Centro Cultural UFMG faz uma homenagem ao centenário de nascimento do artista Frans Krajcberg em lançamento de projeto

Texto: Comunicação Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG lança nesta segunda-feira, dia 12 de abril de 2021, o projeto Diálogos: artista e curador, que pretende disponibilizar exposições virtuais em formato de vídeos documentários mensalmente nas redes sociais da instituição. A partir de recortes curatoriais cronológicos, os vídeos trazem uma linha evolutiva no tempo e no percurso da criação do artista, oferecendo ao espectador a oportunidade de percorrer virtualmente pelas obras, através de simulação 3D, sendo mediado pelos comentários do artista e do curador.

O projeto vai apresentar nomes expressivos do cenário artístico e oferecer ao público conteúdos com excelência, associados a uma reflexão aprofundada no contexto da arte contemporânea nacional e internacional, permitindo que avancem em seus conhecimentos e nas maneiras de fazer e pensar a arte.

Para dar início ao projeto o Centro Cultural UFMG realiza uma homenagem ao centenário de nascimento de Frans Krajcberg, importante artista internacional radicado no Brasil, com a abertura da Exposição: arte e vida – Frans Krajcberg (12/04/1921 – 15/11/2017) – Homenagem ao centenário de nascimento.

Krajcberg nasceu em Kozienice, Polônia, em 12/04/1921 e faleceu no Rio de Janeiro em 15/11/2017. Artista plástico, pintor, escultor, gravador e fotógrafo de trânsito internacional, desde o pós-guerra, fez do Brasil a sua pátria e defendeu, de maneira veemente e combativa, a natureza e o ambiente de nosso país.  Ele se intitulou, mais do que um artista, um ambientalista e suas obras, durante toda a vida, gritaram veementemente em defesa da preservação da natureza e em defesa do direito à vida.  Sua arte, mais que tudo, é um grito, uma denúncia das queimadas da Amazônia, das feridas das terras revolvidas pelas minerações e da interferência humana que compromete a própria existência.

Krajcberg mencionou que “Os seres humanos dependem da natureza, mas na verdade não conhecem perfeitamente seu funcionamento; por desconhecê-la, transformam-na e agridem-na”. “Estamos caminhando para a destruição do planeta. A geração atual precisa conscientizar-se de sua responsabilidade”. Com essas premissas que Krajcberg, um sobrevivente, luta até o fim dos seus dias pela preservação da vida no planeta terra. No final da vida ele busca pelos jovens, maneira que acreditava de realmente conseguir uma efetiva transformação da consciência ambiental. Krajcberg disse que “a mudança de mentalidade é uma necessidade urgente e a arte tem um potencial incalculável como instrumento de educação e como forma de mudança da relação homem e natureza”.

A Exposição: arte e vida – Frans Krajcberg tem como curador o Professor e Diretor do Centro Cultural UFMG, Fabrício Fernandino, que presta uma homenagem à memória desse notável artista e ser humano.

Período: 12 de abril de 2021 a março de 2022.
Local: Redes Sociais e Site do Centro Cultural UFMG

Exposição: arte e vida – Frans Krajcberg

https://www.youtube.com/watch?v=b0F76slEELw

Links exposição virtual:

Amazônia em Vida/ Amazônia em Chamas
https://youtu.be/KNAuWmPZyPY

Minas Paisagens Devastadas
https://youtu.be/tevjD516QWk

Exposição Virtual “Sobre um Tempo – Lugar”

Abrimos a exposição coletiva virtual “Sobre Um Tempo – Lugar”, coordenada pelos professores Marcelo Drummond e Brígida Campbell e organizada por artistas e alunos dos ateliês III e IV da habilitação em Artes Gráficas no Curso de Artes Visuais da UFMG. Os trabalhos apresentados transitam por diversos meios, como arte digital, desenho, colagem, vídeo arte, arte urbana e instalação.

Durante a pandemia, experimentamos a mudança no conceito do nosso lugar e da passagem de tempo. A exposição nasceu da busca de uma nova definição dos termos “tempo” e “lugar”. Buscar onde estamos quando fatiamos as camadas de tempo. A partir de quando é passado? Nós estamos no presente agora? Como podemos definir passado, presente e futuro? Cada um deu uma resposta sobre essas questões de hoje através das suas obras.

