Centro Cultural UFMG faz uma homenagem ao centenário de nascimento do artista Frans Krajcberg em lançamento de projeto

Texto: Comunicação Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG lança nesta segunda-feira, dia 12 de abril de 2021, o projeto Diálogos: artista e curador, que pretende disponibilizar exposições virtuais em formato de vídeos documentários mensalmente nas redes sociais da instituição. A partir de recortes curatoriais cronológicos, os vídeos trazem uma linha evolutiva no tempo e no percurso da criação do artista, oferecendo ao espectador a oportunidade de percorrer virtualmente pelas obras, através de simulação 3D, sendo mediado pelos comentários do artista e do curador.

O projeto vai apresentar nomes expressivos do cenário artístico e oferecer ao público conteúdos com excelência, associados a uma reflexão aprofundada no contexto da arte contemporânea nacional e internacional, permitindo que avancem em seus conhecimentos e nas maneiras de fazer e pensar a arte.

Para dar início ao projeto o Centro Cultural UFMG realiza uma homenagem ao centenário de nascimento de Frans Krajcberg, importante artista internacional radicado no Brasil, com a abertura da Exposição: arte e vida – Frans Krajcberg (12/04/1921 – 15/11/2017) – Homenagem ao centenário de nascimento.

Krajcberg nasceu em Kozienice, Polônia, em 12/04/1921 e faleceu no Rio de Janeiro em 15/11/2017. Artista plástico, pintor, escultor, gravador e fotógrafo de trânsito internacional, desde o pós-guerra, fez do Brasil a sua pátria e defendeu, de maneira veemente e combativa, a natureza e o ambiente de nosso país.  Ele se intitulou, mais do que um artista, um ambientalista e suas obras, durante toda a vida, gritaram veementemente em defesa da preservação da natureza e em defesa do direito à vida.  Sua arte, mais que tudo, é um grito, uma denúncia das queimadas da Amazônia, das feridas das terras revolvidas pelas minerações e da interferência humana que compromete a própria existência.

Krajcberg mencionou que “Os seres humanos dependem da natureza, mas na verdade não conhecem perfeitamente seu funcionamento; por desconhecê-la, transformam-na e agridem-na”. “Estamos caminhando para a destruição do planeta. A geração atual precisa conscientizar-se de sua responsabilidade”. Com essas premissas que Krajcberg, um sobrevivente, luta até o fim dos seus dias pela preservação da vida no planeta terra. No final da vida ele busca pelos jovens, maneira que acreditava de realmente conseguir uma efetiva transformação da consciência ambiental. Krajcberg disse que “a mudança de mentalidade é uma necessidade urgente e a arte tem um potencial incalculável como instrumento de educação e como forma de mudança da relação homem e natureza”.

A Exposição: arte e vida – Frans Krajcberg tem como curador o Professor e Diretor do Centro Cultural UFMG, Fabrício Fernandino, que presta uma homenagem à memória desse notável artista e ser humano.

Período: 12 de abril de 2021 a março de 2022.
Local: Redes Sociais e Site do Centro Cultural UFMG

Exposição: arte e vida – Frans Krajcberg

https://www.youtube.com/watch?v=b0F76slEELw

Links exposição virtual:

Amazônia em Vida/ Amazônia em Chamas
https://youtu.be/KNAuWmPZyPY

Minas Paisagens Devastadas
https://youtu.be/tevjD516QWk

Exposição Virtual “Sobre um Tempo – Lugar”

Abrimos a exposição coletiva virtual “Sobre Um Tempo – Lugar”, coordenada pelos professores Marcelo Drummond e Brígida Campbell e organizada por artistas e alunos dos ateliês III e IV da habilitação em Artes Gráficas no Curso de Artes Visuais da UFMG. Os trabalhos apresentados transitam por diversos meios, como arte digital, desenho, colagem, vídeo arte, arte urbana e instalação.

Durante a pandemia, experimentamos a mudança no conceito do nosso lugar e da passagem de tempo. A exposição nasceu da busca de uma nova definição dos termos “tempo” e “lugar”. Buscar onde estamos quando fatiamos as camadas de tempo. A partir de quando é passado? Nós estamos no presente agora? Como podemos definir passado, presente e futuro? Cada um deu uma resposta sobre essas questões de hoje através das suas obras.

