Imagem Brasileira
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<p>O Centro de Estudos da Imaginaria Brasileira - Ceib - foi criado em 1996, com o objetivo de incentivar, favorecer e divulgar estudos e pesquisas sobre as imagens sacras brasileiras. A revista <strong>Imagem Brasileira</strong>, dede sua primeira edição em 2001, vem cumprir esse importante objetivo de divulgar trabalhos inéditos de autores brasileiros e estrangeiros, que tratam de temas específicos ou afins as seguintes linhas de pesquisa: Materiais e técnicas; conservação-restauração e proteção; aspectos formais e estilísticos; iconografia e iconologia; aspectos formais e estilisticos; aspectos sociais e históricos ; autorias e atribuições.</p>Centro de Estudos da Imaginária Brasileira – CEIBpt-BRImagem Brasileira1519-6283<h2 style="box-sizing: inherit; font-family: 'source sans pro', sans-serif; font-weight: bold; line-height: 1.1; color: #ffffff; margin: 0px; font-size: 2em; clear: both; text-rendering: optimizelegibility; padding: 0px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: center; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #ffffff; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"><span class="cc-license-title" style="box-sizing: inherit; display: inline;">Attri</span></h2> <h2 style="box-sizing: inherit; font-family: 'source sans pro', sans-serif; font-weight: bold; line-height: 1.1; color: #ffffff; margin: 0px; font-size: 2em; clear: both; text-rendering: optimizelegibility; padding: 0px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: center; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #ffffff; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"><span class="cc-license-title" style="box-sizing: inherit; display: inline;">Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International</span> <span class="cc-license-identifier" style="box-sizing: inherit; display: inline-block;">(CC BY-NC-ND 4.0)</span></h2> <h2 style="box-sizing: inherit; font-family: 'source sans pro', sans-serif; font-weight: bold; line-height: 1.1; color: #ffffff; margin: 0px; font-size: 2em; clear: both; text-rendering: optimizelegibility; padding: 0px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: center; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #ffffff; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"><span class="cc-license-title" style="box-sizing: inherit; display: inline;">bution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International</span> <span class="cc-license-identifier" style="box-sizing: inherit; display: inline-block;">(CC BY-NC-ND 4.0)</span></h2>O “MESTRE DA PERNINHA CRUZADA”:
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<p>Este artigo investiga a obra de um entalhador rococó e sua oficina, que realizava seus atlantes com uma característica muito peculiar e pessoal: eles se apoiavam, nas mísulas, com as pernas cruzadas na altura dos joelhos. Trata-se de Pedro José Pereira, autor da talha dos retábulos colaterais da Igreja do Rosário de Itabirito, em Minas Gerais, ativo na última década do século XVIII. Por meio da análise dos traços autorais do artista, este estudo apresenta as características de sua oficina com base nos retábulos comprovadamente realizados no Rosário de Itabirito, bem como traça comparações com outros exemplares em outras cinco igrejas da região. Tal comparação dar-se-á apenas por análise formal, uma vez que a documentação sobre essas igrejas é bastante lacunar. Procura-se, com este trabalho, ampliar o conhecimento sobre as artes nas Minas Gerais setecentistas e trazer à luz mais um nome de artífice obliterado pelo tempo.</p>Mateus RosadaGustavo Bastos
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2026-01-032026-01-0315360371COLEÇÃO GERALDO PARREIRAS:
