Mulheres Modernas: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, a Semana de Arte Moderna de 1922 e seus desdobramentos – 26/02 – 21h

MULHERES MODERNAS: na próxima Sexta Cultural!

“Mulheres Modernas: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, a Semana de Arte Moderna de 1922 e seus desdobramentos”.

Este será o tema da apresentação que teremos sexta-feira 26 de fevereiro de 2021, às 7 pm, com a professora Dra. Rita Lages Rodrigues, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais.

Conheceremos mais sobre a Semana de Arte Moderna que ocurreu no Brasil em 1922 e os efeitos transformadores que gerousobre as diversas formas de arte no país. Entre os artistas revolucionários, vamos nos aprofundar na obra de duas mulheres que se destacan na história das artes visuais do Brasil: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral.

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Conferência da UFMG aborda livro sobre obra aclamada de Foucault

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

No dia 22 de fevereiro, às 17h, a Editora UFMG promove conferência sobre o livro Foucault, a arqueologia e As palavras e as coisas – Cinquenta anos depois, de Ivan Domingues, professor do Departamento de Filosofia da UFMG. O evento acontecerá com transmissão ao vivo pelo YouTube e terá a participação especial do professor Cesar Candiotto, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

As palavras e as coisas – uma arqueologia das ciências humanas, de Michel Foucault, foi lançado em 1966, na França, com grande repercussão no mundo todo, inclusive no Brasil. Tendo frequentado os cursos de Foucault no Collège de France entre os anos de 1981 e 1983, em quem vê o interlocutor oculto de sua tese de doutorado defendida mais tarde na Sorbonne, Ivan Domingues faz, nesse livro, uma análise extensa e acurada da obra que o inspirou.

Domingues é doutor em filosofia pela Universidade de Paris 1. Atua nas áreas de epistemologia das ciências humanas e sociais, filosofia da técnica, ética e conhecimento, filosofia francesa contemporânea e filosofia no Brasil. Na UFMG, foi um dos fundadores e dirigiu o Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares e atualmente coordena o Núcleo de Estudos do Pensamento Contemporâneo. É autor, entre outras obras: O grau zero do conhecimento (Ed. Loyola, 2ª ed., 1999), Epistemologia das ciências humanas (Ed. Loyola, 2004) e Filosofia no Brasil: Legados & Perspectivas (Ed. Unesp, 2017).

A conferência terá, também, a apresentação de Cesar Candiotto, doutor em Filosofia pela PUC-SP, com estágio doutoral na Université Paris XII e no Centre Michel Foucault. Tem experiência na área de Filosofia Contemporânea, especialmente no pensamento de Michel Foucault e suas relações com outros pensadores, tais como Hannah Arendt, Giorgio Agamben e Roberto Esposito.

Dentre suas pesquisas atuais, destaca-se o estudo da questão da biopolítica em suas relações, por exemplo, com temas como os ilegalismos, o capital humano e os dispositivos de segurança. Desde 2021, é membro da diretoria da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF). Publicou, dentre outros, os livros Foucault e a crítica da verdade (Ed. Autêntica, 2ª ed., 2010) e A dignidade da luta política: incursões pelo pensamento de Michel Foucault (Educs, 2020).

O livro em formato e-book tem 402 páginas e está disponível para venda no site da Editora UFMG.

 

15º FESTIVAL DE VERÃO UFMG DISCUTE DIREITO À CULTURA COM PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA GRATUITA

Texto: Assessoria de Imprensa do 15º Festival de Verão

De 4 a 11 de março, a UFMG promove seu 15º Festival de Verão. O já tradicional evento, que reúne atrações culturais de diversas vertentes durante o verão da capital, se adapta às condições impostas pela pandemia de Covid-19 e terá sua programação on-line. Toda a programação é gratuita e aberta ao público, que pode acessá-la pelo site: www.ufmg.br/festivaldeverao.

Com o tema Transversal – redes de cidadania e direito à cultura, o Festival coloca a questão no centro de sua programação, buscando o reconhecimento dos sujeitos desses direitos por meio das redes de cidadania. Durante oito dias de evento, o público poderá acompanhar uma programação diversificada, com oficinas, rodas de conversa e lançamento de publicações digitais, com direito a certificado de participação A programação ainda conta com atrações artísticas – exposições, apresentações teatrais e musicais. Também acontecerá o Seminário Internacional Direito à Cultura, reunindo pesquisadores, gestores e agentes culturais latino-americanos para discutir a relação dos direitos culturais com temas como democracia, cidadania e implementação de políticas culturais.