 

A exposição pode ser visitada no endereço https://sobreumtempolugar.hotglue.me


Artistas participantes:

Amanda Cristina

Antônio V. Cardoso

Jully Gyeongmi Ma

Marina Medef

Profeta

Rafael Ryuugu

Vitor Fernandes

Sobre Um Tempo – Lugar: exposição coletiva

https://sobreumtempolugar.hotglue.me  


Exposição permanente

 

Bate-papo com ERNANI MALETTA e GUIDO BOLETTI sábado, 17/04 às 16h ao vivo no “Encontros notáveis & Conexões Criativas”

Texto: Divulgação

Nesse bate-papo informal, os dois artistas convidados dividirão a cena, compartilhando com o público suas experiências profissionais e de vida, a partir de suas realizações no eixo Itália- Brasil,  transitando pela música, artes visuais e teatro.

Enquanto Boletti, artista visual italiano radicado no Brasil transita entre as artes plásticas, visuais e a música, em constante colaboração com artistas de ambos países, Maletta, ator, diretor e pesquisador brasileiro, além de ter concluído seu Pós-Doutorado na Itália, segue realizando trabalhos com artistas de teatro italianos, como a direção musical conjunta com Francesca Della Monica, do espetáculo Gigantes da Montanha (Pirandello) encenado pelo Grupo Galpão, cuja trilha sonora é inteiramente composta por músicas italianas.
Ernani Maletta é professor do Curso de Graduação em Teatro, e do Mestrado e Doutorado em Artes da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Desenvolveu o conceito de atuação polifônica para a formação do artista cênico. Em 2010/2011, realizou uma pesquisa de Pós-Doutorado na Itália, ao lado da renomada artista e pesquisadora italiana Francesca Della Monica, com quem estabeleceu uma parceria profissional. Vem, desde então, atuando ativamente nesse país, tanto na criação quanto na formação artística. Autor de uma peculiar metodologia para o aprendizado de conceitos musicais próprios das Artes da Cena, bem como para a prática do canto e da execução instrumental, voltada para atores e bailarinos. Como diretor cênico/musical, ator e cantor, é reconhecido pela participação em diversos espetáculos em âmbito nacional e internacional, entre os quais se destacam trabalhos realizados com os Grupos Galpão/MG e Clowns de Shakespeare/RN, e com os diretores Gabriel Villela/SP e Federico Tiezzi/Itália. Nos últimos anos, cabe evidenciar sua atuação na direção musical do espetáculo teatral O Grande Circo Místico, por indicação de Edu Lobo, e na dramaturgia musical, ao lado de Della Monica, das tragédias Ifigênia em Áulis, de Eurípides, e Electra, de Sófocles,no Teatro Greco di Siracusa/Itália.

Guido Boletti é um artista visual italiano, nascido em Milão e radicado no Brasil desde 2007. Desde 2013, mantém seu atelier e galeria no Centro Histórico de São João del-Rei (MG). Durante sua trajetória de 30 anos de carreira, se expressou através de pinturas, vitrais, cerâmicas, serigrafias, jóias e ilustrou capas de CD’s e livros. Desenvolveu também um percurso de pintura ao vivo em forma de happenings em espaços públicos, televisivos e teatrais, com destaque para o show “Improvisual”, no qual o artista dividia o palco com músicos, criando uma obra ao vivo.  Atualmente, além da pintura em telas, tem se dedicado a criação de obras realizadas a partir de meios digitais, seja em forma de imagens ou animações, pinturas murais, leituras de poemas, versões e composições musicais. Boletti tem participado de numerosas exposições, individuais e coletivas, em  cidades italianas e brasileiras, além de possuir obras expostas em galerias, museus públicos e privados, no Brasil e no exterior.

Encontros Notáveis e Conexões Criativas é uma realização da Ponte entre Culturas em ocasião dos 15 anos de atuação no Brasil, completados em 2020. O projeto propõe um ciclo de bate-papos marcados por encontros e reencontros, trocas e intercâmbios: uma ponte entre italianos que apreciam a cultura brasileira, e brasileiros que admiram a cultura italiana; entre “viajantes” apaixonados pelas artes e pela diversidade cultural, pela beleza e a sutileza do sentir artístico.