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<p>O objetivo deste artigo é resgatar, ainda que de forma preliminar, a documentação existente na Diretoria de Museus da Secretaria de Cultura e Turismo do Estado de Minas Gerais, bem como fontes jornalísticas e locais, com o intuito de aprofundar a compreensão acerca da figura do colecionador Geraldo Parreiras e da formação de sua coleção, até sua aquisição pelo Estado de Minas Gerais, para integrar o acervo do Museu Mineiro. A coleção de obras de arte sacra de Geraldo Parreiras, formada em Minas Gerais, teve início em 1950 e foi constituída pelo colecionador durante 13 anos de visitas às regiões de Sabará, Caeté, Santa Bárbara e São João del-Rei. Já era reconhecida nacionalmente antes de ser adquirida pelo Governo do Estado de Minas Gerais para compor o acervo inicial do Museu Mineiro, em 1976, após a morte do colecionador. Esse reconhecimento pode ser comprovado pela documentação encontrada no Museu Mineiro, que apresenta aspectos da vida do colecionador, da formação e trajetória da coleção, além de destacar a movimentação de personalidades relevantes do cenário cultural da época em torno da coleção. Concluiu-se que a Coleção Geraldo Parreiras já possuía uma existência muito bem definida no campo cultural mineiro, que serviu de base para o tratamento museológico e divulgação que lhe foram dispensados após 1982, com a inauguração do Museu Mineiro.</p>Elvira Nóbrega de Faria Tobias
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2026-01-032026-01-0315147162DEVOÇÃO E MUSEALIZAÇÃO:
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<p>Este artigo discute a musealização como instrumento de preservação do patrimônio cultural religioso brasileiro, sem desvincular o objeto de sua função social. Tradicionalmente tratada como um procedimento técnico de retirada do objeto de seu contexto original, a musealização passou a ser ressignificada com o debate sobre seu papel social, permitindo que comunidades preservem seus acervos religiosos sem interromper seus usos. Algumas instituições permitem o uso litúrgico das peças, respeitando normas de conservação, o que preserva sua funcionalidade. É o caso do Museu da Capela da Venerável Ordem Terceira do Carmo (século XVIII), em Cachoeira, Bahia, fundado na década de 1930. A instituição exerce uma dupla função: como espaço religioso e museológico. Entre os objetos, destaca-se a imagem do Senhor dos Passos, que mantém uso ritual, ao participar anualmente das celebrações da Quaresma e Semana Santa, com vestimentas e adornos. Além disso, a imagem é exposta para visitação devocional às sextas-feiras, por católicos e por fiéis de religiões de matriz africana, preservando, assim, seu caráter funcional dentro e fora do espaço museal.</p>Igor Pereira Trindade
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2026-01-032026-01-0315163181DUAS MARIAS, UMA SÓ FÉ:
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<p>Os cristãos primitivos foram os primeiros a venerar Maria, testemunhando-a através das Escrituras e das artes sacras nos primeiros séculos da Igreja. Na experiência local, a devoção mariana possui registro desde a fundação de Marechal Deodoro, em 1591, consagrando o culto à figura de Maria como a Padroeira do município que tomou partido e desenvolveu-se com base no forte apelo religioso. O problema decorrente é a prática tradicional ameaçada por distintas interferências na devoção à imagem do altar (em madeira policromada) e à santa processional (de roca). Assim, o objetivo deste estudo é compreender as relações, os impactos e as (des)configurações no tempo e no espaço, considerando a herança cultural, religiosa e afetiva da devoção a Nossa Senhora da Conceição. Para o desenvolvimento deste trabalho tomou-se por base os estudos que envolvem desde os dogmas marianos às experiências locais, por meio da relação de fé e da vivência individual e comunitária em torno das duas imagens.</p>Jorge Henrique dos Santos Silva
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2026-01-032026-01-0315182201DE PEJIS MONTADOS A SANTOS NEGADOS, A MEMÓRIA ESCULTÓRICA DE UM XANGÔ QUEBRADO
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<p>Há um artista anônimo. Uma assinatura pela marca do entalhe e da devoção. Há riscos em santos e em materiais sagrados, nos terreiros de religiões de matrizes africanas e nos altares católicos. Este artigo, parte da apresentação pública no XIII Congresso Internacional da Escultural Devocional (CEIB, Penedo, Alagoas, 10 de outubro 2024), narra algumas evidências religiosas e estéticas presentes na Coleção Perseverança, especificamente em algumas de suas esculturas que representam a memória de religiosos que foram atacados em fevereiro de 1912, no estado de Alagoas.</p>Anderson Diego da S. Almeida
