Manutenção da vigência da Portaria nº 013/2020/DIR/EBA-UFMG – Atenção ao uso das dependências da EBA para atividades presenciais eventuais

Prezados Membros da Comunidade da EBA – Docentes, Taes e Estudantes,
 
Informamos que estamos mantendo vigente a Portaria nº 013/2020/DIR/EBA-UFMG, uma vez que as decisões da Reitoria da UFMG e dos órgãos de deliberação superiores da Universidade estão de acordo com o que dispomos no início da pandemia com relação, especialmente, à atenção especial ao uso das dependências da EBA para atividades presenciais eventuais.
 
Dessa forma, reforçamos que nesse contexto excepcional da pandemia já estão previamente autorizadas pela Diretoria da EBA a delegação à Diretoria do Cecor, Chefias, Coordenações e Responsáveis por Setores Técnicos para procederem à aprovação de enquadramento de demandas e de atividades em serviços essenciais.
Reforçamos que essa decisão proferida nesta Portaria é para darmos celeridade e autonomia administrativa aos diversos contextos locais da Escola, conhecendo-se de perto as necessidades e evitando-se demora nas autorizações de acessos eventuais, nesse momento que são exigidas condições excepcionais e rigor de biosegurança no acesso presencial à instituição.
Destacamos, especialmente, o seguinte:
PARA O DESEMPENHO DE ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS E ACADÊMICAS:

3.6. Ficam delegadas competências para a realização de enquadramento de demandas e de atividades em serviços essenciais à Diretoria do CECOR, Chefias de Departamentos,
Coordenações de Colegiados de Curso de Graduação e de Pós-Graduação, Chefias de Seções Administrativas e aos Servidores Responsáveis pela Biblioteca, Seção de Ensino,

Seção de Almoxarifado e Patrimônio e Setor de Tecnologia da Informação, no âmbito direto da gestão administrativa ou acadêmica exercida regularmente na Unidade.
PARA O USO DA ESTRUTURA E INFRAESTRUTURA:
3.10) O acesso de pessoas às dependências físicas da Escola fica sujeito ao cumprimento de serviços essenciais.
3.15) Em caráter excepcional a entrega ou recebimento de materiais, documentos, processos físicos e congêneres, bem como o suporte operacional, técnico ou administrativo para qualquer Seção, Setor ou Servidor da EBA, fica permitida apenas com o agendamento prévio e o entendimento prévio entre todas as partes envolvidas, direta e indiretamente, respaldado pelo devido enquadramento em serviços essenciais.
Dessa forma, havendo necessidade de acesso presencial à EBA peço que requeiram por e-mail às autoridades elencadas acima no item 3.6, para obterem a devida autorização de acesso à EBA para o cumprimento de serviços essenciais.
Além disso, por cautela e para melhor organização da movimentação na Unidade, pedimos também que programe por e-mail a sua ida à Escola com o conhecimento da Chefia da SLOP, endereço <slop@eba.ufmg.br> de maneira que a SLOP possa observar as movimentações previstas para a data que escolher, evitando-se aglomerações e que sejam tomados todos os cuidados sanitários exigidos neste momento.
Estamos à disposição para esclarecer dúvidas.
Atenciosamente,
Prof. Cristiano Gurgel Bickel
Diretor da Escola de Belas Artes
Prof. Adolfo Cifuenetes
Vice-Diretor da Escola de Belas Artes

 

UFMG propõe protocolo de biossegurança, adequação de espaços e monitoramento da covid

Texto: Itamar Rigueira Jr.

Higienização constante de mãos e equipamentos, adaptação de espaços semiabertos nos campi para a realização de aulas, notificação de casos suspeitos e confirmados na comunidade universitária – seguida das medidas necessárias para evitar a disseminação do novo coronavírus – são parte de uma série de recomendações que compõem a proposta de Protocolo de biossegurança, adequação do espaço físico e monitoramento da covid-19 na UFMG.

Elaborado por especialistas da Universidade, que formaram grupos de trabalho para cada um dos três grandes temas, o documento visa orientar o planejamento da retomada de atividades presenciais por parte das unidades acadêmicas e administrativas, as medidas relativas às atividades essenciais, como as pesquisas destinadas ao combate à covid-19, e ações emergenciais, como o esforço de resgate do acervo do Museu de História Natural e Jardim Botânico, atingido por um incêndio, em 15 de junho.