Serviço

ENCONTROS NOTÁVEIS E CONEXÕES CRIATIVAS apresenta ERNANI MALETTA E GUIDO BOLETTI

 Autores entre Sons e Visões

  17/04/2021, sábado, às 16 horas  

 Ao vivo no canal YouTube  Ponte entre Culturas

Participação gratuita – Inscrições para certificados clique aqui

Dança contemporânea é destaque da nova temporada de espetáculos do Circuito Cultural UFMG

Texto: Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Circuito Cultural UFMG, projeto da Diretoria de Ação Cultural (DAC) da Universidade Federal de Minas Gerais, retoma sua temporada semestral de espetáculos a partir de quarta-feira, 14 de abril. Em uma única exibição, que estreia às 19h no canal da DAC no YouTube (www.youtube.com/culturaufmg), a Mimulus Cia de Dança apresentará dois trabalhos:  O Que Não Tem Fim e Por Um Fio. A apresentação é gratuita e o vídeo ficará disponível no canal, após a transmissão.

Desde os anos noventa, a Mimulus vem priorizando uma proposta singular de retomada do repertório das danças de salão, com um olhar na contemporaneidade. Na exibição da próxima semana, ela costura uma sequência do espetáculo O Que Não Tem Fim, produção audiovisual criada durante a pandemia em 2020, com trechos de Por Um Fio, lançado em 2009.

Segundo o diretor Jomar Mesquita, juntar os dois trabalhos foi uma forma de contrastar uma obra feita no período pré-pandêmico, com outra feita durante a pandemia. “Elas representam formas muito diferentes de se trabalhar, de se criar. O vídeo gravado no ano passado fala muito da nossa trajetória de 30 anos no nosso galpão, que tem as paredes impregnadas com a nossa história e que ficou fechado, reabriu e agora está fechado novamente. Ele fala desse momento muito difícil para todos nós, em que a gente busca e encontra novas formas de criar e levar nossas criações para o público. E Por Um Fio mostra como era feito antes. Ele foi gravado ao vivo, num palco de teatro, e é um dos nossos principais trabalhos. Ele transita um pouco pelo universo da angústia, apesar de falar disso de uma forma mais enérgica, inspirada na vida e obra de Arthur Bispo do Rosário”, explica.

Por Um Fio foi apresentado na Bélgica, França, Itália, Portugal, Estados Unidos e Brasil. Nele, a companhia transpõe o fascínio pelos bordados do artista plástico Arthur Bispo do Rosário, para o emaranhado de braços e corpos que bordam coreografias. O emaranhado de fios elétricos e filamentos das lâmpadas incandescentes se confundem com os fios condutores das coreografias e com a sucata do trabalho dos bailarinos, que lhes servem de matéria prima para a composição da obra. O espetáculo foi feito na ocasião do centenário de nascimento de Arthur Bispo do Rosário e dos 20 anos de sua morte.

PROGRAMAÇÃO

A programação de abril do Circuito Cultural UFMG conta com mais duas atrações. No dia 28, o cantor e compositor Marquim D’Morais comemora seus dez anos de carreira solo com o show Muita Estrada, Pouco Chão. O vídeo será exibido às 19h, no youtube.com/culturaufmg. E no dia 30, a icônica atriz Teuda Bara participa de um bate-papo ao vivo com o pesquisador teatral Ernani Maletta. A conversa descontraída falará sobre teatro e a carreira da artista, com transmissão ao vivo às 18h30, pelo youtube.com/centroculturalufmg.

SERVIÇO

Circuito Cultural UFMG #emcasa

Apresentação da Mimulus Cia de Dança

Estreia 14 de abril, às 19h

www.youtube.com/culturaufmg

 

Centro Cultural UFMG reúne narrativas admiráveis em mostra de cinema argentino

Texto: Comunicação Centro Cultural UFMG

O CineCentro de maio indica uma seleção de obras argentinas de extrema relevância para entender como essa produção cinematográfica se consolidou como uma das mais importantes da América Latina, mesmo com as sucessivas crises políticas e institucionais vividas pelo país. A retomada da produção argentina ocorreu a partir da década de 1990, denominada de “Nuevo Cine Argentino”, que demonstrou as possibilidades de efervescência cultural em tempos difíceis.

 

Os filmes que compreendem o novo cinema argentino expressam o contexto histórico e cultural da Argentina impulsionada pela estrutura de produção independente e de baixo orçamento, roteiros inteligentes e arrojados, habilidade técnica e refinamento estético. A filmografia do país vizinho tem se afirmado cada vez mais expressiva, ocupando lugar de destaque com seus temas fortes que transitam entre dramas familiares e políticos, romances e toques de humor.