Realizado pela Diretoria de Ação Cultural da UFMG, o 15º Festival de Verão é um momento de convergência de várias ações realizadas pela universidade na área da cultura.  “As universidades públicas avançaram muito nos últimos anos no estabelecimento de suas políticas culturais. A pandemia, no entanto, tem afetado diretamente o setor cultural em todo o país, desafiando também nossas universidades para atuarem nesse contexto, contribuindo para o fortalecimento dos sistemas públicos de cultura e para a garantia dos direitos culturais neste momento de crise. Neste Festival, compartilhamos com a comunidade nossas ações para a estruturação de nossa política cultural na UFMG e refletimos com parceiros internacionais sobre a cultura como um direito que precisa ser garantido. Também partilhamos ações em curso que colocam em interação a universidade e parceiros diversos do poder público e da sociedade civil na criação de políticas comuns”, destacou o diretor de Ação Cultural da UFMG e coordenador do festival, Fernando Mencarelli.

A abertura do Festival, no dia 4 de março, será às 19 horas, com a as propostas do projeto de Mapeamento Cultural da Universidade do Ciclo de Fóruns para subsidiar o futuro Plano de Cultura da UFMG. O plano é um importante documento, que será elaborado de forma participativa e indicará as ações prioritárias para a política cultural da universidade nos próximos anos. Na sequência, às 20 horas, o público confere o  Renegado Samba Groove, com participação de Elza Soares. O novo show do cantor e compositor mineiro Flávio Renegado reúne a contundência do rap mineiro com a cadência do samba carioca. No repertório, clássicos que todo mundo canta. Recentemente batizado como afilhado musical do ícone Elza Soares, Renegado convida sua madrinha para a gravação de uma apresentação especial, que será transmitida pelo Festival.

Ao longo dos dias seguintes, a programação promoverá outros encontros de consagrados artistas mineiros com o público, como a apresentação inédita do cantor e instrumentista Maurício Tizumba com a cantora Titane; o espetáculo on-line Doida no Quintal, com a atriz Teuda Bara e seu filho Admar Fernandes; ou a valorização de saberes tradicionais mineiros, na apresentação do grupo Mulheres do Jequitinhonha. Ao mesmo tempo, o evento abre espaço para grupos de jovens que atuam na cena cultural da capital mineira, como a Coletiva Afrolíricas, formada por três negras poetas independentes; ou o De Quebrada, um sarau com poetas e slamers de toda a região metropolitana. A atenção se volta para a periferia em diversos momentos, como na mostra de dança #DireitoaCulturaNasQuebradas, com sete dançarinos, pretas e pretos de BH, ou nas atividades desenvolvidas em parceria com a Rabiola Casa Escola: uma iniciativa surgida na Vila da Paz, que promove ações de comunicação popular voltadas para as periferias.

Respeitando os protocolos de saúde pública vigentes em função da pandemia de Covid-19, a maior parte da programação acontecerá de maneira on-line, com transmissão pelo canal da Diretoria de Ação Cultural da UFMG no Youtube. As ruas também terão intervenções com projeções de obras audiovisuais da Mostra Universidade Cidade.

É possível acompanhar as atualizações sobre o evento por meio de suas redes sociais: Facebook (facebook.com/festivaldeverao) e Instagram (instagram.com/festival_ufmg).

TRANSVERSAL – REDES DE CIDADANIA E DIREITO À CULTURA

A programação desta edição é proposta a partir da temática Transversal – Redes de cidadania e direito à cultura. O direito à cultura é uma garantia constitucional que se desdobra em políticas culturais nacionais e locais, presentes também nas políticas e nos planos de cultura das Instituições Públicas de Ensino Superior brasileiras.

O tema está presente nos debates promovidos durante o Festival, além das oficinas, mostras e produções apresentadas ao longo da programação. Ao reforçar a perspectiva de transversalidade dos direitos em todas as esferas, o evento busca destacar as redes de cidadania que perpassam os diversos campos sociais e culturais, seja nas instâncias do poder público, nas universidades e nos diversos campos de conhecimento.

