Nova atividade do Espaço do Conhecimento UFMG oferece ao público sessões on-line de astronomia

Texto: Comunicação Institucional do Espaço do Conhecimento UFMG

A partir da próxima quinta-feira, dia 14 de maio, das 17h às 18h, o Espaço do Conhecimento UFMG oferecerá sessões on-line de astronomia, totalmente gratuitas, na nova atividade Descobrindo o Céu. A cada semana, será divulgado o link para acessar a sala de reunião, no site do museu. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas aos 100 primeiros que entrarem na sala virtual.

Nas sessões, será mostrado o céu de Belo Horizonte, com o apoio do software Stellarium, e o público aprenderá a localizar as constelações, as estrelas e os planetas, além de compreender melhor alguns fenômenos astronômicos e as características dos movimentos dos corpos celestes, a partir de simulações de computador. Ainda será possível interagir e tirar dúvidas, em tempo real, com a equipe do Núcleo de Astronomia do Espaço.

A ideia surgiu da vontade de oferecer sessões de astronomia a distância ao público que já frequenta o Espaço do Conhecimento e aos interessados de qualquer localidade, considerando a necessidade de distanciamento social imposta pela pandemia do novo coronavírus. Mesmo que a tela plana dos computadores não permita a reprodução da experiência de imersão das sessões de Planetário, onde é feita a reprodução do céu e exibição de filmes em um domo, ela possibilita um exercício coletivo de observação e interpretação muito rico, principalmente pelo espaço aberto à interação.

 

Descobrindo o Céu – sessões on-line de astronomia

Quando: quintas-feiras, das 17h às 18h, a partir de 14 de maio e enquanto durar o distanciamento social

Classificação: livre

Onde: informações e link de acesso: www.ufmg.br/espacodoconhecimento/descobrindooceu

Exposição virtual faz passeio pelas telas da Ópera Tiradentes no Conservatório UFMG

A Diretoria de Ação Cultural da UFMG (DAC) disponibilizou, em seu canal no YouTube (www.youtube.com/culturaufmg), uma exposição virtual que explora as 14 telas da Ópera Tiradentes, instaladas desde 1926 na Sala de Recitais do Conservatório UFMG. A iniciativa é uma ação conjunta entre o Conservatório, o Campus Cultural UFMG em Tiradentes e o Acervo Artístico UFMG, geridos pela DAC.

Os quadros foram encomendados aos pintores Antônio e Dakir Parreiras na época da inauguração do edifício, e retratam cenas inspiradas na ópera do violinista e compositor Manoel Joaquim de Macedo Júnior (1845-1925). O manuscrito da ópera, preservado na Biblioteca da Escola de Música da UFMG, contém 1192 páginas e narra a história sobre a Inconfidência Mineira, ocorrida entre os anos de 1789 a 1792.

Além de permitir o acesso ao conjunto de obras durante esse período de quarentena, o vídeo traz informações sobre as cenas da trama, que acontece em quatro atos: A Aspiração, A Conspiração, A traição e Julgamento e Patíbulo. A exposição revela detalhes sobre as obras, cruzando as imagens com as histórias do libreto e da Inconfidência. O trabalho de pesquisa e elaboração da mostra foi conduzido pela coordenadora do Acervo Artístico UFMG, Ana Panisset, a coordenadora do Campus Cultural UFMG em Tiradentes, Verona Segantini, o diretor do Conservatório UFMG, Fernando Rocha, e a servidora do Conservatório UFMG, Letícia Miranda.

História

Criado em 1925, o Conservatório Mineiro de Música (atual Conservatório UFMG) foi instalado em 1926 no prédio da avenida Afonso Pena, 1534. Neste contexto, encomendou-se ao artista Antônio Parreiras (1860/1937) uma pintura para decoração do auditório. Com a colaboração de seu filho, Dakir Parreiras (1894/1967), ele executou o conjunto de obras que conhecemos hoje: 13 telas instaladas nas paredes laterais e um painel principal, instalado no palco.