 

Os cineastas do país passaram a atrair o interesse da crítica internacional e do público, recebendo diversos prêmios e indicações em festivais como Berlim, Cannes, San Sebastián e Veneza. Em 1986, A história oficial, de Luis Puenzo, foi o primeiro filme latino-americano a ganhar um Oscar. Em 2010, O segredo dos seus olhos, de Juan José Campanella, também garantiu ao país o prêmio mais almejado do cinema.

 

A programação do CineClássico Quarentena deste mês engloba obras representativas dos cineastas Luis Puenzo, Juan José Campanella, Gustavo Taretto, Hernán Golfrid, Damián Szifron, Gastón Duprat, Mariano Cohn, Lucía Puenzo e Martín Hodara. Os filmes da mostra podem ser encontrados nas plataformas de streaming Netflix, Amazon Prime Video, YouTube e Globoplay:

 

04.05 – A história oficial – (La historia oficial (título original), Drama, História, Guerra, 1985, Argentina, Direção: Luis Puenzo, 112’, 14 anos).

 

Em Buenos Aires, nos tempos da abertura política, uma professora de História (Norma Aleandro) começa a se dar conta da violência da ditadura militar em seu país. O drama se complica quando ela passa a desconfiar que Gabi, a menina que adotou, pode ser filha de uma desaparecida dos tempos da opressão militar.

 

Disponível em: Netflix

 

06.05 – O segredo dos seus olhos – (El secreto de sus ojos (título original), Drama, Mistério, Romance, 2009, Argentina, Espanha, Direção: Juan José Campanella, 129’, 16 anos).

 

O filme conta a história de Benjamín (Ricardo Darín), um oficial de justiça que decide escrever um livro após se aposentar usando suas memórias como base da criação. Sua inspiração é um caso real de estupro e assassinato de uma jovem. Em sua jornada, o aposentado conhece o marido da vítima e promete ajudá-lo a encontrar o culpado.

 

Disponível em: Amazon Prime Video e YouTube.

 

11.05 – Medianeras: Buenos Aires na era do amor virtual – (Medianeras (título original), Comédia, Drama, 2011, Argentina, Espanha, Alemanha, Direção: Gustavo Taretto, 95’, 12 anos).

 

Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala) são vizinhos, vivem no mesmo quarteirão, se cruzam inúmeras vezes durante o dia, mas se conhecem apenas virtualmente, mesmo tendo suas janelas de frente uma para a outra. É na internet que eles se encontram e compartilham suas alegrias e desilusões.

 

Disponível em: Globoplay e YouTube.

 

13.05 – Tese sobre um homicídio – (Tesis sobre un homicidio (título original), Crime, Mistério, Suspense, 2013, Argentina, Espanha, Direção: Hernán Goldfrid, 106’, 14 anos).

 

A vida de Roberto Bermúdez (Ricardo Darín), especialista em Direito Criminal, se torna um caos quando ele se convence de que um de seus melhores alunos cometeu um assassinato em frente à faculdade. Ele está determinado a descobrir o que aconteceu e inicia uma investigação que o fará pensar no preço da verdade.

 

Disponível em: YouTube e Amazon Prime Video.

 

18.05 – Relatos selvagens – (Relatos salvajes (título original), Comédia, Drama, Crime, 2014, Argentina, Espanha, França, Inglaterra, Direção: Damián Szifron, 122’, 14 anos).

 

Com uma espécie de compilado, o filme reúne seis histórias que colocam os personagens em situações desafiadoras. Cada um, dentro de sua própria história, coloca em xeque seus lados selvagens e irracionais.

 

Disponível em: Globoplay e YouTube.

 

20.05 – O cidadão ilustre – (El ciudadano ilustre (título original), Comédia, Drama, 2016, Argentina, Espanha, França, Direção: Gastón Duprat, Mariano Cohn, 118’, 14 anos).

 

Após recusar grandes e prestigiosos prêmios em todo o mundo, Sr. Mantovani (Oscar Martínez), Prêmio Nobel de Literatura, aceita um convite para visitar a sua cidade natal na Argentina, que tem sido inspiração para todos os seus livros. O escritor vai descobrir que receber esse convite foi uma péssima ideia, já que tem usado pessoas reais como personagens de seus romances.

 

Disponível em: Netflix.

 

25.05 – Minha obra prima – (Mi obra maestra (título original), Comédia, Drama, 2018, Argentina, Espanha, Direção: Gastón Duprat, 100’, 14 anos).

