Mestre do Tambor de Crioula Rosa de São Benedito participa do podcast de música do Centro Cultural UFMG

No sexto episódio do Podcast Recitais tivemos a participação de Paulo Lobato, mestre do Tambor de Crioula Rosa de São Benedito. O maranhense traz um pouco da herança cultural de seu estado, herdada pelos afrodescendentes, que hoje reúne coreiros e coreiras pelo ritmo dos tambores em diversas regiões do país. O Tambor de Crioula do Maranhão compõe o legado das tradições culturais de matriz africana no Brasil e é registrado como Patrimônio Cultural pelo IPHAN.

Paulo Lobato é natural de São Luís do Maranhão e foi lá que herdou todo o seu conhecimento sobre o Tambor de Crioula, que vem da sua família, seus avós e seus antepassados. Essa tradição secular sempre esteve presente em seu meio e é muito comum nos cultos e louvores aos santos, principalmente a São Benedito, considerado um dos principais padroeiros das populações negras no Brasil. Em sua terra natal desenvolveu alguns trabalhos e projetos sociais com menores em áreas de risco, onde lecionou aulas de percussão.

Em 2006 o músico veio para Minas Gerais e trouxe toda a bagagem de suas origens, dando continuidade, e também início, ao Tambor de Crioula no estado mineiro. Foi na Serra do Cipó a sua primeira morada, local que deu surgimento ao Tambor de Crioula Rosa de São Benedito, projeto de sua autoria que carrega a sabedoria da cultura popular maranhense. Esse movimento foi crescendo até chegar a Belo Horizonte, segunda morada do arte-educador, que durante 13 anos disseminou seus costumes em terras mineiras. Atualmente, Paulo está morando em Aracaju, Sergipe, onde está iniciando um novo trabalho com o Tambor de Crioula, levando a linhagem de seu povo para outras terras e lugares.

O Tambor de Crioula é um universo muito poderoso, uma grande ciência, que foi deixado pelos nossos antepassados como um processo de cura da humanidade, eu tenho certeza disso, pois ele alegra o povo e dá vitalidade. O tambor é que nem água pura, é vida, e quem souber beber dessa água vai ter saúde para o resto da vida. Ele é também resistência cultural, o fortalecimento da cultura popular e a busca das raízes de todo o conhecimento, diz Paulo, que humildemente nos afirma estar no caminho da descoberta, querendo aprender e entender o que é o Tambor de Crioula.

Ouça o podcast na íntegra e saiba um pouco mais sobre a trajetória do mestre e guardião Paulo Lobato e das tradições culturais do Tambor de Crioula: https://spoti.fi/2VbsPjL 

Conheça o Tambor de Crioula Rosa de São Benedito em: https://www.instagram.com/rosadesaobenedito/ 

Podcast Recitais é um projeto que pretende disponibilizar mensalmente no Spotify conteúdos em áudio relacionados à música. A proposta surgiu para ampliar a programação online do espaço, oferecer ao público da internet uma discussão sobre o universo musical, além de dar visibilidade aos artistas, que estão tendo que encontrar formas de se reinventar neste momento de distanciamento social. Os convidados terão espaço para apresentarem seus trabalhos autorais, sejam os que estão começando sua trajetória nos palcos e até mesmo os já consagrados.

Podcast Recitais
O podcast de música do Centro Cultural UFMG.
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Ernani Maletta compartilha suas vivências nos Festivais de Inverno UFMG em novo vídeo do projeto Aulas Abertas

O convidado do projeto Aulas Abertas deste mês, professor Ernani Maletta, apresenta uma aula intitulada de “A arte deve ir aonde o povo está”, contando um pouco das suas vivências nos Festivais de Inverno UFMG, no qual teve a sua primeira participação no ano de 1993.

Vale destacar que o nome Aulas Abertas foi inspirado em um projeto de igual denominação que Ernani criou para o Festival em 2007, quando ainda era realizado em Diamantina. A homenagem destaca a importância dessa iniciativa em um dos mais importantes e tradicionais eventos culturais do país.