Originalmente, as telas eram fixadas à parede com a técnica de marrouflage, sendo removidas em 1965, com a reforma do prédio do Conservatório.  Permaneceram guardadas e enroladas na então Prefeitura da UFMG até o final da década de 70.  Sob a orientação do restaurador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Geraldo Francisco Xavier Filho, professores da Escola de Belas Artes da UFMG (EBA) iniciaram o processo de recuperação das pinturas. As obras receberam reentelamento à cera, chassi e moldura e foram novamente expostas na Escola de Música, em 1978.

Esse processo de restauração repercutiu na constituição do Curso de Especialização em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis e, posteriormente, na criação do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor/EBA), pela professora Beatriz Coelho.  As obras retornaram ao Cecor 21 anos depois e o novo trabalho de restauração foi coordenado pela professora Anamaria Neves, envolvendo alunos do XIII Curso de Especialização em Conservação e Restauração da EBA. Em 2009, o conjunto foi registrado pelo projeto “Inventário do Acervo Artístico de Bens Móveis da UFMG”, coordenado pelo professor Fabrício Fernandino e pela conservadora-restauradora Moema Nascimento Queiroz.

 

A ópera

Boa parte do que se sabe sobre a Ópera Tiradentes foi levantada pela pesquisadora e professora da Escola de Música da UFMG, Patrícia Valadão. Em seus estudos, ela aponta que a composição de Manoel Joaquim de Macedo foi inspirada no libreto intitulado Tiradentes – Ópera Lyrica em Quatro Atos, do escritor e político Antônio Augusto de Lima (1859-1934). Em 1897, o poeta concluiu o libreto e doou uma cópia para o Arquivo Público Mineiro, do qual foi diretor, sendo também publicada na Revista do Arquivo.

A versão para canto e piano da ópera foi concluída por volta de 1908. Com o desejo de orquestra-lá, Macedo partiu para a Europa em 1909, onde participou da Exposição Universal de Bruxelas e de um concerto em benefício das vítimas das inundações de Paris. Porém, devido a 1ª Guerra Mundial, a falta de recursos e a saúde do musicista, a ópera não pode ser apresentada em sua totalidade e Macedo voltou para o Brasil em 1922. A última tentativa de apresentação da obra completa ainda em vida, se deu com a proposta de financiamento do então presidente Arthur Bernardes, o que acabou não se efetivando em virtude das condições de saúde do autor.

Em 1926, a viúva de Macedo doou o manuscrito ao Estado como forma de homenagear o compositor. No mesmo ano, trechos da obra foram executados pela Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte, sob a regência de Francisco Nunes. No ano seguinte, o manuscrito foi temporariamente emprestado à Rádio Inconfidência para execução em seus programas.

Posteriormente, o manuscrito foi transferido para o Conservatório Mineiro de Música e uma cópia feita na década de 1950. Mas foi apenas em 1986 que o manuscrito foi reencontrado pela então diretora da Escola de Música da UFMG, Sandra Loureiro Reis. A ópera foi montada parcialmente em 1992, para a comemoração dos 200 anos de morte de Tiradentes. Desde então, foi reapresentada em diversos eventos na UFMG.

Museu virtual! Espaço do Conhecimento UFMG lança série de ações educativas e culturais para período de distanciamento social

Texto: Comunicação Institucional do Espaço do Conhecimento UFMG 

Se agora você não pode ir até o Espaço do Conhecimento UFMG, o museu vai até você! O Espaço está temporariamente fechado para visitação, em função da pandemia de Covid-19, mas as portas continuam abertas no ambiente virtual! Além dos conteúdos informativos e educativos publicados diariamente no Facebook, Twitter e Instagram, o museu lançou novos projetos e intensificou a produção de conteúdo para o site e o canal no Spotify. Confira as ações pensadas para o período de distanciamento social e divirta-se conosco em casa!

Gincana do Conhecimento – Voltada para todos os públicos, especialmente crianças e adolescentes, a gincana acontece de segunda a sexta-feira, no Instagram do Espaço do Conhecimento UFMG (@espacoufmg). A brincadeira virtual traz uma série de atividades, perguntas, desafios e tutoriais de brincadeiras que podem ser realizadas a distância. A cada sexta-feira, um concurso cultural premia o internauta que melhor responder à proposta daquela semana com brindes especiais do museu, que serão entregues após a reabertura.