No momento em que consolida sua gestão cultural, com uma política integrada para seus espaços e projetos culturais, a UFMG dá um passo importante para a criação de uma política cultural democrática e participativa, lançando, neste Festival, o convite para o processo de elaboração de um novo Plano Plurianual de Cultura e ampliando seu esforço de Mapeamento Cultural da universidade. No dia 8 de março, às 10h30 da manhã, acontece uma live explicativa sobre a metodologia deste trabalho.

Um marco ampliado para essa discussão envolve a realização do Seminário internacional Direito à Cultura, em parceria com universidades públicas brasileiras e latino-americanas integrantes da Associação das Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM). O seminário reúne pesquisadores, gestores e agentes culturais em mesas-redondas e conferências, em que serão discutidas as relações dos direitos culturais com temas como democracia e cidadania, a implementação de políticas nos territórios e nas universidades e também as agendas nacionais e internacionais dedicadas ao tema dos direitos à cultura. Além disso, haverá uma mostra virtual com trabalhos de intercâmbio e cooperação nas áreas artística e cultural que foram realizados entre a UFMG e as universidades da AUGM.

ATRAÇÕES ARTÍSTICAS | MÚSICA, DANÇA, POESIA E TEATRO

O público poderá assistir a todas as atrações sem sair de casa. O cardápio cultural tem opções para quem se interessa por música, dança, poesia e teatro.

Já na abertura do evento, no dia 4 de março, às 20 horas, o público confere o show do rapper mineiro Renegado, Renegado Samba Groove, com participação de Elza Soares.

No dia 5, também às 20 horas, será transmitida a mostra de dança #DireitoaCulturaNasQuebradas, em que sete artistas da Grande BH traduzem, em forma de conceito coreográfico, sua trajetória na dança relacionada ao tema “Direito à cultura nas quebradas”. A mostra é organizada pelo dançarino e coreógrafo Marcelo Mendes.

Para quem é de poesia, no dia 6 de março, a partir das 19 horas, haverá a transmissão do sarau De Quebrada: não procure no centro. O sarau reúne poetas e slamers de toda a região metropolitana da capital, que expressam a arte por meio da palavra escrita e falada. O evento marca o lançamento do livro De quebrada, coletânea de poesias, fruto de oficina realizada durante a última edição do Festival de Verão UFMG, e que foi ministrada pela poeta e professora da Faculdade de Letras da UFMG, Emília Mendes.

No dia 8, às 19 horas, durante a cerimônia de abertura do 9º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU), a cantora Titane e o multiartista Maurício Tizumba se reúnem em uma apresentação em duo inédita, feita especialmente para o 15º Festival de Verão UFMG. No repertório, músicas que remontam ao início de suas carreiras, nos anos 80.

No dia 9, ao meio-dia, o Ars Nova – Coral da UFMG organiza a Mostra de Coros Universitários, com trabalhos que vêm sendo realizados por diferentes grupos e corais de Minas Gerais. Já às 19 horas, o Festival transmite o vídeo-performance-documental Vozes de Luta, em que o Grupo de Teatro Mulheres de Luta, da Ocupação Carolina Maria de Jesus, em Belo Horizonte, tratam de si, suas memórias e a importância do teatro, somados a cenas dos espetáculos montados pelo grupo Todas as Vozes, Todas Elas (2017) e AntígonaS (2019).

No dia 10 de março, ao meio-dia, tem apresentação do Grupo Sarandeiros, companhia de danças populares brasileiras, criada em 1980 na UFMG. Às 19 horas, a atriz Teuda Bara apresenta o espetáculo on-line Doida no Quintal, uma adaptação do espetáculo Doida, que ganha novos contornos em tempos de isolamento social e mistura cenas gravadas no quintal de sua casa, ao lado de seu filho Admar Fernandes. A direção é de Inês Peixoto.

No dia 11, último dia do Festival, ao meio-dia, o grupo Mulheres do Jequitinhonha realiza a apresentação dos versos de A terra, o canto e as mulheres do Jequitinhonha. Neste vídeo, elas apresentam as cantigas, que entoam a todo momento, cantando a terra, a seca, a chuva, os animais, os desafios e a poesia de se viver no sertão de Minas. Já às 19 horas, acontece a apresentação do Madrigal Renascentista Unifal, sob a regência de João Pedro Boroni.