 

A exposição pode ser visitada no endereço https://sobreumtempolugar.hotglue.me


Artistas participantes:

Amanda Cristina

Antônio V. Cardoso

Jully Gyeongmi Ma

Marina Medef

Profeta

Rafael Ryuugu

Vitor Fernandes

Sobre Um Tempo – Lugar: exposição coletiva

https://sobreumtempolugar.hotglue.me  


Exposição permanente

 

Bate-papo com ERNANI MALETTA e GUIDO BOLETTI sábado, 17/04 às 16h ao vivo no “Encontros notáveis & Conexões Criativas”

Texto: Divulgação

Nesse bate-papo informal, os dois artistas convidados dividirão a cena, compartilhando com o público suas experiências profissionais e de vida, a partir de suas realizações no eixo Itália- Brasil,  transitando pela música, artes visuais e teatro.

Enquanto Boletti, artista visual italiano radicado no Brasil transita entre as artes plásticas, visuais e a música, em constante colaboração com artistas de ambos países, Maletta, ator, diretor e pesquisador brasileiro, além de ter concluído seu Pós-Doutorado na Itália, segue realizando trabalhos com artistas de teatro italianos, como a direção musical conjunta com Francesca Della Monica, do espetáculo Gigantes da Montanha (Pirandello) encenado pelo Grupo Galpão, cuja trilha sonora é inteiramente composta por músicas italianas.
Ernani Maletta é professor do Curso de Graduação em Teatro, e do Mestrado e Doutorado em Artes da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Desenvolveu o conceito de atuação polifônica para a formação do artista cênico. Em 2010/2011, realizou uma pesquisa de Pós-Doutorado na Itália, ao lado da renomada artista e pesquisadora italiana Francesca Della Monica, com quem estabeleceu uma parceria profissional. Vem, desde então, atuando ativamente nesse país, tanto na criação quanto na formação artística. Autor de uma peculiar metodologia para o aprendizado de conceitos musicais próprios das Artes da Cena, bem como para a prática do canto e da execução instrumental, voltada para atores e bailarinos. Como diretor cênico/musical, ator e cantor, é reconhecido pela participação em diversos espetáculos em âmbito nacional e internacional, entre os quais se destacam trabalhos realizados com os Grupos Galpão/MG e Clowns de Shakespeare/RN, e com os diretores Gabriel Villela/SP e Federico Tiezzi/Itália. Nos últimos anos, cabe evidenciar sua atuação na direção musical do espetáculo teatral O Grande Circo Místico, por indicação de Edu Lobo, e na dramaturgia musical, ao lado de Della Monica, das tragédias Ifigênia em Áulis, de Eurípides, e Electra, de Sófocles,no Teatro Greco di Siracusa/Itália.

Guido Boletti é um artista visual italiano, nascido em Milão e radicado no Brasil desde 2007. Desde 2013, mantém seu atelier e galeria no Centro Histórico de São João del-Rei (MG). Durante sua trajetória de 30 anos de carreira, se expressou através de pinturas, vitrais, cerâmicas, serigrafias, jóias e ilustrou capas de CD’s e livros. Desenvolveu também um percurso de pintura ao vivo em forma de happenings em espaços públicos, televisivos e teatrais, com destaque para o show “Improvisual”, no qual o artista dividia o palco com músicos, criando uma obra ao vivo.  Atualmente, além da pintura em telas, tem se dedicado a criação de obras realizadas a partir de meios digitais, seja em forma de imagens ou animações, pinturas murais, leituras de poemas, versões e composições musicais. Boletti tem participado de numerosas exposições, individuais e coletivas, em  cidades italianas e brasileiras, além de possuir obras expostas em galerias, museus públicos e privados, no Brasil e no exterior.

Encontros Notáveis e Conexões Criativas é uma realização da Ponte entre Culturas em ocasião dos 15 anos de atuação no Brasil, completados em 2020. O projeto propõe um ciclo de bate-papos marcados por encontros e reencontros, trocas e intercâmbios: uma ponte entre italianos que apreciam a cultura brasileira, e brasileiros que admiram a cultura italiana; entre “viajantes” apaixonados pelas artes e pela diversidade cultural, pela beleza e a sutileza do sentir artístico.