Sábado com Libras – A ação, que acontece desde 2015, ganhou uma versão virtual. Serão publicados todos os sábados, no Facebook e Instagram do museu, vídeos gravados pela atriz e intérprete Dinalva Andrade, voltados para aqueles que se comunicam em Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou que desejam aprender mais sobre a língua. Serão duas séries de vídeos: Cosmogonias em Libras, com conteúdos que fazem parte da exposição de longa duração do museu, Demasiado Humano, e Vocabulário em Libras, na qual serão ensinados o alfabeto em língua de sinais, além de palavras e expressões interessantes. Todos os vídeos serão disponibilizados em nosso site.

Clube do Livro Guimarães Rosa – Quem gosta de literatura brasileira não ficará de fora! A partir de 8 abril, as quartas-feiras serão preenchidas pelo estudo de obras do escritor mineiro João Guimarães Rosa. As reuniões do Clube do Livro serão on-line, das 17h às 19h, com a mediação da professora Claudia Campos Soares, da Faculdade de Letras da UFMG. Os participantes vão trocar ideias sobre um conjunto de novelas e contos do autor, ao longo do semestre. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas. É necessário se inscrever pelo site www.ufmg.br/espacodoconhecimento/clubedolivro. Os inscritos receberão o link de acesso por e-mail.

Blog do Espaço – O Blog do Espaço do Conhecimento UFMG já é super querido pelos amantes das ciências. A partir de abril, a periodicidade de publicações será ampliada, com dois artigos novos por semana, sempre às terças e quintas-feiras. O conteúdo é criado em parceria com os Núcleos de Astronomia e Ações Educativas do museu, e traz muitas curiosidades sobre o mundo em que vivemos.

Pílulas do Conhecimento – O Podcast do Espaço do Conhecimento no Spotify, que normalmente traz um novo episódio a cada semana, também terá sua periodicidade ampliadas para terças e quintas-feiras, a partir de abril. As Pílulas são versões dos textos do Blog do Espaço adaptadas para áudio, para você ouvir onde estiver!

Canal do Espaço no YouTube – Nele, temos uma série de vídeos com contações de histórias, making of de exposições, tutoriais de atividades educativas do nosso Calendário Astronômico e muito mais!

O Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Liberdade, o museu é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. O Espaço está subordinado à Diretoria de Ação Cultural (DAC) da Universidade, é amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio do Instituto Unimed-BH.

Espaço Virtual – atividades on-line do Espaço do Conhecimento UFMG 

Quando: durante todo o período de distanciamento social

Classificação: livre

Onde:
Site: www.ufmg.br/espacodoconhecimento
Facebook: facebook.com/espacodoconhecimentoufmg
Twitter: twitter.com/espacoufmg
Instagram: instagram.com/espacoufmg
Spotify: https://open.spotify.com/show/4Yz02N3TBuQxVJP8Sv9Nsz
YouTube: https://www.youtube.com/user/espacoufmg

Exposição no Centro Cultural UFMG aproxima conceitos de máquina e corpo

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição Quando a noite chegar desliguem as máquinas, do artista Lucas Ero, na sexta-feira, dia 13 de março, às 19h. A mostra reúne máquinas eróticas imaginárias e poderá ser vista até o dia 12 de abril. O evento é aberto ao público e a entrada é gratuita.

Nascido no Vale do Aço, Lucas Ero cresceu sob a fuligem de uma grande siderúrgica. A presença panóptica da usina, centro da vida da cidade de Ipatinga, sempre foi um símbolo de poder ameaçador para ele. Seu avô materno, ex-operário da siderúrgica Usiminas, trabalhou em sua construção em 1958 e sobreviveu ao Massacre de Ipatinga, de 7 de outubro de 1963, quando militares utilizaram metralhadoras contra uma manifestação grevista de funcionários da empresa. O episódio levou à emancipação da cidade, em 29 de abril de 1964, um útero industrial banhado em sangue humano que serviu de laboratório para o Golpe Militar de 64.