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2026-01-032026-01-03150930ESCULTURAS DO MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA DE LISBOA (1884-2024):
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<p>Este artigo, partindo da apresentação pública no XIII Congresso Internacional da Escultural Devocional (CEIB, Penedo, Alagoas, 10 de outubro de 2024), propõe uma reflexão sobre a sacralização museológica das esculturas do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, ao longo dos seus 140 anos de existência. Com base no conceito de biografia cultural dos objetos, analisa-se a forma como as esculturas religiosas, originalmente dotadas de função devocional, adquirem novos significados no contexto museológico contemporâneo. Por meio do estudo das suas proveniências, transformações museográficas e práticas curatoriais, demonstra-se como a integração no museu representa uma forma de sacralização patrimonial simbólica, fundamentada na conservação, investigação, mediação e partilha de conhecimento.</p>Maria João Vilhena de Carvalho
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2026-01-032026-01-03153142SIMBOLOGIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO E OS FRAGMENTOS VICENTINOS:
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<p>As mais antigas talhas dos jesuítas no Novo Mundo – os Fragmentos Vicentinos de 1559 – são finalmente reveladas em sua beleza artística e importância histórica. Parte deles foi publicada pela primeira vez em Igrejas Paulistas – Barroco e Rococó, em 2003, com indícios de que se tratava das antigas talhas da segunda matriz de São Vicente, de 1559, do altar da Imaculada Conceição. Em 2023, confirmou-se que os fragmentos eram de São Vicente e foram todos catalogados e publicados em As Talhas Jesuíticas da Matriz de São Vicente – 1599, em 2024. A primeira análise dos símbolos existentes nas talhas indicava que um dos altares fora elaborado para abrigar a primeira escultura brasileira da Imaculada Conceição, modelada por João Gonçalo Fernandes em 1560. São quinze fragmentos que apontam para dois altares. Aqui destacou-se aqueles fragmentos da Imaculada, em especial o Sol, as Volutas das Águias, o Grifo e o Trono, que complementam os símbolos da imagem da Virgem com um anjo (faltante).</p>Percival Tirapeli
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2026-01-032026-01-03154362A IMAGEM GÓTICA DE NOSSA SENHORA DA NAZARÉ E A SUA ICONOGRAFIA ARTÍSTICA EM PORTUGAL E NO BRASIL (SÉCULOS XIV-XVIII)
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<p>O restauro recente da escultura de Nossa Senhora da Nazaré existente no Santuário onde é cultuada na vila da Nazaré (Portugal) atestou a ancianidade dessa peça devocional, lavrada em madeira de oliveira e que data ainda do século XIV. Trata-se de uma versão iconográfica da Senhora do Leite e mostra inesperadas qualidades artísticas, que se estendem à policromia. O culto em causa, um dos mais antigos processos de legitimação do marianismo existentes no Mundo, cresceu a partir do seu santuário-berço na Nazaré, e vai conhecer, a partir do século XVII, grandes ramificações um pouco por todos os espaços lusófonos. É, sobretudo, no Brasil que atinge o seu clímax, no declinar do século XVIII, no santuário de Belém de Pará e com o célebre Círio, património imaterial classificado pela UNESCO. A iconografia medieval assumida na escultura manteve o seu tipo matricial, por razões que se analisam e explicam através de numerosas versões eruditas e populares.</p>Vitor Serrão
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2026-01-032026-01-03156389DEVOÇÃO E RESTAURAÇÃO:
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<p>Este artigo apresenta o processo de restauração de uma escultura sacra de gesso intitulada Santo Antônio, pertencente à Família Iora. A imagem está inserida no Capitel de Santo Antônio, localizado na comunidade Sete de Setembro, no município de Coronel Pilar, Rio Grande do Sul. O trabalho integrou as atividades extensionistas do Laboratório Aberto de Conservação e Restauração de Pintura, do curso de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas. A metodologia empregada na restauração dessa imagem devocional incluiu o estudo iconográfico, a contextualização social e histórica da obra, a análise do estado de conservação, a restauração propriamente dita e, por fim, a devolução da escultura à comunidade, no dia da festa do santo, realizada em 13 de junho de 2025.</p>Andreia SalvadoriAndréa Lacerda Bachettini
