diante a proposta foi sendo aperfeiçoada para se tornar cada vez mais interessante.

Para finalizar, Ernani nos conta que em 2015, já em Belo Horizonte, as Aulas Abertas ocuparam as praças da Liberdade, Floriano Peixoto e Duque de Caxias. No decorrer dos anos subsequentes, em 2016 e 2017, houve uma descentralização que levou o projeto para bairros e regionais distantes do centro da cidade, democratizando o acesso à cultura e abrindo a Universidade para a cidade e vice-versa.

Assista ao vídeo abaixo e conheça a trajetória do projeto Aulas Abertas dentro da programação do Festival de Inverno UFMG.

Link do vídeo: https://youtu.be/G3jjdIdKxYg

Ernani Maletta é artista, professor da UFMG, Doutor em Educação e importante referência no que diz respeito à interação entre a Música e o Teatro, bem como quanto à polifonia cênica. É autor de uma peculiar metodologia criada para a prática musical na cena teatral, por ele registrada no livro Atuação Polifônica: princípios e práticas. Vem atuando ativamente na Itália desde 2010, ao lado da renomada artista e pesquisadora italiana Francesca Della Monica. É reconhecido pela intensa participação na criação de diversos espetáculos de Teatro, em âmbito nacional e internacional.

O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de que estamos vivendo.

A cada mês será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

Projeto Aulas Abertas
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