Espaço F

O Espaço F da Escola de Belas Artes da UFMG é um Espaço de exposições na área da fotografia, do Departamento de Fotografia, Teatro e Cinema.

EXPOSIÇÕES


QUESTÃO DE TEMPO – 11/04 a 11/05 – 2017

Classificação indicativa: LIVRE, para todos os públicos.

 
  • 1. Exposição Questão de Tempo
  • 2. Artistas
  • 3. GISELLI M. 2016-2017
  • 4. GISELLI M.
  • 5. GISELLI M.
  • 6. GISELLI M.
  • 7. GISELLI M.
  • 8. GISELLI M.
  • 9. IAGO OLIVEIRA 2017
  • 10. IAGO OLIVEIRA
  • 11. IAGO OLIVEIRA
  • 12. IAGO OLIVEIRA
  • 13. IEDA LAGOS 2017
  • 14. IEDA LAGOS
  • 15. IEDA LAGOS
  • 16. IEDA LAGOS
  • 17. IEDA LAGOS
  • 18. IEDA LAGOS
  • 19. IEDA LAGOS
  • 20. IEDA LAGOS
  • 21. IEDA LAGOS
  • 22. IEDA LAGOS
  • 23. IEDA LAGOS
  • 24. LUISH 2011-2013
  • 25. LUISH
  • 26. LUISH
  • 27. LUISH
  • 28. LUISH
  • 29. PAULA HUVEN 2017
  • 30. PAULA HUVEN
  • 31. PAULA HUVEN
  • 32. PAULA HUVEN
  • 33. RUBENS WEIL 2015
  • 34. RUBENS WEIL
  • 35. RUBENS WEIL
  • 36. RUBENS WEIL
  • 37. RUBENS WEIL
  • 38. RUBENS WEIL
  • 39. AMOSTRAS
  • 40. AMOSTRAS
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  • 42. ASSINATURAS
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Projeto Gráfico: Thiago Amoreira

Coordenação: Adolfo Cifuentes

Artistas: Giselli M. / Iago Oliveira / Ieda Maria Lagos / Luísh / Paula Huven / Rubens Weil


ARTISTAS

Giselli M.

Da Série Corpo-Impossível | 2016-2017

As imagens que compõem a série “Corpo-Impossível” são uma espécie de auto-performance e foram registradas a partir da exposição de longa duração.

Iago Oliveira

Color Shoot | 2017

Fotografia sequencial por disparo contínuo.

Ieda Maria Lagos

Movimento Enclausurado | 2017

Técnica P&B, digital usando exposição de longa duração, papel Studio Enhanced.

Movimento Enclausurado

O tempo parece menor e as coisas a se fazer maior, o homem passa a ser máquina repetitiva e ininterrupta, leva a marca de alienação e do homem enclausurado. O movimento existe, o movimento se repete, o movimento se acostuma e passa a ser apenas uma perpetuação inconsciente de produção. Encarcerado por muros e paredes em um cenário cinza e prata o homem se desbota e usa toda sua energia para alimentar as máquinas insaciáveis de capital. A exploração é inevitável, o pode de escolha menor, a consciência se acomoda à uma realidade com poucas possibilidade de abstração crítica e o corpo se mantém em movimento repetitivo sobre o tempo.

Luísh

Maranhótipo | 2011-2013

Fotografia com câmara de fenda.

Câmara de fenda: Quando o sensor ou o filme são postos em movimento por trás de uma estreita fenda dentro da câmara, os cânones que definem o ato de fotografar também se deslocam. A tão conhecida relação de captura do espaço-tempo se modifica, ganha o dinamismo do encontro entre o movimento interno da câmara e os movimentos no mundo. Ou seja, em uma câmara de fenda, o que é estático desaparece, e só o que se move ganha vida.

Paula Huven

Uva | 2017

Van Dyke, em papel de algodão, sem fixar. Impresso pela autora.

Rubens Weil

Panorama Cotidiano | 2015

Fusão digital de várias imagens.

Panorama Cotidiano propõe através da observação e imaginação de lugares cotidianos, uma reflexão sobre as diferentes luzes que encontramos em uma mesma paisagem durante o dia e a influência das mesmas na nossa percepção de volume, cores, formas e destaques de pontos específicos em relação ao todo.


| QUESTÃO DE TEMPO |

Espaço F, Escola de Belas Artes, UFMG, Abril 11 / Maio 11, 2017

“O que é, por conseguinte, o tempo?

Se ninguém me perguntar, eu sei; se eu quiser explicar a quem me fizer esta pergunta, já não sei.”

Santo Agostinho. Confissões. Livro XI.

A variável tempo, junto com a abertura de diafragma e com o grau de sensibilidade do sensor, ou filme, é uma das variáveis de exposição que definem o processo de formação e captura da imagem fotográfica. A relação entre tempo e fotografia vai, porém, muito além dessa descrição operativa do tempo como variável do processo. O tempo é uma dimensão misteriosa e complexa, como bem assinalou Santo Agostinho há mais de um milênio e meio, e como bem demonstra a física contemporânea. Ou, como demonstra também a própria história do meio, desde as cronofotografias de Ettiénne Jules Maray, ou as sequências fotográficas de Eadweard Muybridge que constituem a pedra fundacional do cinema, até as Seções de Momentos Felizes realizadas pelo artista belga David Claerbout ao longo da última década.

Evidenciar a complexidade dessa relação é o foco desta mostra: o conjunto de trabalhos aqui apresentados, realizados por pesquisadores, júnior e sênior, da imagem fotográfica, constitui um leque que, se bem reduzido, mostra um rico número de entradas, abordagens e pesquisas nas quais as relações fotografia/tempo se resolvem fora e para além das polaridades e das partilhas mutuamente excludentes e socialmente estabelecidas: entre imagem fixa, por contraposição à imagem em movimento, entre congelamento, por oposição ao fluxo, entre desenvolvimento no espaço/superfície da foto, por oposição ao desenvolvimento temporal da ação cinematográfica ou narrativa. E, ainda, entre a imagem fotográfica como permanência, como memória, e a natureza dela como arquivo fungível, submetido às leis do deterioro, da obsolescência, do esquecimento e da morte.

O tempo da fotografia não é aqui algo predefinido por uma suposta “natureza” do meio, mas, antes, por um lugar de pesquisa, criação e fruição estética.

Fonte: Portfólio Espaço F, EBA-UFMG.