Uma das situações mais impactantes que Ernani viveu no Festival foi à ausência dos cidadãos de Diamantina como alunos das oficinas, instigando a busca por respostas para essa questão. Ele nos conta que se viu diante de duas constatações: a primeira é que as oficinas eram muito misteriosas para eles e pareciam muito complexas; a segunda é que as oficinas eram sempre fechadas, aconteciam em escolas e espaços fechados, então eles não conseguiam ver e pensar na possibilidade daquela atividade ser apropriada para eles.

Diante dessa realidade, Maletta procurou alguns professores e sugeriu que eles saíssem da sala de aula em um determinado dia e se deslocassem para um espaço público qualquer, algum lugar que eles pudessem se aproximar do público de Diamantina. Já que não era simples levar as pessoas para as oficinas do Festival, eles levaram as oficinas para as pessoas e tiveram uma experiência extremamente positiva, despertando ali a criação do projeto Aulas Abertas.

Em 2007 o projeto foi oficializado e vários professores se dispuseram a contribuir e oferecer suas aulas para quem estivesse nos espaços públicos propostos pela coordenação, recriando nas ruas o ambiente que havia nas salas de aulas. A resposta das pessoas foi surpreendente, várias delas começaram a frequentar o Festival e ficavam na expectativa para as Aulas Abertas. Daí em diante a proposta foi sendo aperfeiçoada para se tornar cada vez mais interessante.

Para finalizar, Ernani nos conta que em 2015, já em Belo Horizonte, as Aulas Abertas ocuparam as praças da Liberdade, Floriano Peixoto e Duque de Caxias. No decorrer dos anos subsequentes, em 2016 e 2017, houve uma descentralização que levou o projeto para bairros e regionais distantes do centro da cidade, democratizando o acesso à cultura e abrindo a Universidade para a cidade e vice-versa.

Assista ao vídeo abaixo e conheça a trajetória do projeto Aulas Abertas dentro da programação do Festival de Inverno UFMG.

Link do vídeo: https://youtu.be/G3jjdIdKxYg

Ernani Maletta é artista, professor da UFMG, Doutor em Educação e importante referência no que diz respeito à interação entre a Música e o Teatro, bem como quanto à polifonia cênica. É autor de uma peculiar metodologia criada para a prática musical na cena teatral, por ele registrada no livro Atuação Polifônica: princípios e práticas. Vem atuando ativamente na Itália desde 2010, ao lado da renomada artista e pesquisadora italiana Francesca Della Monica. É reconhecido pela intensa participação na criação de diversos espetáculos de Teatro, em âmbito nacional e internacional.

O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de que estamos vivendo.

A cada mês será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

Projeto Aulas Abertas
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A dramaturgia da tela dividida: Professor e alunos dos cursos de teatro e cinema da Escola de Belas Artes produzem filme remoto

Sob a orientação do Professor Rafael Conde do Departamento de Fotografia e Cinema da Escola de Belas Artes/UFMG os alunos dos cursos de teatro e cinema, em meio ao isolamento social, produziram remotamente três filmes nos últimos três semestres referentes ao período de 2020 a 2021.
Os filmes foram produzidos na disciplina “Ator e Jogo de Câmera” do Departamento de Fotografia e Cinema e do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Belas Artes/UFMG.
O professor explica num desses filmes que ele chama “filme-plataforma” que:
“…estão chamando de dramaturgia da tela dividida isto que a gente está vivendo hoje, quer dizer, essa nossa vida remota é extremamente cinematográfica…As pessoas estão se relacionando através de uma câmera, de um equipamento, de uma máquina” (Trecho do filme-plataforma “O jogo de amarelinha” 2020)
Os títulos dos três filmes com nome de jogo fazem referência ao nome da disciplina de modo a concatenar e dar um sentido geral no processo de produção que, em tempos pandêmicos, reclamam ainda mais conexão. Os filmes são: O jogo de Amarelinha (2020), O Jogo da Vida (2020) e O Jogo da Velha (2021), disponibilizados na plataforma youtube.

O jogo da amarelinha foi o primeiro dessa série de três filmes até aqui produzidos remotamente, sendo a fala do professor Rafael Conde – sobre a “dramaturgia da tela dividida” – extraída do referido filme, uma forma de situar seu expectador para aquilo que ele considera ser um formato representativo do que a gente está vivendo agora, ou seja, nisso que o professor chama dispositivo de isolamento social.