Uma comissão formada no âmbito Conselho Universitário, com participação de servidores docentes e técnico-administrativos em educação e estudantes, fará o acompanhamento do processo de implantação de suas diretrizes.

O protocolo enfatiza que ainda não há previsão de data para retorno da comunidade aos campi – que dependerá das condições apropriadas e da liberação das autoridades do estado e do município – e que essa volta será gradual e extremamente cuidadosa. Além disso, diz o documento, mesmo depois da retomada, “as atividades remotas ainda deverão ser mantidas por meses para reduzir a circulação de pessoas na Universidade”. A UFMG está reiniciando o primeiro período letivo de 2020 por meio do ensino remoto emergencial.

“O processo de enfrentamento da pandemia é longo e exige o cumprimento de várias etapas. A elaboração do protocolo é uma delas”, afirma a reitora Sandra Regina Goulart Almeida. Ela salienta que o documento não pode ser interpretado como um “sinal verde” para o retorno das atividades presenciais – “a maior parte delas continuará sendo executada a distância” –, mas como parte essencial de um processo gradual, organizado e responsável de planejamento para quando a retomada for autorizada. “Esse documento reúne diretrizes que nos possibilitarão planejar, quando autorizado pelas instâncias sanitárias, o retorno com a máxima segurança possível”, sustenta a reitora.

De acordo com a professora Cristina Alvim, coordenadora do Comitê Permanente de Enfrentamento da Covid-19, a elaboração do protocolo antes que se possa sequer prever a volta de professores, estudantes e servidores técnico-administrativos em educação aos campi baseia-se na preocupação com o prazo para o planejamento necessário. “Será preciso providenciar uma série de adaptações, alocar recursos, produzir campanhas educativas. O processo de planejamento exige tempo e organização”, afirma Cristina, lembrando que a produção dos grupos de trabalho se apoiou em conhecimento acumulado sobre a pandemia, que cresce exponencialmente.

Posturas coletivas e individuais

Na área da biossegurança e das medidas de caráter sanitário, o protocolo começa tratando de procedimentos no acesso aos prédios. Na chegada, é sugerido que as pessoas sejam orientadas sobre o uso correto das máscaras faciais e a necessidade de evitar aglomerações e saudações com contato físico, por exemplo.

O protocolo recomenda que haja indicações para a circulação segura em áreas comuns, que os elevadores sejam utilizados apenas em situações excepcionais e que sejam instalados equipamentos para a higienização das mãos na entrada dos edifícios e em outros pontos estratégicos.

A virologista e professora Erna Kroon, do Instituto de Ciências Biológicas, que coordenou o GT de biossegurança, afirma que o uso dos banheiros também é tema de recomendações importantes. No momento da descarga, o tampo da privada deverá estar fechado, para evitar a contaminação do ambiente, e o papel higiênico ficará disponível fora das cabines, também para prevenir contaminação. “Recomendamos também medidas de postura pessoal como manter cabelos presos, preferir calçados fechados e não usar adornos como anéis, colares e relógios, que são focos potenciais de contaminação”, relata.

Os protocolos de biossegurança incluem ainda, entre outros tópicos, treinamento das pessoas que trabalham com limpeza, disponibilidade de equipamentos de proteção individual e produtos de higienização, além de desinfecção e regras para utilização dos ônibus internos, no caso do campus Pampulha. “A população da UFMG é formada, em sua maioria, por pessoas que têm noção da importância das medidas de segurança. Esperamos adesão de todos, em favor da redução de riscos e da manutenção da saúde da comunidade”, diz Erna Kroon, acrescentando que podem ocorrer mudanças eventuais nos protocolos à medida que surjam novas informações e evidências científicas. O GT foi composto também por professores da Medicina, Enfermagem, Farmácia, Veterinária, Odontologia, do Departamento de Química e da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Espaços ventilados

O cenário projetado para a volta gradual às atividades presenciais – a ser definido quando houver sinalização por parte das autoridades sanitárias –, nos campi da UFMG não permite imaginar, por exemplo, a utilização de salas de aula em sua capacidade máxima, e ainda não se recomenda o uso de auditórios sem janelas, com ar-condicionado. Uma das soluções propostas pelo GT que se dedicou à adequação de espaços físicos é a utilização de ambientes bem ventilados e relativamente protegidos de sol e chuva, como os pilotis dos centros de atividades didáticas do campus Pampulha e áreas comuns de outras unidades. “Trata-se de solução eficiente e de execução simples e barata”, justifica o professor Mauricio Campomori, da Escola de Arquitetura, que coordenou o GT para adequação de espaços físicos.