Serviço

ENCONTROS NOTÁVEIS E CONEXÕES CRIATIVAS apresenta ERNANI MALETTA E GUIDO BOLETTI

 Autores entre Sons e Visões

  17/04/2021, sábado, às 16 horas  

 Ao vivo no canal YouTube  Ponte entre Culturas

Participação gratuita – Inscrições para certificados clique aqui

Dança contemporânea é destaque da nova temporada de espetáculos do Circuito Cultural UFMG

Texto: Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Circuito Cultural UFMG, projeto da Diretoria de Ação Cultural (DAC) da Universidade Federal de Minas Gerais, retoma sua temporada semestral de espetáculos a partir de quarta-feira, 14 de abril. Em uma única exibição, que estreia às 19h no canal da DAC no YouTube (www.youtube.com/culturaufmg), a Mimulus Cia de Dança apresentará dois trabalhos:  O Que Não Tem Fim e Por Um Fio. A apresentação é gratuita e o vídeo ficará disponível no canal, após a transmissão.

Desde os anos noventa, a Mimulus vem priorizando uma proposta singular de retomada do repertório das danças de salão, com um olhar na contemporaneidade. Na exibição da próxima semana, ela costura uma sequência do espetáculo O Que Não Tem Fim, produção audiovisual criada durante a pandemia em 2020, com trechos de Por Um Fio, lançado em 2009.

Segundo o diretor Jomar Mesquita, juntar os dois trabalhos foi uma forma de contrastar uma obra feita no período pré-pandêmico, com outra feita durante a pandemia. “Elas representam formas muito diferentes de se trabalhar, de se criar. O vídeo gravado no ano passado fala muito da nossa trajetória de 30 anos no nosso galpão, que tem as paredes impregnadas com a nossa história e que ficou fechado, reabriu e agora está fechado novamente. Ele fala desse momento muito difícil para todos nós, em que a gente busca e encontra novas formas de criar e levar nossas criações para o público. E Por Um Fio mostra como era feito antes. Ele foi gravado ao vivo, num palco de teatro, e é um dos nossos principais trabalhos. Ele transita um pouco pelo universo da angústia, apesar de falar disso de uma forma mais enérgica, inspirada na vida e obra de Arthur Bispo do Rosário”, explica.

Por Um Fio foi apresentado na Bélgica, França, Itália, Portugal, Estados Unidos e Brasil. Nele, a companhia transpõe o fascínio pelos bordados do artista plástico Arthur Bispo do Rosário, para o emaranhado de braços e corpos que bordam coreografias. O emaranhado de fios elétricos e filamentos das lâmpadas incandescentes se confundem com os fios condutores das coreografias e com a sucata do trabalho dos bailarinos, que lhes servem de matéria prima para a composição da obra. O espetáculo foi feito na ocasião do centenário de nascimento de Arthur Bispo do Rosário e dos 20 anos de sua morte.

PROGRAMAÇÃO

A programação de abril do Circuito Cultural UFMG conta com mais duas atrações. No dia 28, o cantor e compositor Marquim D’Morais comemora seus dez anos de carreira solo com o show Muita Estrada, Pouco Chão. O vídeo será exibido às 19h, no youtube.com/culturaufmg. E no dia 30, a icônica atriz Teuda Bara participa de um bate-papo ao vivo com o pesquisador teatral Ernani Maletta. A conversa descontraída falará sobre teatro e a carreira da artista, com transmissão ao vivo às 18h30, pelo youtube.com/centroculturalufmg.

SERVIÇO

Circuito Cultural UFMG #emcasa

Apresentação da Mimulus Cia de Dança

Estreia 14 de abril, às 19h

www.youtube.com/culturaufmg

 

Espaço do Conhecimento UFMG encerra mostra Universidade Cidade com 10 mil acessos em 15 países

Texto: Assessoria de Comunicação da Diretoria de Ação Cultural (DAC) da UFMG

Ao longo de quase dois meses de programação, entre 12 de dezembro de 2020 e 7 de fevereiro de 2021, o site da mostra Universidade Cidade: gestos, afetos e manifestos de urbanidade recebeu 10 mil acessos, oriundos de 15 diferentes países. Ao todo, foram 1.700 visitantes únicos, que navegaram pelos diferentes conteúdos criados para promover o diálogo e a interlocução entre cidadãs e cidadãos de Belo Horizonte em torno de projetos artístico-culturais em diversos territórios. A exposição, contudo, não foi realizada apenas no ambiente virtual, mas mobilizou milhares de pessoas nas ruas de BH e em diferentes plataformas.

Realizada pelo Espaço do Conhecimento UFMG, por meio da Diretoria de Ação Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais, e em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, a mostra envolveu diretamente uma equipe de 55 pessoas e, indiretamente, cerca de 850 pessoas na sua execução. O patrocínio foi do Instituto Unimed-BH, viabilizado por mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores.