Todas as apresentações serão feitas pelo canal da Diretoria de Ação Cultural da UFMG no YouTube: www.youtube.com/culturaufmg.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL | DEBATES

O Festival de Verão UFMG também se apresenta como espaço para discussão e debates sobre questões pertinentes que envolvem a cultura, a Universidade e a juventude.

O evento acolhe a realização do Seminário Internacional Direito à Cultura, que reúne ao longo dos dias 4 e 5 de março, representantes de diversas universidades brasileiras e da América Latina. As conferências e mesas redondas serão transmitidas ao vivo pelo YouTube da Diretoria de Ação Cultural da UFMG.

No dia 6 de março, às 10h30, haverá transmissão da roda de conversa Arte como cura para corpos diversos na luta contra HIV-AIDS, em que educadores do projeto PrEP 15-19 da Faculdade de Medicina da UFMG convidam para um bate-papo o cineasta e pesquisador Vagner de Almeida e o escritor Salvador Corrêa, ambos ativistas que encontraram na arte as ferramentas não só de comunicação e articulação, mas também de luta por políticas e ações justas para o controle da epidemia do HIV.

Às 14h, será transmitido o Encontro com Afrolíricas – Escrevivências. Eliza Castro, Anarvore e Iza Reys, da coletiva Afrolíricas, conduzem uma roda de conversa para discutir sobre as “escrevivências”: como expressar nossos direitos por meio da poesia e contar nossa história, seja ela em forma de relato, desabafo ou a denúncia de fatos do nosso cotidiano, usando da palavra  para gerar uma comunicação acessível.

Já no dia 8 de março, a partir das 15 horas, será a vez do Fórum Tecnologias populares de comunicação, cultura e mobilização social, em que serão abordadas pesquisas e experiências em comunicação popular e arte voltadas para a realidade de periferias e favelas do Brasil. Durante a programação, será feito o lançamento da cartilha “Mandando a Real”, realizada pela escola livre Rabiola Casa Escola de Arte e Sensibilização, com orientações para grupos e pessoas que queiram desenvolver campanhas de comunicação junto à população de periferias.

MOSTRAS E EXPOSIÇÕES

Na sexta-feira, 5 de março, às 19 horas, será transmitida a roda de conversa Movências em experiência artísticas e culturais, bate-papo de abertura da exposição virtual Movências: transfigurações cotidianas. Esse é um projeto especial do Festival de Verão, em que o objetivo é revelar o talento de jovens artistas de Belo Horizonte que circulam, trabalham, estudam e integram ações artísticas e culturais no entorno da Praça da Estação. A exposição reúne trabalhos de 20 artistas das áreas de pintura, gravura, desenho, escultura, performance, fotografia, música, entre outras linguagens artísticas e culturais. A curadoria é de Wilson de Avellar.

Já a Mostra PRAE/DAC: criação em tempos de pandemia reúne trabalhos desenvolvidos por 28 estudantes de graduação e pós-graduação da UFMG. São obras de fotografia, vídeo, documentário, ilustração, texto ou outras linguagens, que abordam as implicações socioculturais relacionadas à pandemia. A mostra parte de uma iniciativa da Diretoria de Ação Cultural da UFMG (DAC) e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) e marcou o lançamento do Programa de Fomento Cultural da universidade. No dia 6, às 17 horas, os participantes da mostra se juntam em uma roda de conversa para compartilhar as experiências no processo criativo das obras artísticas.

Outra exposição virtual irá resgatar a memória dos trabalhos realizados em parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais e outras cinco universidades que integram a Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM). Produção artística e cultural AUGM – memória e desdobramento: 20 anos mostra trabalhos desenvolvidos nas últimas décadas entre a UFMG e universidades da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. A curadoria é de Fabricio Fernandino e Damián Kees.

Durante todo o Festival de Verão, a fachada do Centro Cultural UFMG recebe o estandarte Divercores, uma intervenção gráfica criada por um grupo de quinze jovens de 13 a 18 anos para valorizar e reivindicar o respeito às diversas identidades de gênero e orientações sexuais. Uma bandeira gigante construída a várias mãos, estampada em estêncil com rostos de pessoas LGBTQIA+ e não binárias, ocupando diferentes espaços da cidade. O Divercores inaugurou itinerância em dezembro de 2020 na fachada da Ocupação Carolina Maria de Jesus, e faz agora sua segunda parada no Festival de Verão UFMG.