“Para a criação do filme-plataforma foi proposto um dispositivo interativo no YouTube, em lugar de uma montagem linear mais convencional para      exibição dos filmes-experimentos em torno dos eixos: fluxo, fragmento, paisagem. A interatividade proposta refletia novas formas de exibir e interagir com o conteúdo, dentro de uma pesquisa teórico-prática potencial, tanto num contexto de cinema e artes digitais, quanto de adaptação para atual situação de isolamento social. Esse dispositivo de exibição permitiu uma manipulação do material, para criação de um terceiro filme – o filme-plataforma, que vocês podem ver ainda na rede.” (Prof. Rafael Conde)

Em atendimento à disciplina “Ator e Jogo de Câmera” os filmes-experimentos são realizados em grupo em torno de quatro temas gerais: Paisagem, Decupagem Clássica, fluxo e um trabalho final livre. Esses trabalhos é que são vistos na íntegra no final do filme-plataforma.

 

 

Grupo Sarandeiros apresenta danças mineiras pelo Circuito Cultural UFMG

Na próxima quarta-feira, 7, às 19h, o Circuito Cultural UFMG, realizado pela Diretoria de Ação Cultural da UFMG (DAC), encerra sua programação do primeiro semestre de 2021 com apresentação do grupo Sarandeiros. No canal da DAC no YouTube (www.youtube.com/culturaufmg), o grupo apresenta seu trabalho coreográfico inspirado em danças mineiras, retratando a dinamicidade das manifestações tradicionais do estado.

Fundado em 1980, o Sarandeiros é vinculado à Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG. Atualmente, é considerado um dos melhores grupos de dança do Brasil voltados para a divulgação da cultura nacional, tendo representado o país em diversos eventos internacionais. Seu trabalho é desenvolvido a partir de extensa pesquisa do folclore e artes populares brasileiras.

Na apresentação pelo Circuito Cultural UFMG, o grupo se volta à expressão cultural de Minas Gerais, trazendo a quadrilha típica, uma homenagem ao Vale do Jequitinhonha com a dança das Lavadeiras, a dança do Catopê (inspirada pelas festas de Congado espalhadas por todo o estado) e a dança do Catira e do Batuque de Viola (na tradução das danças do período dos Festejos das Folias de Reis).

O Circuito

O Circuito Cultural UFMG é um projeto da Diretoria de Ação Cultural da UFMG, por meio do qual artistas locais, regionais e de relevância nacional e internacional se apresentam para a comunidade. Adaptado para o ambiente virtual desde março de 2020, o projeto tem contribuído para a circulação de produtos artístico-culturais durante a pandemia.

SERVIÇO

Circuito Cultural UFMG #emcasa: Sarandeiros Dançam Minas Gerais

7/7, às 19h

www.youtube.com/culturaufmg

Coreografias e Direção Geral: Gustavo Côrtes

Direção Artística: Petrônio Alves

Coordenação de Ensaios: Luiza Rallo e Marcos Liparini

Preparação Física: Diego Marcossi e Mariana Gomes.

Integrantes do Grupo Sarandeiros.

Produção: Larissa Meira.

Alunos da Escola de Belas Artes são selecionados pelo programa “Alice Brown Memorial Scholarship from Weave A Real Peace”

Os alunos Sophia Zorzi, João Lisboa e Daniela Pedrosa receberam uma bolsa de estudos do programa “Alice Brown Memorial Scholarship from Weave A Real Peace”. Eles apresentam suas pesquisas e obras neste sábado, dia 19/06, on-line, em um encontro internacional. Depois dessa etapa, os alunos participarão, presencialmente, no The WARP Annual Meeting 2022, em Cleveland, Ohio, USA.

Dois destes alunos já se formaram mas continuam a desenvolver pesquisa junto ao grupo de estudos da professora Soraya Coppola. Os projetos desenvolvidos são na área de Arte Têxtil, tendo a tecelagem e o tingimento como técnicas.

Mais informações em https://weavearealpeace.org/

Os selecionados

Sophia Zorzi – aluna do curso de Design de Moda, monitora da disciplina Tecnologia Têxtil e Materiais Têxteis, e aluna pesquisadora do Grupo de Pesquisa Studiolo/CNPq/ EBA/UFMG. Apresentará o projeto desenvolvido em 2020, que recebeu apoio do edital de auxílio de projetos da EBA/2020.