O grupo de trabalho, formado por professores da Arquitetura e técnicos do Departamento de Planejamento e Projetos, da Pró-reitoria de Administração, recomenda também o recurso amplo à comunicação gráfica para orientação sobre o uso das salas de aula. Um exemplo: enquanto só for possível utilizar parte das carteiras, para garantir distância mínima entre os estudantes, pequenos cartazes com textos e ilustrações vão identificar os locais interditados. A referência é a ocupação de 50 metros quadrados por 15 pessoas, mantendo-se distância entre elas de dois metros.

Os especialistas recomendam estabelecer, se necessário, rodízios em base diária para a ocupação das salas de aula, assim como escalas de horário; reduzir a circulação simultânea de pessoas; evitar mistura de turmas, trocas de salas, compartilhamento de materiais e equipamentos, para facilitar procedimentos de higienização dos ambientes e objetos; considerar a adoção de escalonamento de horários para entradas, saídas e intervalos, evitando o uso simultâneo das dependências.

Cartilhas com forte apelo gráfico estão sendo produzidas para orientação à comunidade. “Nossa preocupação é elaborar diretrizes de fácil compreensão para a grande maioria das pessoas, que não está acostumada a lidar com remanejamento espacial”, afirma Mauricio Campomori. Em sua avaliação, as adaptações no espaço dependerão mais de trabalho e organização que de investimentos vultosos.

Vigilância e acolhimento

No processo de retorno lento e escalonado às atividades presenciais na UFMG, será inevitável que apareçam, na comunidade universitária, casos de contaminação pelo novo coronavírus. Por isso, parte do protocolo elaborado para orientar a volta aos campi prevê análise constante do quadro da situação epidemiológica na cidade e no estado, vigilância rigorosa para detecção de casos e controle de surtos, assim como campanha de divulgação de fluxos de prevenção e conduta para pessoas com sintomas de covid-19. O esforço principal, como se lê no protocolo, será evitar que pessoas com sintomas da doença ou em contato com pessoas infectadas circulem nos espaços físicos da universidade.

A terceira seção do documento também preconiza cuidados com as pessoas em situação de maior vulnerabilidade, que poderão trabalhar ou estudar remotamente. Essas pessoas, salienta o GT, poderão não se sentir seguras para retornar às atividades presenciais, mesmo com todos as cautelas. “É preciso ter sempre em mente que não há como garantir, sem uma vacina eficaz, risco mínimo ou negligenciável”, diz a professora Cristina Alvim, coordenadora do grupo de trabalho.

O protocolo destaca que o monitoramento será apoiado em acompanhamento constante dos indicadores epidemiológicos e da ocupação do sistema de saúde e na transparência das informações. O objetivo é responder prontamente às recomendações das autoridades. O documento salienta também a importância de dispor de sistemas de identificação e monitoramento sólidos e de modelos que orientem o fechamento e a reabertura de setores, em caso de recorrência de contaminação pelo Sars-CoV-2.

Ações planejadas

A reitora Sandra Goulart Almeida ressalta que a UFMG procurou se pautar por ações planejadas para enfrentar várias implicações da pandemia. “Ainda em março, antes mesmo da OMS [Organização Mundial de Saúde] atribuir à covid-19 a condição de pandemia, já havíamos instituído um comitê de enfrentamento, que tem desempenhado papel fundamental nessa travessia e assessorou a formulação desse protocolo. Em outra frente, buscamos prover condições para o ensino remoto emergencial. Mapeamos as condições de acesso digital de nossos estudantes e formulamos uma política para suprir as carências”, conclui a reitora.