OFICINAS

A programação do 15º Festival de Verão UFMG ainda oferece duas oficinas, gratuitas e abertas ao público. As atividades oferecem certificado de participação.

No dia 6 de março, das 16h às 18h, será realizada a oficina Líricas em ação, que aborda a escrita criativa na forma de poesia marginal. Ministrada por integrantes da coletiva Afrolíricas, a atividade será realizada pelo Zoom, sem necessidade de inscrição prévia – o link será divulgado 15 minutos antes, durante a live Encontro com Afrolíricas. São 25 vagas que devem ser preenchidas por ordem de chegada. A classificação é de 15 anos.

Já o laboratório Mandando a Real – Rabiola Casa Escola será ministrado nos dias 4, 5 e 9 de março, das 18h às 22h e no dia 6 de março, das 14h30 às 17h30. A oficina pretende trabalhar princípios da comunicação popular e as relações entre arte, tecnologia, comunicação e o saber. O link para o formulário de inscrições está disponível no site do Festival (www.ufmg.br/festivaldeverao). A classificação etária é de 16 anos.

SOBRE O FESTIVAL

Criado em 2007, o Festival de Verão UFMG é realizado anualmente pela Diretoria de Ação Cultural da UFMG. A iniciativa visa oferecer ao público e à cidade de Belo Horizonte um vasto e significativo programa cultural no período de férias de verão. A proposta é reconhecer e promover o processo de interação dinâmica entre CULTURA e EDUCAÇÃO. A programação é oferecida gratuitamente ao público e inclui cursos, oficinas e palestras que buscam contemplar, além da cultura e arte, todas as áreas de conhecimento atendidas pela Universidade.

 

TODA A PROGRAMAÇÃO É GRATUITA

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Guia Forcult reúne diretrizes para implementação de políticas culturais nas universidades

Texto: Ewerton Martins Ribeiro

Está publicado no site da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) o guia Forcult: Instrumento para implementação de política cultural e planos de cultura nas Ipesdocumento que apresenta diretrizes e recomendações para as Instituições Públicas de Ensino Superior (Ipes) do país que pretendem instituir e institucionalizar políticas e planos de cultura.

Organizado pelo professor Fernando Mencarelli, diretor de Ação Cultural (DAC) da UFMG, e Marcos Dias Coelho, docente da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), o documento é resultado do trabalho de dezenas de agentes culturais envolvidos no Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult), evento que vem sendo realizado desde 2017 como espaço regular para a articulação das áreas de cultura das universidades públicas nacionais.

A versão final do Guia Forcult foi elaborada por grupo de trabalho virtual do 4º Forcult Nacional, realizado na UFMG de 21 a 23 de setembro de 2020, e aprovada durante a Assembleia Extraordinária do Forcult Nacional, realizada em 30 de novembro de 2020.

“Foi muito importante para a UFMG sediar e coordenar a organização do quarto fórum. Fizemos uma articulação nacional muito forte, contamos com a participação de 87 instituições e cerca de 300 pessoas, entre gestores, servidores técnico-administrativos e pesquisadores da área”, afirma Fernando Mencarelli.

Importância da institucionalização

O diretor de Ação Cultural da UFMG destaca a importância da institucionalização da gestão cultural para a realização de circuitos, mapeamentos, programas e outros projetos de forma compartilhada e capilarizada pelo país. “Foi um evento que gerou uma série de documentos e ótimas possibilidades de articulação para o futuro”, destaca.

Na apresentação do Guia, Marcos Dias Coelho faz um resumo dos parâmetros que o embasam. “Os princípios que fundamentam o documento são a inclusão, a diversidade, a construção coletiva e participativa de todos os setores presentes nas Ipes, bem como a transversalidade institucional que contemple as dimensões administrativa e acadêmica. E, na dimensão acadêmica, deve ser observada a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”, informa.

Com 102 páginas, o Guia Forcult reúne casos de seis instituições que já haviam iniciado o processo de implementação de políticas de cultura antes da elaboração do documento: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

Inscrições Abertas para o 1º Edital Artsoul de Artistas Independentes

Estão abertas as inscrições para o 1º Edital Artsoul – Artistas Independentes 2021. Nesta primeira edição, o edital contemplará 20 novos artistas para expor seus trabalhos em nosso site, realizando uma exposição online coletiva com o escopo de artistas selecionados.