João Lisboa – graduado em Design de Moda, pesquisador do Grupo de Pesquisa Studiolo/CNPq/ EBA/UFMG.

Daniela Pedrosa – graduado em Design de Moda, pesquisador do Grupo de Pesquisa Studiolo/CNPq/EBA/UFMG.

Os Trabalhos

João Lisboa

Daniel Pedrosa

Sophia Zorzi

Luísa Machala inaugura novo ciclo do Aulas Abertas UFMG com tema Dança e performances

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

Os próximos vídeos do projeto Aulas Abertas, do Centro Cultural UFMG, trazem falas de especialistas sobre Dança e performances. Os convidados deste ciclo abordam o potencial da corporeidade como linguagem e elemento de expressão e apresentam seus processos criativos sobre o fazer artístico com o corpo.

A professora de dança contemporânea Luísa Machala inaugura o assunto e compartilha sua experiência em videodança, focando em aspectos da criação coletiva e colaborativa em uma aula intitulada de Videodança: exercitando a criação em rede. Link do vídeo: https://youtu.be/EJ1JJQQICMo

Segundo Luísa, definir videodança não é uma tarefa fácil. Assim sendo, ela seleciona dois pontos consensuais entre pesquisadores do campo. O primeiro é compreender que a videodança não é um mero registro documental, uma transposição das danças criadas para os palcos, por exemplo, para a tela, mas algo construído e pensado especificamente para esse fim, para a tela.

O segundo ponto é entender a videodança como um campo híbrido, isto é, para que aconteça essa especificidade é necessário que a dança e o audiovisual estejam em relação. Por se tratar de hibridismo não seria qualquer tipo de relação, mas uma relação não hierárquica, não acessória, não instrumentária, ou seja, a dança não estaria a serviço do audiovisual e nem o audiovisual a serviço da dança. O que acontece é um diálogo das áreas, uma espécie de agenciamento entre os conhecimentos específicos de cada uma, pensando a videodança como uma emergência dessa relação ou como uma deriva dessa troca, explica.

Para adentrar ao tema, Luísa Machala apresenta algumas experiências e processos criativos que ela vivenciou ao longo dessa quarentena, como Ventana: a noção de criação em rede e a relação entre o corpo e a técnica, o projeto Movimento em RedeGabinete sanitário4.000 fugas para a fragilidadeEcos de recolhimentoRisco e Corpo-imagem: videodança em pesquisa. Assista ao vídeo abaixo e conheça um pouco sobre a perspectiva de criação da artista.

Luísa Machala é artista-pesquisadora da Dança, professora de dança contemporânea e videomaker. É mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG, graduada em Licenciatura em Dança pela mesma universidade e em Estudos Gerais: Artes e Culturas Comparadas pela Universidade de Lisboa, Portugal.

O Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados. Não se trata, portanto, de aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais nesse momento de crise.

A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição. Confira os vídeos anteriores também por meio das redes sociais.

Antonio Fialho inaugura novo ciclo do projeto Aulas Abertas que tem como temática conversas de cinema

Texto: Comunicação Centro Cultural UFMG

Os próximos vídeos do projeto Aulas Abertas trazem falas de especialistas sobre “Conversas de Cinema”, mais especificamente o Cinema de Animação. Os convidados deste ciclo apresentam um percurso por esse gênero cinematográfico, que parte das suas bases técnicas, passando por possibilidades narrativas, chegando às expansões da arte para projeções mapeadas e interseções com as artes computacionais.

O professor Antonio Fialho inaugura o assunto e fala sobre a “A Construção do Movimento Desenhado na Animação”, abordando como se estabeleceu e ainda se estabelecem as relações da animação com o desenho à mão e com o próprio cinema enquanto aparelho reprodutor de imagens em movimento.

Direto do seu estúdio ele realiza diferentes ações utilizando um mesmo personagem e suas mudanças de expressão facial, em uma demonstração prática apresentando três técnicas distintas de produção de movimento através da imagem e a evolução da animação ao longo desses anos.