Prorrogação do período de inscrições do Prof-Artes

Considerando o contexto da pandemia ocasionada pelo Covid19; as limitações de aproximação física como prevenção ao contágio e em respeito às dificuldades e limitações de acesso à internet por pessoas interessadas, o Conselho Gestor Nacional do Prof-Artes, por meio de sua Diretoria, publica e divulga a prorrogação do período de inscrições do Prof-Artes até 21/09/2020.
O link para acesso à página do Edital na UDESC é https://www.udesc.br/ceart/profartes/editais/2020
Vejam que há algumas retificações e elas estão neste link: 3º TERMO DE RETIFICAÇÃO DO EDITAL Nº 004/2020/CEART.  https://www.udesc.br/arquivos/ceart/id_cpmenu/8823/Retifica__o_03_Edital_004_2020_Sele__o_PROFARTES_15949001345935_8823.pdf

Diretoria de Ação Cultural da UFMG realiza debate, show, sessão de astronomia e outras atividades em comemoração ao Dia Nacional da Ciência

Texto: Comunicação da Diretoria de Ação Cultural da UFMG

No dia 8 de julho comemora-se o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional das Pesquisadoras e dos Pesquisadores. Para celebrar, a Diretoria de Ação Cultural da UFMG (DAC) organizou diversas atividades, que incluem mesa-redonda, apresentação musical, estreia de playlist no YouTube, lançamento de calendário astronômico e até uma sessão especial de observação do céu. As ações integram a programação virtual preparada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecem durante toda a quarta-feira e cujo cronograma pode ser visto em www.cienciademinasgerais.com.br.

 

Mesa redonda ‘Práticas Culturais na Universidade’

Sob o eixo temático ‘A ciência e os espaços de cultura e arte’, a DAC irá organizar uma mesa redonda com gestores culturais de quatro universidades mineiras: UFMG, UFU, UFSJ e UFJF.   Todo o conjunto de políticas, ações e projetos culturais universitários serão tema da conversa realizada às 15h30 pelo Zoom (para convidados) e transmitida ao vivo pelo youtube.com/cienciademg. Durante a live serão comentados vídeos de iniciativas que unem ciência e cultura que serão disponibilizados a partir das 8h do dia 8 de julho no canal youtube.com/culturaufmg.

 

Show de encerramento

O encerramento do dia contará com apresentação musical de Laura Sette, às 18h30, pelo projeto Circuito Cultural UFMG #emcasa. O pocket show Corpo, alma e consequência terá músicas do EP de lançamento da cantora, transita do funk ao rap, com uma sonoridade que remete ao rhythm and blues e ao trap, ritmo que mistura rap e música eletrônica.

 

A apresentação virtual será transmitida no youtube.com/culturaufmg, em solidariedade à campanha de financiamento coletivo Colabore Hospitais UFMG. O objetivo da campanha é arrecadar recursos para aquisição de medicamentos, insumos e equipamentos de proteção individual para o Hospital das Clínicas da UFMG, Hospital Risoleta Tolentino Neves e a Unidade de Pronto Atendimento Centro Sul. Também podem ser doados bens ou equipamentos. Mais informações em colaborehospitaisufmg.com.

 

Lançamento de calendário astronômico e sessão de astronomia

 

Às 12h, o Espaço do Conhecimento UFMG fará o lançamento de uma das suas principais publicações: o Calendário Astronômico Solstício a Solstício 2020-2021. O coordenador do Núcleo de Astronomia, Prof. Carlos Villani, contará os detalhes da nova edição, produzida com o patrocínio do Instituto Unimed-BH, em vídeo disponível no canal da DAC no YouTube. O calendário é um material de entretenimento, ensino e divulgação científica produzido anualmente desde 2017. Ele apresenta conhecimentos de astronomia de forma divertida, informando as datas em que ocorrerão eventos celestes que poderão ser observados com ou sem o auxílio de instrumentos ópticos.  A edição 2020-2021 terá como tema a exploração espacial e estará disponível para download em www.ufmg.br/espacodoconhecimento/calendarioastronomico.

 

Outra ação programada pelo Espaço é uma sessão especial de astronomia online do projeto Descobrindo o Céu, às 17h. Os participantes poderão ver a posição dos objetos no céu de Belo Horizonte na noite de 8 de julho, e descobrir como e onde nascem as estrelas. O vídeo também estará disponível no youtube.com/culturaufmg.