Professores, alunos, gestores e artistas participaram da criação de 604 produtos culturais, como lives, oficinas, vídeos, registros sonoros e podcasts. Neste somatório, também estão incluídas as intervenções artísticas que aconteceram nas nove regionais da capital. Entre elas, áudios veiculados em carros de som, exposição de faixas e cartazes e projeções em estações de metrô e do MOVE. A mais desafiadora, entretanto, foi a exibição de 76 blocos de projeções em empenas de prédios da cidade, mostrando trabalhos em imagens, textos informativos e performances musicais, durante 56 dias.

O objetivo de tudo isso foi aproximar a sociedade das ações desenvolvidas pela Universidade e pelos Centros Culturais da Prefeitura, promovendo uma perspectiva enriquecedora sobre a urbanidade em isolamento social. A coordenadora do Núcleo de Expografia do Espaço do Conhecimento UFMG e uma das curadoras da mostra, Junia Ferrari, destaca que o conceito de urbanidade foi adotado não apenas como orientador para a produção dos trabalhos, mas também para a divulgação desse material pela cidade. “O desafio imposto pelo isolamento social nos fez pensar em formatos que pudessem ser acessados sem gerar deslocamentos e aglomerações. Por isso, optamos por plataformas virtuais ou itinerantes como meio de levar ao cotidiano das pessoas um pouco de poesia, dança, música e momentos de leveza e compartilhamento”, afirma.

Ao todo, foram desenvolvidos 32 projetos, dando espaço a 44 parcerias firmadas entre a universidade e a cidade. “A parceria com os centros culturais da Prefeitura permitiu uma troca riquíssima, além de levar nossos projetos para todas as regiões. Por outro lado, trouxemos projetos dos centros culturais para dentro da universidade, quando projetamos suas produções na Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG”, explicou Diomira Faria, diretora do Espaço. Sobre os impactos da mostra, ela considera que os objetivos foram alcançados. “O acesso foi surpreendente e mais pessoas puderam e ainda podem desfrutar da ampla programação selecionada, uma vez que o site da mostra continua no ar”, ressalta Diomira.

Programação que rompe fronteiras

A programação virtual contou com a transmissão de 15 lives (que tiveram mais de 3000 visualizações), quatro oficinas para o público infantil, 92 vídeos e outros conteúdos digitais em diferentes formatos. A literatura e a contação de histórias foram áreas de destaque, com boa participação e engajamento do público. O encontro do Clube do Livro Guimarães Rosa (17/12) e as lives Contar Histórias: Do chapéu à fita (27/1) e Contar Histórias: Degustação Poética (6/1) foram algumas das atividades com maiores visualizações e interações durante a transmissão ao vivo. Todas as gravações permanecem disponíveis no canal do Espaço do Conhecimento UFMG no YouTube (www.youtube.com/user/espacoufmg) e também podem ser acessadas pela página oficial da mostra (www.ufmg.br/espacodoconhecimento/mostrauniversidadecidade).

Nas redes sociais, o público também se manteve ativo. No Instagram, as postagens no feedstories e IGTV alcançaram mais de 83 mil visualizações. Já as postagens do Twitter e do Facebook somaram 36.552 acessos. A partir de dados coletados entre o final de janeiro e o início de março sobre os acessos ao site da mostra, foram identificadas visitas que vieram de pelo menos 105 cidades distribuídas por 16 estados do Brasil e 15 países da Europa, das Américas, da China e da Austrália. “Isto é sensacional, considerando que nossa missão é a divulgação científica e cultural de projetos da Universidade Federal de Minas Gerais. Conseguimos, então, atingir um público muito maior e levar a cultura derivada de projetos da UFMG e da cidade de Belo Horizonte a públicos novos e distintos”, afirma Diomira Faria.

Mostrinha

Um dos grandes desafios da pandemia tem sido a adaptação de crianças ao isolamento social. Nesse cenário, a mostra Universidade Cidade propôs a Mostrinha, que aconteceu entre 5 e 26 de janeiro de 2021, com oficinas ministradas pelo Zoom. Ao todo, 64 pessoas, entre público e mediadores participaram das atividades lúdicas pensadas pelo Núcleo Educativo do Espaço do Conhecimento UFMG.