Em 2009, Lucas Erro abandonou o cargo de operador de máquinas na sinterização da usina para seguir como um artista visual inventor de máquinas eróticas imaginárias. Suas máquinas são humanas, sexuais, sociais, penais, solitárias, excitadas ou desinteressadas: objetos mecânicos ficcionais — de algum modo antropomórficos — que nascem da liberdade criativa do suporte bidimensional, experimentações pictóricas e conotações simbólicas. Como sondas lançadas ao abismo, fazem prospecções imagéticas de um vocabulário voltado ao lócus maquínico da contemporaneidade: dos dejetos tecnológicos ao dispêndio das carnificinas mecânicas, pulsões eróticas ou destrutivas que movem tanto as engrenagens famintas da indústria, quanto os motores de combustão do desejo humano na criação artística.

Sobre o artista
Lucas Ero é bacharel em Artes Visuais com habilitação em Desenho pela Escola de Belas Artes da UFMG (2015). Participou das residências artísticas Obras em Construção, na Casa das Caldeiras, em São Paulo (2017); Residência Camelo, na Casa Camelo, em Belo Horizonte (2016); Residência do Museu do Sexo Hilda Furacão, que ocorreu simultaneamente no circuito composto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Fundação Nacional de Artes (Funarte), Casa do Conde e hotéis da Rua Guaicurus, zona boêmia de Belo Horizonte (2016) e Quimeras, ministrada pelos artistas franceses François Andes e Pascal Marquilly, no Festival Artes Vertentes, em Tiradentes/MG (2015). Participou de exposições coletivas e individuais durante sua trajetória artística, com destaque para Ainda que Eu Ande Pelo Vale do Aço da Morte, Solitária e Seres Maquinais. Recebeu o Prêmio Residência Camelo (2016) e foi indicado ao Dente de Ouro (2019).

Quando a noite chegar desliguem as máquinas
Abertura: 13 de março | às 19h
Visitação: até 12 de abril
Terças a sextas, das 10h às 21h / sábados e domingos , das 10h às 18h
Local: Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174, Centro
Belo Horizonte, Grande Galeria (salas 1, 2, 3 e 4)
Entrada gratuita

Patrimônio histórico e arquitetônico de São João del-Rei é foco de exposição fotográfica no Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG realiza, no dia 6 de março, às 19h, a abertura da exposição Cidade Refletida, da fotógrafa Thais Andressa. A mostra reúne registros do cotidiano de São João del-Rei. As fotografias poderão ser vistas até 12 de abril, de terças a sextas-feiras, das 10h às 21h, e aos finais de semana, das 10h às 18h. Entrada gratuita.

Registros do cotidiano de São João del-Rei ganham espaço na exposição, que chama a atenção para o patrimônio histórico e para a preservação da memória da cidade tricentenária. Nesse trabalho, Thais buscou um olhar mais contemplativo e poético sobre a paisagem urbana. “Sempre tive interesse por arquitetura e história. Fotografar a cidade me permite narrar visualmente um pouco dos aspectos históricos da localidade e as transformações que acontecem no espaço”, ressalta a fotógrafa. Situada a aproximadamente 200 km da capital mineira, São João del-Rei (MG) é atrativa para turistas de diversas regiões do Brasil e do mundo.

A série Cidade Refletida tem como destaque registros feitos através de reflexos formados em poças d’água e em outras superfícies espelhadas. “As imagens que se formam, lembram-me aquarelas e, mostram um cenário que mexe com a imaginação”, declara Thais. Para o professor e historiador Augusto Leonel Ribeiro, em suas imagens, a fotógrafa consegue captar a alma, a essência, dessa cidade riquíssima em cultura, arte e religiosidade. “Seus reflexos revelam o cotidiano de uma cidade que preserva tradições e o estilo interiorano de vida, ao mesmo tempo em que avança e se dinamiza”, afirma o historiador. Serão exibidas cerca de 40 fotografias realizadas entre 2016 e 2020.

Sobre a fotógrafa
Thais Andressa é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). A fotógrafa realizou exposições individuais no Centro Cultural UFSJ, no Museu Regional de São João del-Rei e no Centro Cultural Sesi Minas Ouro Preto. Entre suas principais referências na área da fotografia estão: Henri Cartier-Bresson, Vivian Maier e Francesca Woodman.

Além da fotografia, Thais atua na área de produção cultural, na cobertura de eventos artísticos e culturais, na região do Campo das Vertentes. Também se dedica à pesquisa sobre fotografia com foco no protagonismo feminino. Tem trabalhos fotográficos publicados nas revistas Mais Saúde & Bem-Estar e Mais Vertentes.