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2026-01-032026-01-0315292306VALORES MATERIAIS E IMATERIAIS NA FUNDAMENTAÇÃO DE CRITÉRIOS PARA INTERVENÇÃO EM ESCULTURA
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<p>Este artigo objetiva discutir critérios de intervenção de conservação-restauração em objetos tridimensionais, à luz de valores materiais e imateriais assimilados em seu percurso histórico. O objeto do estudo é uma escultura devocional representando São João Marcos, datada da primeira metade do século XVIII, proveniente da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, da cidade de Raposos, Minas Gerais. A análise da policromia desta escultura confirmou a hipótese de que a obra passou por três momentos históricos de execução técnica: policromia, repolicromia e repintura. Nestes estratos, foi possível estabelecer diferenças no que tange à qualidade técnica e às particularidades de cada fase. À luz dos aspectos materiais, propôs-se intervenções na escultura, mantendo os tempos diferentes da policromia, visando preservar valores imateriais – patrimonial, religioso, histórico, artístico, museal – presentes na matéria da obra, sem eliminar aspectos agregados ao longo do tempo.</p>Claudia Ferreira Lima CostaLuciana Bonadio
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2026-01-032026-01-0315307323CONSERVAÇÃO-RESTAURAÇÃO DA ESCULTURA DE NOSSA SENHORA DAS DORES DA CATEDRAL DE PELOTAS
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<p>Este artigo apresenta o trabalho de conservação-restauração realizado na escultura em madeira policromada representando Nossa Senhora das Dores, pertencente ao acervo escultórico da Catedral Metropolitana São Francisco de Paula, da cidade de Pelotas. Por meio de pesquisa documental e qualitativa, realizou-se levantamento histórico cultural da imagem integrante da celebração religiosa via-sacra. Tendo conhecimento da relação com os fiéis, realizou-se o processo de conservação-restauração da obra. Após documentação fotográfica, foram realizados exames que demonstraram a técnica construtiva e seu atual estado de conservação. As intervenções iniciaram com o acréscimo de áreas faltantes do suporte, nivelamento das áreas de perda da camada de policromia e, posteriormente, sua reintegração cromática. Propôs-se o acondicionamento do manto original de Nossa Senhora, que apresentava danos, devido às condições inadequadas de armazenamento, obtendo-se, como resultado, a integridade do seu aspecto, possibilitando sua permanência nas atividades religiosas e garantindo sua identificação e fruição por parte da comunidade.</p>Daniele da FonsecaPamela dos Santos
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2026-01-032026-01-0315324343RECUPERAÇÃO DE UMA IMAGEM DEVOCIONAL CARBONIZADA E A COMOÇÃO GERADA PELOS DANOS CAUSADOS PELO FOGO
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<p>Este artigo analisa a restauração de uma escultura de Santo Antônio que sofreu danos significativos em decorrência de um incêndio. A restauração é apresentada como um processo que deve envolver a participação de todos os agentes interessados, pois as decisões sobre intervenções afetam sua capacidade de comunicar seu significado simbólico. A teoria contemporânea de restauração sugere que o objetivo é devolver a obra a um estado que favoreça sua capacidade de transmitir significado, levando em conta a percepção dos devotos e o contexto histórico da peça. A proposta de restauração considera a técnica construtiva da escultura, que é uma imagem de vulto talhada em madeira policromada, destacando a necessidade de preservar suas características originais para restabelecer a relação de fé com os devotos. Os resultados obtidos demonstram a possibilidade de preservar o valor simbólico e estético da obra, mesmo diante de extensos danos por carbonização.</p>Marcelo César de Carvalho1 César de CarvalhoGabriel Ribeiro Nobre