 

Arturo (Guillermo Francella) é um negociante de arte sem escrúpulos, amigo de longa data de Renzo (Luis Brandoni), um pintor socialmente desajeitado. Dispostos a arriscar tudo, os dois desenvolvem um plano mirabolante para se salvarem no mundo das artes.

 

Disponível em: Netflix.

 

27.05 – XXY – (XXY (título original), Drama, Romance, 2007, Argentina, Espanha, França, Direção: Lucía Puenzo, 86’, 16 anos).

 

Alex (Inés Efron) nasceu com características sexuais masculinas e femininas. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambiguidade genital da criança, seus pais (Ricardo Darín e Valeria Bertuccelli) a levam para um vilarejo no Uruguai. Eles estão convencidos de que uma cirurgia deste tipo seria uma violência ao corpo de Alex e, com isso, vivem isolados numa casa nas dunas. Até que um dia a família recebe a visita de um casal de amigos, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

 

Disponível em: Netflix.

 

01.06 – Neve negra – (Nieve negra (título original), Crime, Drama, Mistério, 2017, Argentina, Espanha, Direção: Martín Hodara, 90’, 14 anos).

 

Salvador (Ricardo Darín) vive isolado do mundo nas colinas geladas da Patagônia. Sozinho há décadas, ele recebe a inesperada visita do irmão Marcos (Leonardo Sbaraglia) e de sua namorada Laura (Laia Costa). O objetivo dos dois é que Salvador aceite vender as terras que os irmãos receberam como herança, algo que ele não está nem um pouco disposto a fazer.

 

Disponível em: Netflix.

 

Serviço

Projeto CineCentro | CineClássico Quarentena

Terças e quintas-feiras nas redes sociais e site do Centro Cultural UFMG

Facebook: https://www.facebook.com/centroculturalufmg

Instagram: https://www.instagram.com/centroculturalufmg

YouTube: https://www.youtube.com/c/CentroCulturalUFMG  

Twitter: https://twitter.com/ccultufmg

Spotify: https://spoti.fi/37VZnRa

Site: https://www.ufmg.br/centrocultural/

 

Espaço do Conhecimento UFMG encerra mostra Universidade Cidade com 10 mil acessos em 15 países

Texto: Assessoria de Comunicação da Diretoria de Ação Cultural (DAC) da UFMG

Ao longo de quase dois meses de programação, entre 12 de dezembro de 2020 e 7 de fevereiro de 2021, o site da mostra Universidade Cidade: gestos, afetos e manifestos de urbanidade recebeu 10 mil acessos, oriundos de 15 diferentes países. Ao todo, foram 1.700 visitantes únicos, que navegaram pelos diferentes conteúdos criados para promover o diálogo e a interlocução entre cidadãs e cidadãos de Belo Horizonte em torno de projetos artístico-culturais em diversos territórios. A exposição, contudo, não foi realizada apenas no ambiente virtual, mas mobilizou milhares de pessoas nas ruas de BH e em diferentes plataformas.

Realizada pelo Espaço do Conhecimento UFMG, por meio da Diretoria de Ação Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais, e em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, a mostra envolveu diretamente uma equipe de 55 pessoas e, indiretamente, cerca de 850 pessoas na sua execução. O patrocínio foi do Instituto Unimed-BH, viabilizado por mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores.

Professores, alunos, gestores e artistas participaram da criação de 604 produtos culturais, como lives, oficinas, vídeos, registros sonoros e podcasts. Neste somatório, também estão incluídas as intervenções artísticas que aconteceram nas nove regionais da capital. Entre elas, áudios veiculados em carros de som, exposição de faixas e cartazes e projeções em estações de metrô e do MOVE. A mais desafiadora, entretanto, foi a exibição de 76 blocos de projeções em empenas de prédios da cidade, mostrando trabalhos em imagens, textos informativos e performances musicais, durante 56 dias.

O objetivo de tudo isso foi aproximar a sociedade das ações desenvolvidas pela Universidade e pelos Centros Culturais da Prefeitura, promovendo uma perspectiva enriquecedora sobre a urbanidade em isolamento social. A coordenadora do Núcleo de Expografia do Espaço do Conhecimento UFMG e uma das curadoras da mostra, Junia Ferrari, destaca que o conceito de urbanidade foi adotado não apenas como orientador para a produção dos trabalhos, mas também para a divulgação desse material pela cidade. “O desafio imposto pelo isolamento social nos fez pensar em formatos que pudessem ser acessados sem gerar deslocamentos e aglomerações. Por isso, optamos por plataformas virtuais ou itinerantes como meio de levar ao cotidiano das pessoas um pouco de poesia, dança, música e momentos de leveza e compartilhamento”, afirma.