 

 

Exposição Cidade Refletida

Abertura: 6 de março | 19h

Visitação: até 12 de abril

Terças a sextas das 10h às 21h

Sábados e domingos das 10h às 18h

Local: Espaço Experimentação da Imagem do Centro Cultural UFMG  (Av. Santos Dumont, 174 – Centro, Belo Horizonte)

Entrada gratuita

Mostra Residências Artísticas Atelier aberto 2019

Texto: Divulgação

A Mostra Residências artísticas reúne produções dos grupos Bruxas de Blergh e escotoma, e do artista Eduardo Hargreaves, contemplados pelas Chamadas Públicas 2019, no âmbito do projeto Atelier Aberto do Centro Cultural UFMG.
Ao longo de 2019 os artistas em residência ocuparam as salas do Centro Cultural UFMG para desenvolvimento de suas pesquisas e proposições artísticas, ativadas por práticas em regime de atelier, encontros para discussão de textos, compartilhamentos de processos criativos e realização de conversas abertas ao público. A mostra configura um possível fechamento deste período de residências artísticas, ao reunir as diferentes produções dos grupos e artistas na Grande Galeria do Centro Cultural UFMG.
__________

Bruxas de Blergh

Bárbara Ahouagi, Clara Albinati, Dyana dos Santos, Juliana Mafra, Leila Medeiros, Leíner Hoki, Melissa Rocha.

As Bruxas de Blergh são um coletivo feminista de artistas e pesquisadoras lésbicas e bissexuais que se reuniram em Belo Horizonte, pela primeira vez em setembro de 2017. O objetivo era de encarnar, após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016, a figura da feminista velha, bruxa, toda horrorosa. Em uma atmosfera trash, punk e com ares de sociedade secreta e seita satânica (que costuram e queimam bonecos enfeitiçados de seus inimigos), as Bruxas se identificam por nomes de animais e nunca definem quem são as membras do grupo. Murssega, Kalanga, Aranha, Preguiça, Rinoceronta, Cigarrrra, Vaca, Serpente, Coala, Golfinha, Leoa, são algumas das personagens que aparecem assinando suas obras e figurando nas zines que publicam de forma independente.

O início do mandato de Jair Bolsonaro coincidiu com o programa de residência das Bruxas de Blergh no Centro Cultural UFMG. As artistas, compreendendo o terrorismo moral e retrógrado de uma conjuntura política que ataca os direitos das mulheres, dos povos indígenas, dos pobres e da população negra no Brasil, as universidades e escolas, as/os estudantes e professoras e professores, as Bruxas optaram por uma abordagem camuflada (não mais Bruxas de Blergh mas Senhouras de Blergh). Suas obras misturam imagens originais de revistas dos anos 50, panos de prato, costuras em geral, manuais de boas maneiras, entre outras coisas, nas quais as artistas inserem nelas suas cabeças de animais e anunciam seu conteúdo nocivo.

Após Michel Temer, o vice de Dilma, assumir o poder em meio ao golpe, a revista Veja publicou, em abril de 2016, uma matéria com a nova primeira-dama: Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”. Em comparação à Dilma, que foi simbolicamente estuprada em memes e adesivos de carro, que foi alvo de chacota por sua aparência e seus modos, a figura de Marcela, com sua juventude, beleza, recato e domesticidade prefigurava a força com que a pauta da moral e dos costumes voltaria com a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018. A intenção das Bruxas, nesse sentido, é a de virar um exemplo de compostura e recato, o modelo ideal da dama brasileira para 2020 e os anos vindouros.

Como escreveu Donna Haraway, em seu célebre Manifesto Ciborgue:”A blasfêmia sempre exigiu levar as coisas a sério”.
__________