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2026-01-032026-01-0315344359Imagem Brasileira 15
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<p>.</p>Beatriz Ramos de Vasconcelos Coelho
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2026-01-032026-01-0315372372A IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA ESTRELA DE INHOMIRIM, MUNICÍPIO DE MAGÉ (RJ)
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<p>Com o presente artigo, objetivamos contextualizar o processo histórico-cultural associado à devoção a Nossa Senhora da Estrela, no Município de Magé (RJ). Para a pesquisa, a metodologia teve caráter exploratório, com base no levantamento de referências bibliográficas. Entre as fontes consultadas, os escritos de Frei Agostinho de Santa Maria (1723) e de Monsenhor Pizarro (1794). A imagem devocional analisada é uma herança da religiosidade popular colonial que mantém, no século XXI, a sua função religiosa original, ressaltando o valor histórico, artístico e cultural que lhe foi sendo agregado ao longo do tempo.</p>Antônio Seixas
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2026-01-032026-01-031590103INVENTÁRIO DA ESCULTURA DEVOCIONAL BRASILEIRA NA OBRA SANTUÁRIO MARIANO DE FREI AGOSTINHO DE SANTA MARIA
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<p>Este artigo visa apresentar os resultados parciais do projeto de iniciação científica denominado Inventário da Escultura Devocional Barroca Brasileira na Obra Santuário Mariano de Frei Agostinho de Santa Maria, desenvolvido no curso de Museologia da Universidade Federal de Ouro Preto. A primeira etapa da pesquisa envolveu a realização de um levantamento da imaginária/escultura devocional relacionada ao Santuário Mariano, obra publicada em Lisboa entre 1707 e 1723, consistindo de dez tomos. Para o Brasil, os tomos 9 e 10 são fundamentais, pois tratam da imaginária presente nas principais regiões do país no período colonial. O procedimento básico adotado para se obter acesso às informações desejadas foi o inventário, no qual foram coletados dados significativos sobre a produção das imagens em termos de aspectos técnicos, estilísticos, formais e históricos.</p>Célio Macedo AlvesRebeca de Oliveira da Silva2 de Oliveira da Silva
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2026-01-032026-01-0315104122AS POUCO CONHECIDAS E NÃO UTILIZADAS IMAGENS DE SANTOS ESCULPIDAS EM GRANITO PARA A SÉ DE SÃO PAULO
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<p>A Sé de São Paulo é um monumento de grande interesse para os estudiosos e para os interessados em arquitetura e arte. Para que fosse erguida, na primeira metade do século XX, editou-se modelos construtivos de grande tradição, alguns em desuso, como a cantaria manual em pedra, aplicada a uma construção daquele porte, por meio da qual foram produzidos os blocos para o revestimento das paredes e, para os vãos, os pilares fasciculados nervurados. Para obter-se uma ornamentação à altura daquela grande obra, contratou-se um excelente escultor-canteiro, natural e formado na Suécia, que permaneceu em São Paulo, naturalizando-se brasileiro, o escultor August Ferdinand Frick, que, além dos conjuntos de esculturas que compõem a fachada da catedral, é o autor da rica ornamentação interna, que se distribui em várias partes do templo. Dele, são as quatro peças excedentes que se analisa neste trabalho.</p>Mozart Alberto Bonazzi da Costa
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2026-01-032026-01-0315123146SANTA VERÔNICA:
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<p>Este artigo apresenta resultados de pesquisa sobre a figura de Santa Verônica, frequentemente referida como Verônica, iniciada pela análise de escultura em jazigo no Cemitério do Bonfim, Belo Horizonte. A peça central no jazigo, ladeada por duas crianças, foi estudada iconográfica e historicamente. Apesar das buscas, não foram encontradas informações sobre os sepultados ou a família e suas relações com a imagem. Pesquisaram-se outras esculturas em Minas Gerais, encontrando-se apenas uma na Basílica de Bom Jesus do Matosinhos, Congonhas. Estudos iconográficos revelaram que Verônica é considerada personagem lendária, sem comprovação de existência histórica, o que levou o Vaticano a mandar remover sua imagem das igrejas. Entretanto, sua representação permanece na tradição cristã, na Via Sacra e na Semana Santa no Brasil e em outros países. No contexto brasileiro, o “Canto da Verônica”, uma das cenas mais emocionantes e amplamente representadas na Via Sacra, consolida-se como elemento central na devoção popular.</p>Agesilau Neiva AlmadaBeatriz Ramos de Vasconcelos Coelho