Ao todo, foram desenvolvidos 32 projetos, dando espaço a 44 parcerias firmadas entre a universidade e a cidade. “A parceria com os centros culturais da Prefeitura permitiu uma troca riquíssima, além de levar nossos projetos para todas as regiões. Por outro lado, trouxemos projetos dos centros culturais para dentro da universidade, quando projetamos suas produções na Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG”, explicou Diomira Faria, diretora do Espaço. Sobre os impactos da mostra, ela considera que os objetivos foram alcançados. “O acesso foi surpreendente e mais pessoas puderam e ainda podem desfrutar da ampla programação selecionada, uma vez que o site da mostra continua no ar”, ressalta Diomira.

Programação que rompe fronteiras

A programação virtual contou com a transmissão de 15 lives (que tiveram mais de 3000 visualizações), quatro oficinas para o público infantil, 92 vídeos e outros conteúdos digitais em diferentes formatos. A literatura e a contação de histórias foram áreas de destaque, com boa participação e engajamento do público. O encontro do Clube do Livro Guimarães Rosa (17/12) e as lives Contar Histórias: Do chapéu à fita (27/1) e Contar Histórias: Degustação Poética (6/1) foram algumas das atividades com maiores visualizações e interações durante a transmissão ao vivo. Todas as gravações permanecem disponíveis no canal do Espaço do Conhecimento UFMG no YouTube (www.youtube.com/user/espacoufmg) e também podem ser acessadas pela página oficial da mostra (www.ufmg.br/espacodoconhecimento/mostrauniversidadecidade).

Nas redes sociais, o público também se manteve ativo. No Instagram, as postagens no feedstories e IGTV alcançaram mais de 83 mil visualizações. Já as postagens do Twitter e do Facebook somaram 36.552 acessos. A partir de dados coletados entre o final de janeiro e o início de março sobre os acessos ao site da mostra, foram identificadas visitas que vieram de pelo menos 105 cidades distribuídas por 16 estados do Brasil e 15 países da Europa, das Américas, da China e da Austrália. “Isto é sensacional, considerando que nossa missão é a divulgação científica e cultural de projetos da Universidade Federal de Minas Gerais. Conseguimos, então, atingir um público muito maior e levar a cultura derivada de projetos da UFMG e da cidade de Belo Horizonte a públicos novos e distintos”, afirma Diomira Faria.

Mostrinha

Um dos grandes desafios da pandemia tem sido a adaptação de crianças ao isolamento social. Nesse cenário, a mostra Universidade Cidade propôs a Mostrinha, que aconteceu entre 5 e 26 de janeiro de 2021, com oficinas ministradas pelo Zoom. Ao todo, 64 pessoas, entre público e mediadores participaram das atividades lúdicas pensadas pelo Núcleo Educativo do Espaço do Conhecimento UFMG.

Quatro oficinas foram realizadas durante o período de férias. A atividade Mirantes propôs a produção de cartões postais como forma de registro de lugares e sentimentos, enquanto a atividade No meio do caminho tinha uma história… focou na criação de um podcast narrativo. Já a oficina Do meu jardim para o mundo refletiu sobre a relação das pessoas com quintais, jardins e vizinhanças, produzindo fotografias e relatos, em colaboração com os projetos Entre Rios e Ruas e Jardins Possíveis, também integrantes da mostra. Por fim, a oficina Giz e Traço propôs uma reflexão sobre movimento, imagem e som a partir da apreciação e criação de videodanças. Os produtos gerados nas oficinas (postais, fotos, histórias, depoimentos, vídeos etc.) estão sendo exibidos na página da mostra, incluindo uma exposição artística virtual.

Victor Emanuel Rodrigues, de 12 anos, participou de todas as oficinas. Inscrito pela sua mãe, Adriana Rodrigues, ele comenta que adorou a experiência. “Falar de qual delas eu mais gostei não tem como, pois todas foram muito boas. Em janeiro eu não estava tendo aulas, então minha mãe me inscreveu e eu participei de todas. Agora espero por mais oportunidades assim”, declara. A mãe, Adriana, acrescenta. “Tudo isso foi um incentivo muito grande e o Victor até disse que quer estudar na UFMG quando crescer. Parabenizo a todos os envolvidos nas atividades, pois foi tudo muito bom”.