No vídeo, Antonio exibe seus dispositivos de trabalho na construção do movimento animado, desde a mesa de desenho tradicional e o bloco de desenhos com sequências de imagens fixas, até chegar a uma mesa de desenho digital. Com essa experiência, o professor traz uma reflexão se o movimento desenhado se mantém de maneira similar nessas três instâncias díspares.  

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=m93XWvil8eA 

Antonio Fialho é Professor Adjunto do curso de graduação em Cinema de Animação e Artes Digitais da UFMG, com experiência em animação no mercado internacional de longas-metragens.

O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

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Mulheres Modernas: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, a Semana de Arte Moderna de 1922 e seus desdobramentos – 26/02 – 21h

MULHERES MODERNAS: na próxima Sexta Cultural!

“Mulheres Modernas: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, a Semana de Arte Moderna de 1922 e seus desdobramentos”.

Este será o tema da apresentação que teremos sexta-feira 26 de fevereiro de 2021, às 7 pm, com a professora Dra. Rita Lages Rodrigues, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais.

Conheceremos mais sobre a Semana de Arte Moderna que ocurreu no Brasil em 1922 e os efeitos transformadores que gerousobre as diversas formas de arte no país. Entre os artistas revolucionários, vamos nos aprofundar na obra de duas mulheres que se destacan na história das artes visuais do Brasil: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral.

Acompanhe a apresentação por este link

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15º FESTIVAL DE VERÃO UFMG DISCUTE DIREITO À CULTURA COM PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA GRATUITA

Texto: Assessoria de Imprensa do 15º Festival de Verão

De 4 a 11 de março, a UFMG promove seu 15º Festival de Verão. O já tradicional evento, que reúne atrações culturais de diversas vertentes durante o verão da capital, se adapta às condições impostas pela pandemia de Covid-19 e terá sua programação on-line. Toda a programação é gratuita e aberta ao público, que pode acessá-la pelo site: www.ufmg.br/festivaldeverao.

Com o tema Transversal – redes de cidadania e direito à cultura, o Festival coloca a questão no centro de sua programação, buscando o reconhecimento dos sujeitos desses direitos por meio das redes de cidadania. Durante oito dias de evento, o público poderá acompanhar uma programação diversificada, com oficinas, rodas de conversa e lançamento de publicações digitais, com direito a certificado de participação A programação ainda conta com atrações artísticas – exposições, apresentações teatrais e musicais. Também acontecerá o Seminário Internacional Direito à Cultura, reunindo pesquisadores, gestores e agentes culturais latino-americanos para discutir a relação dos direitos culturais com temas como democracia, cidadania e implementação de políticas culturais.

Realizado pela Diretoria de Ação Cultural da UFMG, o 15º Festival de Verão é um momento de convergência de várias ações realizadas pela universidade na área da cultura.  “As universidades públicas avançaram muito nos últimos anos no estabelecimento de suas políticas culturais. A pandemia, no entanto, tem afetado diretamente o setor cultural em todo o país, desafiando também nossas universidades para atuarem nesse contexto, contribuindo para o fortalecimento dos sistemas públicos de cultura e para a garantia dos direitos culturais neste momento de crise. Neste Festival, compartilhamos com a comunidade nossas ações para a estruturação de nossa política cultural na UFMG e refletimos com parceiros internacionais sobre a cultura como um direito que precisa ser garantido. Também partilhamos ações em curso que colocam em interação a universidade e parceiros diversos do poder público e da sociedade civil na criação de políticas comuns”, destacou o diretor de Ação Cultural da UFMG e coordenador do festival, Fernando Mencarelli.

A abertura do Festival, no dia 4 de março, será às 19 horas, com a as propostas do projeto de Mapeamento Cultural da Universidade do Ciclo de Fóruns para subsidiar o futuro Plano de Cultura da UFMG. O plano é um importante documento, que será elaborado de forma participativa e indicará as ações prioritárias para a política cultural da universidade nos próximos anos. Na sequência, às 20 horas, o público confere o  Renegado Samba Groove, com participação de Elza Soares. O novo show do cantor e compositor mineiro Flávio Renegado reúne a contundência do rap mineiro com a cadência do samba carioca. No repertório, clássicos que todo mundo canta. Recentemente batizado como afilhado musical do ícone Elza Soares, Renegado convida sua madrinha para a gravação de uma apresentação especial, que será transmitida pelo Festival.