Em ‘live’ nesta terça, coordenadora da Rede de Museus da UFMG fala sobre memória, identidade e patrimônio

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

Museus, memória e patrimônio será o tema da próxima Live Boletim UFMG, que acontecerá amanhã, 7 de julho, às 17h. A conversa será com a professora Letícia Julião, coordenadora da Rede de Museus e Espaços de Ciência e Cultura da UFMG, e será transmitida pelo perfil da UFMG no Instagram com interpretação simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Temas como memória e esquecimento estão atualmente no centro do debate político. E a discussão também perpassa a análise do incêndio que recentemente atingiu parte da reserva técnica do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG. Nesse contexto, Letícia Julião, que é historiadora e leciona no curso de Museologia, discutirá a importância da memória para o país, o papel dos museus na construção de uma identidade nacional e a situação dos museus em tempos de pandemia.

Lives Boletim UFMG

Iniciadas no último mês, as Lives Boletim UFMG são uma série de conversas ao vivo transmitidas periodicamente pelo Instagram da Universidade. As conversas pretendem tratar com mais profundidade diferentes implicações da pandemia de covid-19 no Brasil com a contribuição de integrantes da comunidade universitária.

Pandemia e raça, desafios enfrentados pela imprensa na cobertura da covid-19, as lições da história trazidas por outras epidemias e impactos econômicos da doença são alguns temas que devem ser abordados em edições futuras da série, que é organizada pela equipe de Redes Sociais da UFMG.

As conversas continuam disponíveis no IGTV do Instagram @ufmg.

Circuito Cultural UFMG lança nova série de shows virtuais gratuitos

Texto: Assessoria de Comunicação da Diretoria de Ação Cultural (DAC) da UFMG

A Diretoria de Ação Cultural (DAC) da UFMG inaugura na próxima quarta, 1° de julho, a nova temporada do Circuito Cultural UFMG #emcasa. Marquim D’Morais, Laura Sette, Sara Não Tem Nome, Roger Deff e Roda de versos das mulheres do Jequitinhonha são as atrações deste mês. Os shows participam da campanha de financiamento coletivo Colabore Hospitais UFMG e estreiam toda quarta-feira, às 19h, no www.youtube.com/culturaufmg.

Quem abre o projeto é Marquim D’Morais, com a apresentação virtual Beleza no Caos. Além de músicas do seu primeiro disco, Do Alto do Morro, o artista apresenta canções inéditas, que farão parte do seu próximo álbum. O trabalho do jovem músico, nascido e criado no Aglomerado da Serra, é marcado pela pluralidade cultural presente na favela. Suas composições abordam narrativas de cunho social, fazendo uma junção de ritmos, como rap, soul, reggae, baião, maracatu e capoeira.

A fusão de ritmos continua no dia 8, com o pocket show de Laura Sette. Original, a artista vai do funk ao rap, passando pelo R’n’B e trap. No dia 15, é a vez de Sara Não Tem Nome, que recém lançou a música Agora, inspirada no período de isolamento durante a pandemia. Já a periferia, o centro urbano e o hip hop são as inspirações do jornalista e rapper Roger Deff, que se apresenta no dia 22. Encerrando a programação de julho, mulheres de sete comunidades do Vale do Jequitinhonha jogam versos de poemas, mesclando autoria e domínio público, na Roda de versos das mulheres do Jequitinhonha.

O projeto

“Para nós, é muito importante manter o Circuito Cultural durante a pandemia, pois ele é mais um canal a dar voz aos artistas e uma boa maneira de contribuirmos para manter viva a cultura como um dos pilares de nossa Universidade”, explica o produtor cultural, Sérgio Diniz. Desde março, quando a Diretoria de Ação Cultural adaptou o projeto para o ambiente virtual, já foram disponibilizados mais de dez pocket shows gratuitos no YouTube.

Um dos objetivos do projeto é promover o intercâmbio das expressões culturais locais e regionais com a comunidade artística e acadêmica. Além de jovens cantautores representativos da cena belo-horizontina, neste mês foram convidadas as mulheres jogadoras de versos, preservando uma tradição oral do Vale do Jequitinhonha. “Neste momento, a curadoria está pensando outras formas de atuar neste contexto virtual e esperamos ter boas surpresas em breve, contemplando também outras linguagens para além da música”, pontua Sérgio.