Eduardo Hargreaves

Nascido em 1994, em Juiz de Fora, vive e trabalha em Belo Horizonte/MG.
Graduado em artes visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG (2017), participa de diversas exposições coletivas desde 2014. Premiado no programa “Mostras BDMG” em 2018, segue para realizar suas três primeiras exposições individuais.
Em sua pesquisa, Hargreaves busca levantar questões em torno das noções geográficas e históricas, da memória e dos lugares. Sobre a formação e modificação das histórias e dos territórios, seu trabalho se volta para os processos de elaboração e ressignificação de lugares e memórias perdidos ou destruídos através do tempo.
Para a “Mostra Residências Artísticas – Atelier Aberto / 2019”, o artista propõe, a partir da atuação conjunta em atelier com o grupo escotoma, apresentar trabalhos e processos que se misturam com as dinâmicas e questões presentes nas trocas e conversas estabelecidas ao longo do ano de residência artística no Centro Cultural UFMG.
__________

escotoma – grupo de estudos das imagens-passagens

Bruno Rios, Clarice G. Lacerda, Eduardo Hargreaves, Izabel Stewart, Lourenço Martins Marques, Matheus Ferreira, Natália Rezende, Rodrigo Borges.

Escotoma (do grego, escuridão) é o ponto cego do visível, mancha escura, lugar da falta, do incompreensível, daquilo que escapa. Região para onde se aponta, mas que nunca se alcança, um escotoma está sempre à margem do campo visual a tensionar suas fronteiras. O grupo de estudos das imagens-passagens foi criado em 2018 na Escola de Belas Artes / UFMG, ao reunir artistas-pesquisadores dedicados à investigação de imagens e imaginários sobre aquilo que mostra-se sempre incerto e movente. Coordenado por Rodrigo Borges e Clarice G. Lacerda, o escotoma conta com a participação de Bruno Rios, Eduardo Hargreaves, Izabel Stewart, Lourenço Martins Marques, Maira Públio, Matheus Ferreira e Natália Rezende.
Durante o ano de 2019, no contexto da projeto de residência artística – atelier aberto, o grupo ocupou o espaço do ateliê – sala 7 do Centro Cultural UFMG. Foram realizados encontros semanais dedicados a discussões de textos, bem como a compartilhamentos de processos criativos. As leituras foram orientadas pelo “Atlas do Corpo e da Imaginação – teoria, fragmentos e imagens” de Gonçalo M. Tavares, e por outros tantos cruzamentos de referências e saberes.
Primeiro experimento expositivo do escotoma, a mostra é um exercício livre de ocupação e partilha, que conforma um fechamento possível deste primeiro ano de atividades junto ao Centro Cultural UFMG. A escolha por um eixo curatorial fragmentado, que assume lacunas e circunstâncias, possibilita que os trabalhos se relacionem por laços mais ou menos discretos. As singularidades das pesquisas guardam sua autonomia, ao passo que são também convidadas a ativar contaminações sutis entre as produções e seus processos.

Abertura: 19 fevereiro 2020, quarta-feira, 19h.

Visitação: 20 fevereiro a 8 de março 2020

terças a sextas, 10h – 21h / sábados e domingos, 10h – 18h

Grande Galeria – Centro Cultural UFMG

entrada gratuita

Centro Cultural UFMG recebe exposição fotográfica de Sílvia Junqueira

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

Na próxima sexta-feira, dia 6 de setembro, às 19h, o Centro Cultural UFMG abrirá a exposição Intermitências, da artista Sílvia Junqueira. A mostra reúne, ao todo, 44 fotografias capturadas por celular, câmera profissional, analógica e impressas em azulejos. A curadoria é do professor Alexandre Rodrigues da Costa, da Escola Guignard. As obras poderão ser vistas até o dia 3 de novembro e a entrada é gratuita. O endereço é Av. Santos Dumont, 174, Centro, Belo Horizonte.

O título da exposição funciona como na brincadeira infantil na qual, ao ouvir a palavra estátua, todos devem ficar imóveis. A interrupção é jogada como forma de lidar com situações em que o olhar revela aquilo que, até então, permanecia escondido. Intermitência significa algo que cessa e recomeça por intervalos e, assim como na brincadeira, as fotografias de Sílvia Junqueira têm uma alegria típica dos jogos infantis, que parecem nunca ter fim, como o desejo de uma criança.

Sobre Sílvia Junqueira

Bacharel em jornalismo e pós-graduada em artes plásticas e contemporaneidade pela Escola Guignard, Sílvia Junqueira é fotografa desde 2013, quando concluiu seu curso de fotografia profissionalizante pela Escola de Imagem. Desde então, dedica-se exclusivamente a essa prática, produz fotos para sites de vendas coletivas e projetos.