Ao longo dos dias seguintes, a programação promoverá outros encontros de consagrados artistas mineiros com o público, como a apresentação inédita do cantor e instrumentista Maurício Tizumba com a cantora Titane; o espetáculo on-line Doida no Quintal, com a atriz Teuda Bara e seu filho Admar Fernandes; ou a valorização de saberes tradicionais mineiros, na apresentação do grupo Mulheres do Jequitinhonha. Ao mesmo tempo, o evento abre espaço para grupos de jovens que atuam na cena cultural da capital mineira, como a Coletiva Afrolíricas, formada por três negras poetas independentes; ou o De Quebrada, um sarau com poetas e slamers de toda a região metropolitana. A atenção se volta para a periferia em diversos momentos, como na mostra de dança #DireitoaCulturaNasQuebradas, com sete dançarinos, pretas e pretos de BH, ou nas atividades desenvolvidas em parceria com a Rabiola Casa Escola: uma iniciativa surgida na Vila da Paz, que promove ações de comunicação popular voltadas para as periferias.

Respeitando os protocolos de saúde pública vigentes em função da pandemia de Covid-19, a maior parte da programação acontecerá de maneira on-line, com transmissão pelo canal da Diretoria de Ação Cultural da UFMG no Youtube. As ruas também terão intervenções com projeções de obras audiovisuais da Mostra Universidade Cidade.

É possível acompanhar as atualizações sobre o evento por meio de suas redes sociais: Facebook (facebook.com/festivaldeverao) e Instagram (instagram.com/festival_ufmg).

TRANSVERSAL – REDES DE CIDADANIA E DIREITO À CULTURA

A programação desta edição é proposta a partir da temática Transversal – Redes de cidadania e direito à cultura. O direito à cultura é uma garantia constitucional que se desdobra em políticas culturais nacionais e locais, presentes também nas políticas e nos planos de cultura das Instituições Públicas de Ensino Superior brasileiras.

O tema está presente nos debates promovidos durante o Festival, além das oficinas, mostras e produções apresentadas ao longo da programação. Ao reforçar a perspectiva de transversalidade dos direitos em todas as esferas, o evento busca destacar as redes de cidadania que perpassam os diversos campos sociais e culturais, seja nas instâncias do poder público, nas universidades e nos diversos campos de conhecimento.

No momento em que consolida sua gestão cultural, com uma política integrada para seus espaços e projetos culturais, a UFMG dá um passo importante para a criação de uma política cultural democrática e participativa, lançando, neste Festival, o convite para o processo de elaboração de um novo Plano Plurianual de Cultura e ampliando seu esforço de Mapeamento Cultural da universidade. No dia 8 de março, às 10h30 da manhã, acontece uma live explicativa sobre a metodologia deste trabalho.

Um marco ampliado para essa discussão envolve a realização do Seminário internacional Direito à Cultura, em parceria com universidades públicas brasileiras e latino-americanas integrantes da Associação das Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM). O seminário reúne pesquisadores, gestores e agentes culturais em mesas-redondas e conferências, em que serão discutidas as relações dos direitos culturais com temas como democracia e cidadania, a implementação de políticas nos territórios e nas universidades e também as agendas nacionais e internacionais dedicadas ao tema dos direitos à cultura. Além disso, haverá uma mostra virtual com trabalhos de intercâmbio e cooperação nas áreas artística e cultural que foram realizados entre a UFMG e as universidades da AUGM.

ATRAÇÕES ARTÍSTICAS | MÚSICA, DANÇA, POESIA E TEATRO

O público poderá assistir a todas as atrações sem sair de casa. O cardápio cultural tem opções para quem se interessa por música, dança, poesia e teatro.

Já na abertura do evento, no dia 4 de março, às 20 horas, o público confere o show do rapper mineiro Renegado, Renegado Samba Groove, com participação de Elza Soares.

No dia 5, também às 20 horas, será transmitida a mostra de dança #DireitoaCulturaNasQuebradas, em que sete artistas da Grande BH traduzem, em forma de conceito coreográfico, sua trajetória na dança relacionada ao tema “Direito à cultura nas quebradas”. A mostra é organizada pelo dançarino e coreógrafo Marcelo Mendes.