O processo seletivo é aberto a todos os artistas independentes, emergentes ou com carreira consolidada. Os portfólios serão avaliados por um comitê convidado pela Artsoul composto por profissionais do mercado de arte contemporânea.

Seminário da UFMG nesta quinta-feira debate comunicação e formação antirracistas

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

A Formação Transversal em Divulgação Científica e o Curso de Especialização em Comunicação Pública da Ciência (Amerek) realizam nesta quinta-feira, dia 11 de fevereiro, às 14h, o seminário Comunicar para um novo futuro: Escola e Antirrascismo.

O evento, com transmissão ao vivo pela canal Extensão UFMG, terá a participação especial dos pesquisadores Sulivan Ferreira, da Faculdade de Educação (FaE/UFMG), e Alessio Surian, da Universidade de Pádua, Itália.

A live é aberta a todos os interessados na temática. O certificado de participação será disponibilizado para os participantes inscritos que manifestarem presença no chat da transmissão. As inscrições podem ser feitas neste formulário eletrônico.

O seminário é o terceiro de uma série de encontros promovidos pela disciplina Seminários em Divulgação Científica, que é oferecida tanto para os alunos de graduação, no âmbito da Formação Transversal, quanto para os alunos de pós-graduação do Amerek. Ao completar a carga horária de 15 horas, o aluno poderá solicitar o crédito correspondente.

Sobre os palestrantes

Sulivan Ferreira é educador popular e pesquisador da FaE/UFMG. Mestre em Educação (UEPA), Doutorando em Educação (Doutorado Latino-americano em Educação – UFMG). Membro do Grupo de Trabalho Educación popular y pedagogías críticas do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO). Pesquisador do Núcleo de Educação Popular Paulo Freire (UEPA) e Cátedra Paulo Freire da Amazônia.

Alessio Surian é psicólogo e professor associado da Universidade de Pádua, realiza pesquisas sobre interações sociais e comunicação transcultural. No campo social e educacional, acompanha comunidades de práticas e a sistematização de projetos que promovam a cultura dos bens comuns e enfrentam as desigualdades sociais. Faz parte do Special Interest Group (SIG) 10 Social Interactions da EARLI (Associação Europeia de Pesquisa em Educação), do Grupo de Trabalho de Pedagogias Críticas e Educação Popular do CLACSO e da secretaria internacional do Fórum Mundial de Educação.

Lucia Castello Branco apresenta aula poema em novo vídeo do projeto Aulas Abertas

Texto:  Comunicação do Centro Cultural UFMG

A convidada do projeto Aulas Abertas desta semana, professora Lucia Castello Branco, apresenta uma aula poema sobre “A poética da paisagem” direto do litoral baiano, da praia de Massarandupió, onde o rio encontra o mar.

Na beira do rio, Lucia faz uma oferenda a Oxum, deusa das águas doces, e apresenta uma leitura do seu texto poema intitulado “Décimo nono dia”, que inicia com o seguinte trecho:

“Acordar com o barulho do mar. Talvez ela nunca tivesse imaginado que isso fosse possível. “Porque as ondas embalam”— ela teria dito, certa vez, ao senhor que insistia em não compreender porque ela se movera até ali. Era o décimo nono dia e a amiga lhe oferecera a metanoite. O real, lugar envolvente e sublime da metanoite, está para além da noite”.

Já na beira da praia, caminhando em direção ao mar, a escritora leva uma flor a Iemanjá e faz a leitura do texto “A boa nova anunciada à natureza”, da autora portuguesa Maria Gabriela Llansol, que Lucia pesquisa desde 1992.

Link do vídeo: https://youtu.be/evJuqEooxAA 

Lucia Castello Branco é escritora, psicanalista e professora permanente dos Programas de Pós-graduação em Letras da FALE-UFMG e do PPLitCult-UFBA. Pesquisadora do CNPq desde 1991, dirigiu os documentários “Língua de Brincar”, sobre Manoel de Barros e “Redemoinho-Poema”, sobre Maria Gabriela Llansol. Coordena, atualmente, o projeto interinstitucional “Intervenções Bárbaras: o ensino como ato poético”, que envolve seis universidades federais brasileiras.

O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

Projeto Aulas Abertas
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