No mesmo ano de 2013, teve uma fotografia selecionada em um concurso realizado pelo Café com Letras, em Belo Horizonte. Dois anos depois, contribuiu com seu material para a Revista Viva Bem, da cidade de Viçosa, Minas Gerais.

Em novembro de 2018, teve uma fotografia selecionada pelo festival Co-Fluir, na categoria Imagem Única, exposta no Espaço Cento e Quatro, em Belo Horizonte. Neste ano, Sílvia Junqueira participou, com dois vídeos, de duas exposições coletivas montadas na galeria da Escola Guignard e no Viaduto das Artes.

Exposição Intermitências
Data: 6 de setembro a 3 de novembro
Local: Sala Experimentação da Imagem do Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174, Centro, Belo Horizonte)

Exposição coletiva no Centro Cultural UFMG explora discussão do espaço na representação gráfica

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

O Centro Cultural UFMG realiza na sexta-feira, 9 de agosto, a abertura da  exposição coletiva Entre Espaço, das alunas da Escola de Belas Artes Marina Moreira e Luiza Poeiras. O evento acontece às 19h, na Sala Ana Horta. A mostra explora a conexão entre os trabalhos das artistas, com foco na discussão do espaço na representação gráfica, utilizando da gravura em metal e seus desdobramentos em linha e mancha. As obras poderão ser vistas até o 6 de outubro, das 10h às 21h de terça a sexta-feira e das 10h às 18h nos finais de semana. Entrada gratuita.

A série apresentada pela artista Marina Moreira é resultado dos últimos anos de estudo voltados para a geometria abstrata. Essa pesquisa se inicia nos cubos feitos em incisão direta e aquatinta, que investigam a massa e a variação tonal adquirida na gravação, tendo a linha apenas como elemento delimitador de espaço. Avançando na pesquisa, a linha passou a ser elemento principal e a massa densa, antes adquirida por meio da aquatinta, agora é explorada no emaranhar das incisões e na sobreposição das impressões.

Em Tecer Espaço Luiza Poeiras pesquisa a linha como forma de se relacionar com o espaço e busca tensionar, por meio de sua representação gráfica e da disposição espacial do trabalho, a linha como objeto de representação e a linha como ferramenta de diálogo com o espaço: “linha que incide, fere, cava; linha circuito, caminho, conexão”, diz a artista. Neste trabalho, aproximadamente 300 impressões de gravura em metal se dispõem em uma parede de nove metros em uma composição que conecta as imagens através de suas estruturas lineares. Em suas diversas qualidades, permitidas por processos diretos e indiretos de gravação no cobre – ponta seca e verniz mole – a linha vagueia entre fragmentos que remetem a lugares vazios e composições abstratas.

A exposição abarca os vínculos poéticos de cada artista através da linha e seus desdobramentos enquanto representação e manifestação tridimensional e, ao mesmo tempo, a individualidade dos caminhos encontrados nas pesquisas.

As artistas
Luiza Poeiras trabalha com a imagem utilizando meios como a gravura, o desenho, a fotografia e o vídeo, e tem como força motriz de sua pesquisa o pensamento sobre o espaço e os diálogos e relações possíveis de se tecer nele. Está no 8º período de Graduação em Artes Visuais da UFMG e já participou de diversas exposições coletivas na cidade como Panorama da Gravura e Farofa Gráfica.

A artista Marina Moreira teve seu primeiro contato com a gravura já dentro da Universidade. Encantada pelas técnicas, fez sua primeira exposição coletiva em 2017, Deriva X, apresentando um compilado de obras incluindo xilogravura, serigrafia e gravura em metal. A partir disso, foca sua produção no estudo específico da geometria abstrata, utilizando a gravura em metal como principal meio. Cursando Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFMG, já participou de outras exposições como Estado da Arte no Ofício e Panorama da Gravura.

Conheça mais a produção das artistas em:
https://www.behance.net/MarinaMoreira
https://www.luizapoeiras.com.br/   

Serviço:
Exposição Entre Espaço
Abertura: 9 de agosto | 19h
Visitação: até 6 de outubro
Terças a sextas-feiras das 10h às 21h
Sábados e domingos das 10h às 18h
Sala Ana Horta
Entrada gratuita