Para quem é de poesia, no dia 6 de março, a partir das 19 horas, haverá a transmissão do sarau De Quebrada: não procure no centro. O sarau reúne poetas e slamers de toda a região metropolitana da capital, que expressam a arte por meio da palavra escrita e falada. O evento marca o lançamento do livro De quebrada, coletânea de poesias, fruto de oficina realizada durante a última edição do Festival de Verão UFMG, e que foi ministrada pela poeta e professora da Faculdade de Letras da UFMG, Emília Mendes.

No dia 8, às 19 horas, durante a cerimônia de abertura do 9º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU), a cantora Titane e o multiartista Maurício Tizumba se reúnem em uma apresentação em duo inédita, feita especialmente para o 15º Festival de Verão UFMG. No repertório, músicas que remontam ao início de suas carreiras, nos anos 80.

No dia 9, ao meio-dia, o Ars Nova – Coral da UFMG organiza a Mostra de Coros Universitários, com trabalhos que vêm sendo realizados por diferentes grupos e corais de Minas Gerais. Já às 19 horas, o Festival transmite o vídeo-performance-documental Vozes de Luta, em que o Grupo de Teatro Mulheres de Luta, da Ocupação Carolina Maria de Jesus, em Belo Horizonte, tratam de si, suas memórias e a importância do teatro, somados a cenas dos espetáculos montados pelo grupo Todas as Vozes, Todas Elas (2017) e AntígonaS (2019).

No dia 10 de março, ao meio-dia, tem apresentação do Grupo Sarandeiros, companhia de danças populares brasileiras, criada em 1980 na UFMG. Às 19 horas, a atriz Teuda Bara apresenta o espetáculo on-line Doida no Quintal, uma adaptação do espetáculo Doida, que ganha novos contornos em tempos de isolamento social e mistura cenas gravadas no quintal de sua casa, ao lado de seu filho Admar Fernandes. A direção é de Inês Peixoto.

No dia 11, último dia do Festival, ao meio-dia, o grupo Mulheres do Jequitinhonha realiza a apresentação dos versos de A terra, o canto e as mulheres do Jequitinhonha. Neste vídeo, elas apresentam as cantigas, que entoam a todo momento, cantando a terra, a seca, a chuva, os animais, os desafios e a poesia de se viver no sertão de Minas. Já às 19 horas, acontece a apresentação do Madrigal Renascentista Unifal, sob a regência de João Pedro Boroni.

Todas as apresentações serão feitas pelo canal da Diretoria de Ação Cultural da UFMG no YouTube: www.youtube.com/culturaufmg.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL | DEBATES

O Festival de Verão UFMG também se apresenta como espaço para discussão e debates sobre questões pertinentes que envolvem a cultura, a Universidade e a juventude.

O evento acolhe a realização do Seminário Internacional Direito à Cultura, que reúne ao longo dos dias 4 e 5 de março, representantes de diversas universidades brasileiras e da América Latina. As conferências e mesas redondas serão transmitidas ao vivo pelo YouTube da Diretoria de Ação Cultural da UFMG.

No dia 6 de março, às 10h30, haverá transmissão da roda de conversa Arte como cura para corpos diversos na luta contra HIV-AIDS, em que educadores do projeto PrEP 15-19 da Faculdade de Medicina da UFMG convidam para um bate-papo o cineasta e pesquisador Vagner de Almeida e o escritor Salvador Corrêa, ambos ativistas que encontraram na arte as ferramentas não só de comunicação e articulação, mas também de luta por políticas e ações justas para o controle da epidemia do HIV.

Às 14h, será transmitido o Encontro com Afrolíricas – Escrevivências. Eliza Castro, Anarvore e Iza Reys, da coletiva Afrolíricas, conduzem uma roda de conversa para discutir sobre as “escrevivências”: como expressar nossos direitos por meio da poesia e contar nossa história, seja ela em forma de relato, desabafo ou a denúncia de fatos do nosso cotidiano, usando da palavra  para gerar uma comunicação acessível.

Já no dia 8 de março, a partir das 15 horas, será a vez do Fórum Tecnologias populares de comunicação, cultura e mobilização social, em que serão abordadas pesquisas e experiências em comunicação popular e arte voltadas para a realidade de periferias e favelas do Brasil. Durante a programação, será feito o lançamento da cartilha “Mandando a Real”, realizada pela escola livre Rabiola Casa Escola de Arte e Sensibilização, com orientações para grupos e pessoas que queiram desenvolver campanhas de comunicação junto à população de periferias.