Colabore Hospitais UFMG

Desenvolvida pela Universidade em parceria com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) e o Instituto dos Advogados de Minas Gerais (IAMG), a campanha visa arrecadar verba para o enfrentamento à pandemia nos hospitais gerenciados pela UFMG. O volume arrecadado é destinado à aquisição de medicamentos, insumos, equipamentos de proteção individual e a contratação de serviços necessários ao atendimento de pessoas diagnosticadas com Covid-19, demais síndromes respiratórias agudas e outras emergências.

Os interessados em contribuir podem transferir qualquer valor para o Banco do Brasil (001), agência 1615-2, conta corrente 960.419-7 (CNPJ da Fundep: 18.720.938/0001-41). Também podem ser doados bens ou equipamentos; nesse caso, basta entrar em contato com a Diretoria de Cooperação Institucional da UFMG por meio dos telefones (31) 3409-4555 e (31) 99306-0348 ou do e-mail gab@copi.ufmg.br. Saiba mais sobre a campanha em www.colaborehospitaisufmg.com.

 

Circuito Cultural UFMG #emcasa – Programação de julho

Data: Todas as quartas-ferias

Horário: 19h

Onde: www.youtube.com/culturaufmg

1º de julho – Beleza no Caos, de Marquim D’Morais

8 de julho – Corpo, Alma e Consequência, de Laura Sette

15 de julho – Sobrevivência dos vagalumes, de Sara Não Tem Nome

22 de julho – Etnografia Suburbana, de Roger Deff

29 de julho – Roda de versos das mulheres do Jequitinhonha

UFMG define diretrizes para retomada das atividades em regime remoto emergencial

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) definiu, em sessão nesta quinta-feira, dia 25, diretrizes para o retorno das atividades acadêmicas na UFMG de forma remota emergencial em meio à pandemia de Covid-19. O órgão aprovou resolução que estabelece que os programas de pós-graduação stricto sensu e lato sensu terão suas atividades reiniciadas a partir da próxima quarta-feira, 1º de julho, respeitando as necessidades e contingências de cada curso e do corpo discente

Os cursos de graduação, por sua vez, retornam em um prazo mínimo de seis semanas. A decisão veio após reunião realizada com coordenadores, conforme recomendação da Câmara de Graduação. Ficou estabelecido que o reinício do primeiro período letivo ocorrerá a partir de 3 de agosto.

Em relação aos cursos de mestrado, doutorado e de especialização, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, que presidiu a reunião on-line do Cepe, informa que a Câmara de Pós-graduação deverá designar uma comissão para acompanhar a implantação e execução de atividades remotas emergenciais.

No caso da graduação, explica a reitora, a Câmara de Graduação deverá, nesse prazo de seis semanas, fornecer, com base em propostas elaboradas por Grupos de Trabalho (GTs), diretrizes para regulamentar a oferta de atividades acadêmicas curriculares na modalidade remota emergencial. Os GTs, compostos de docentes e discentes, estão trabalhando no estabelecimento de diretrizes de estratégias de ensino-aprendizagem, atividades avaliativas e regime acadêmico. “Caberá aos colegiados, com base nessas diretrizes, programar as atividades que poderão ser ofertadas remotamente. Para isso, haverá um período para ajustes das matrículas. Também serão definidas ações para avaliação e monitoramento das estratégias adotadas nas três fases previstas para o processo de retomada das aulas, conforme descrito no documento Síntese das reflexões e recomendações“, explica Sandra Goulart.

A primeira etapa da retomada consiste no diagnóstico, planejamento, regulamentação da oferta e integralização de atividades acadêmicas complementares e de atividades voltadas para os concluintes, além de ações de formação docente. Em sua segunda etapa, o processo prevê a adoção do ensino remoto emergencial propriamente dito. Na terceira etapa, o ensino remoto emergencial coexistirá com a ampliação gradual das atividades presenciais.