Quatro oficinas foram realizadas durante o período de férias. A atividade Mirantes propôs a produção de cartões postais como forma de registro de lugares e sentimentos, enquanto a atividade No meio do caminho tinha uma história… focou na criação de um podcast narrativo. Já a oficina Do meu jardim para o mundo refletiu sobre a relação das pessoas com quintais, jardins e vizinhanças, produzindo fotografias e relatos, em colaboração com os projetos Entre Rios e Ruas e Jardins Possíveis, também integrantes da mostra. Por fim, a oficina Giz e Traço propôs uma reflexão sobre movimento, imagem e som a partir da apreciação e criação de videodanças. Os produtos gerados nas oficinas (postais, fotos, histórias, depoimentos, vídeos etc.) estão sendo exibidos na página da mostra, incluindo uma exposição artística virtual.

Victor Emanuel Rodrigues, de 12 anos, participou de todas as oficinas. Inscrito pela sua mãe, Adriana Rodrigues, ele comenta que adorou a experiência. “Falar de qual delas eu mais gostei não tem como, pois todas foram muito boas. Em janeiro eu não estava tendo aulas, então minha mãe me inscreveu e eu participei de todas. Agora espero por mais oportunidades assim”, declara. A mãe, Adriana, acrescenta. “Tudo isso foi um incentivo muito grande e o Victor até disse que quer estudar na UFMG quando crescer. Parabenizo a todos os envolvidos nas atividades, pois foi tudo muito bom”.

Virgilio Vasconcelos apresenta a animação sob um olhar ampliado em novo vídeo do projeto Aulas Abertas

O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, professor Virgilio Vasconcelos, apresenta “A animação sob um olhar ampliado”, encerrando o ciclo de vídeos referentes às conversas de cinema, mais especificamente o cinema de animação.

Virgilio traz uma abordagem ampliada sobre a animação, para que possamos compreendê-la como uma forma de expressão artística que faz uso da técnica para criar a ilusão do movimento com imagens sintéticas. Quando ele fala de uma abordagem ampliada ou expandida, ele não nega os princípios da animação clássica, da linguagem cinematográfica e produções voltadas para o público infantil, mas ele considera outros fatores que são importantes para entendê-la de maneira um pouco mais ampla.

Segundo Virgilio, a animação surge a partir dos desenvolvimentos técnicos da Revolução Industrial, no século XIX. Com o início dos avanços distintos, várias pessoas começaram a fazer experimentos artísticos cada vez mais complexos com os recursos materiais que foram se tornando disponíveis em seus ambientes. Com o taumatrópio, por exemplo, foram desenvolvidos os princípios fundamentais do movimento animado que conhecemos hoje e a animação digital não seria possível se os teares mecânicos do século XIX não tivessem inspirado projetos para criar máquinas programáveis de uso geral, que mais tarde foram chamadas de computadores.

O professor alega que a animação sempre foi influenciada pelas condições técnicas do seu tempo, ao mesmo tempo que influencia outros desenvolvimentos. Para ilustrar sua fala ele cita o curta “La Faim” (1973), dirigido por Peter Foldes, narrado por meio de técnicas de animação digital que são usadas até hoje. Mais adiante Virgilio traz outros exemplos para mostrar as possibilidades dessa visão expandida da animação, como “Big Bang Big Boom” (2010), do artista italiano BLU, “Gulp” (2011), da Aardman Animations, a projeção mapeada “Interconnection” (2016), no Palácio do Parlamento da Romênia e a peça de dança “Glow”, da companhia australiana de dança Chunky Move.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=tXTH8Ta598I 

Virgilio Vasconcelos é Professor Adjunto no Departamento de Fotografia e Cinema da EBA/UFMG. Pesquisa as relações entre Arte, Técnica e Sociedade e atua em disciplinas de animação digital 2D e 3D no curso de graduação em Cinema de Animação e Artes Digitais. Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Artes da UFMG.

O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

Projeto Aulas Abertas
Quartas-feiras nas Redes Sociais e Site do Centro Cultural UFMG
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Comissão Examinadora e Inscrições homologadas para o concurso Edital nº 142/2021 – Pintura

Comissão examinadora:
Joice Saturnino de Oliveira
Janaína Thais Rodrigues Luiz
Christiana Quady Firmato Brant
Candidatos inscritos
Renata Silva Garboci Beloni Rosa     
Daniella Gomes Birchal de Moura     
Camila Lacerda Lopes     
José Márcio de Oliveira Lara     
Ricardo de Oliveira Maciel     
Ricardo de Oliveira Maciel     
juliana silveira mafra     
Hugo Maria de Mendonça Houayek     
Bruno Silvério Duque     
daniela Camargos Araujo Almeida     
Marcel Martins Lacerda Diogo     
Gladston da Costa Almeida     
Sofia Porto Bauchwitz     
Roosivelt Max Sampaio Pinheiro