MOSTRAS E EXPOSIÇÕES

Na sexta-feira, 5 de março, às 19 horas, será transmitida a roda de conversa Movências em experiência artísticas e culturais, bate-papo de abertura da exposição virtual Movências: transfigurações cotidianas. Esse é um projeto especial do Festival de Verão, em que o objetivo é revelar o talento de jovens artistas de Belo Horizonte que circulam, trabalham, estudam e integram ações artísticas e culturais no entorno da Praça da Estação. A exposição reúne trabalhos de 20 artistas das áreas de pintura, gravura, desenho, escultura, performance, fotografia, música, entre outras linguagens artísticas e culturais. A curadoria é de Wilson de Avellar.

Já a Mostra PRAE/DAC: criação em tempos de pandemia reúne trabalhos desenvolvidos por 28 estudantes de graduação e pós-graduação da UFMG. São obras de fotografia, vídeo, documentário, ilustração, texto ou outras linguagens, que abordam as implicações socioculturais relacionadas à pandemia. A mostra parte de uma iniciativa da Diretoria de Ação Cultural da UFMG (DAC) e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) e marcou o lançamento do Programa de Fomento Cultural da universidade. No dia 6, às 17 horas, os participantes da mostra se juntam em uma roda de conversa para compartilhar as experiências no processo criativo das obras artísticas.

Outra exposição virtual irá resgatar a memória dos trabalhos realizados em parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais e outras cinco universidades que integram a Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM). Produção artística e cultural AUGM – memória e desdobramento: 20 anos mostra trabalhos desenvolvidos nas últimas décadas entre a UFMG e universidades da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. A curadoria é de Fabricio Fernandino e Damián Kees.

Durante todo o Festival de Verão, a fachada do Centro Cultural UFMG recebe o estandarte Divercores, uma intervenção gráfica criada por um grupo de quinze jovens de 13 a 18 anos para valorizar e reivindicar o respeito às diversas identidades de gênero e orientações sexuais. Uma bandeira gigante construída a várias mãos, estampada em estêncil com rostos de pessoas LGBTQIA+ e não binárias, ocupando diferentes espaços da cidade. O Divercores inaugurou itinerância em dezembro de 2020 na fachada da Ocupação Carolina Maria de Jesus, e faz agora sua segunda parada no Festival de Verão UFMG.

OFICINAS

A programação do 15º Festival de Verão UFMG ainda oferece duas oficinas, gratuitas e abertas ao público. As atividades oferecem certificado de participação.

No dia 6 de março, das 16h às 18h, será realizada a oficina Líricas em ação, que aborda a escrita criativa na forma de poesia marginal. Ministrada por integrantes da coletiva Afrolíricas, a atividade será realizada pelo Zoom, sem necessidade de inscrição prévia – o link será divulgado 15 minutos antes, durante a live Encontro com Afrolíricas. São 25 vagas que devem ser preenchidas por ordem de chegada. A classificação é de 15 anos.

Já o laboratório Mandando a Real – Rabiola Casa Escola será ministrado nos dias 4, 5 e 9 de março, das 18h às 22h e no dia 6 de março, das 14h30 às 17h30. A oficina pretende trabalhar princípios da comunicação popular e as relações entre arte, tecnologia, comunicação e o saber. O link para o formulário de inscrições está disponível no site do Festival (www.ufmg.br/festivaldeverao). A classificação etária é de 16 anos.

SOBRE O FESTIVAL

Criado em 2007, o Festival de Verão UFMG é realizado anualmente pela Diretoria de Ação Cultural da UFMG. A iniciativa visa oferecer ao público e à cidade de Belo Horizonte um vasto e significativo programa cultural no período de férias de verão. A proposta é reconhecer e promover o processo de interação dinâmica entre CULTURA e EDUCAÇÃO. A programação é oferecida gratuitamente ao público e inclui cursos, oficinas e palestras que buscam contemplar, além da cultura e arte, todas as áreas de conhecimento atendidas pela Universidade.

 

TODA A PROGRAMAÇÃO É GRATUITA

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