Também ficou decidido que um novo calendário escolar será elaborado. “Isso será feito pelo próprio Cepe, com base nas reflexões das câmaras de Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão”, informa Sandra Goulart.

Ampla consulta

A reunião desta quinta-feira foi convocada para que os conselheiros analisassem as propostas concebidas com base nas consultas às unidades, aos colegiados de Graduação e de Pós-graduação, aos centros de extensão e aos núcleos de pesquisa. O resultado das consultas foi, primeiramente, sistematizado pelas câmaras de graduação e de pós-graduação, apresentado e debatido em reuniões do Cepe, em 10 de junho, e do Conselho Universitário, em 15 de junho.

Em seguida, os documentos foram encaminhados às unidades acadêmicas para que fosse dado conhecimento à comunidade universitária e colhidas reflexões e sugestões adicionais com objetivo de subsidiar o Cepe nas decisões sobre início da retomada das atividades acadêmicas de graduação e de pós-graduação.

Formação docente

Diante da necessidade de consolidação de plano de ação emergencial para apoio à comunidade acadêmica na preparação para o ensino no contexto de crise pandêmica, foi criado o Programa Integração Docente – ações formativas para as práticas pedagógicasO Programa é resultado de articulação entre a Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino (GIZ/Prograd), Centro de Apoio à Educação a Distância (Caed) e Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), em integração com o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), Cedecom e Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC). 

Desde maio, têm sido disponibilizados, para a comunidade acadêmica, fóruns, oficinas, cursos, webinars e outras ações virtuais de apoio ao uso de tecnologias digitais no ensino. Até o momento, foram oferecidas, por meio de oficinas e minicursos, aproximadamente 1 mil vagas para formação de docentes e 450 vagas para estudantes.

Inclusão digital

Uma das principais preocupações da UFMG em seu processo de retomada das atividades acadêmicas em regime remoto emergencial é garantir a qualidade de acesso à internet e a equipamentos para estudantes de graduação e de pós-graduação. O vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira explica que uma série de ações foi elaborada e será posta em prática imediatamente. As propostas, que se basearam nos resultados preliminares da consulta aos estudantes de graduação e de pós-graduação, foram formuladas em conjunto pelas pró-reitorias de Assuntos Estudantis, Graduação e de Pós-graduação, pela Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump) e pelo Comitê de Acompanhamento de Estudantes.

Os estudantes de pós-graduação, por exemplo, já podem participar da chamada de acesso à internet –para a compra de pacote de dados –, lançada nesta semana. Os interessados devem preencher formulário socioeconômico. Já os estudantes de graduação serão beneficiados com chamadas de acesso à internet, aquisição de notebook, de equipamentos para alunos com deficiência e de apadrinhamento coordenadas pela Fump. Esses processos serão deflagrados já na próxima semana.

Outra frente de ação é o empréstimo de notebook a estudantes de graduação e de pós-graduação, cuja chamada também será aberta na próxima semana. Estudantes indígenas e quilombolas também receberão apoio específico. “É um projeto que será lançado no próximo mês”, informa o vice-reitor Alessandro Moreira.

Além disso, a rede de internet sem fio nas moradias universitárias será reestruturada, com previsão de entrega na segunda semana de agosto.

 

 

Lançamento do livro Rééditer Don Quichotte, da Professora Ana Utsch

Ana Utsch, Rééditer Don Quichotte. Matérialité du livre dans la France du XIXsiècle

Prefácio de Roger Chartier

Paris, Classiques Garnier

Lançamento: 24 de junho de 2020

Quarta capa:

Ao deslocar as abordagens tradicionais da história da encadernação em direção a uma história das formas e das funções desenvolvidas pela materialidade do livro, esta obra mobiliza três campos de estudo: a história da edição, a história literária e a bibliografia material. Sustentada por esta tripla dimensão, a análise de catálogos de editores franceses e de reedições sucessivas de Dom Quixote revela as competências técnicas e simbólicas da encadernação, objeto que estabelece diálogo direto com os gêneros textuais, com as práticas editoriais, com os usos do livro e, finalmente, com as diferentes comunidades de leitores, sejam eles ilustres ou anônimos.

Para mais informações:

https://classiques-garnier.com/reediter-don-quichotte-materialite-du-livre-dans-la-france-du-xixe-siecle.html