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2026-01-032026-01-0315202219SÃO BENEDITO:
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<p>O artigo apresenta esculturas em madeira policromada que representam São Benedito de Palermo, também conhecido como o Mouro, o Preto ou o Africano, um santo franciscano preto amplamente venerado pelas populações escravizadas no Brasil entre os séculos XVII e XIX. A cristianização promovida pelos Frades Menores Capuchinhos, em articulação com as irmandades do Rosário dos Pretos, resultou na produção de imagens devocionais destinadas tanto aos templos religiosos quanto a ambientes domésticos. A metodologia adotada é baseada na revisão de estudos teórico-práticos, com ênfase na análise hagiográfica, iconográfica, técnica e material de esculturas representativas da temática. Foram examinadas as influências de fatores socioculturais e histórico-religiosos, bem como modelos e processos de reapropriação iconográfica observados ao longo do tempo. A preservação dessas esculturas devocionais, integrantes do patrimônio cultural brasileiro, exige contínua reflexão crítica e interpretação simbólica, dada sua expressiva relevância nos âmbitos material e imaterial, além de sua presença marcante no imaginário coletivo.</p>Fábio Mendes Zarattini
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2026-01-032026-01-0315220239O SENHOR BOM JESUS DE PIRAPORA:
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<p>A devoção ao Senhor Bom Jesus de Pirapora iniciou-se em 1725, há exatos 300 anos, com o encontro de uma imagem do Ecce Homo às margens do rio Tietê. Nas proximidades do local do prodigioso achado da escultura, constituiu-se um povoado, atual município de Pirapora do Bom Jesus. O histórico Santuário que abriga a imagem do Bom Jesus é um centro de peregrinação de milhares de romeiros, especialmente em tempos de festas patronais, um legítimo patrimônio imaterial paulista, repleto de tradicionais manifestações de piedade e cultura popular. A imagem barroca do Senhor Bom Jesus é um exemplar escultórico representativo da transição do século XVII para o XVIII. Dessa forma, buscamos compreender os elementos identitários do Ecce Homo com base em uma análise iconográfico-iconológica, considerando os ideais da Contrarreforma e as diversas manifestações artísticas relativas à Paixão de Cristo, mormente do período medieval em diante e que encontraram seu ápice no Barroco.</p>Leonardo Caetano de Almeida
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2026-01-032026-01-0315240259REPRESENTAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO EM MINAS GERAIS
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<p>O presente artigo trata da representação do Divino Espírito Santo, componente da Santíssima Trindade, que figura no interior e exterior de capelas, igrejas, matrizes e coleções de Minas Gerais. Na maioria das edificações e dos acervos visitados e analisados, a escultura do Divino aparece em retábulos, no coroamento ou na tarja central, ladeado por Deus Pai e Deus Filho. Há retábulo em que aparece a Santíssima Trindade a coroar Nossa Senhora. Ele é encontrado ainda nos púlpitos, pintados nos tetos, seja de capela-mor, nave, sacristia ou batistério; ainda, em inúmeras alfaias de uso litúrgico. Os mais renomados artífices mineiros e tantos outros artífices anônimos executaram os seus Divinos. As imagens impressas circulantes nos séculos XVIII e XIX foram as principais fontes inspiradoras para a execução dos Divinos, mas, conforme apresentado, cada um tem sua resolução escultórica e policromática distinta.</p>Luiz Antonio da Cruz
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2026-01-032026-01-0315260273OXÓSSI CAÇADOR:
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<p>O presente artigo apresenta um estudo iconográfico a respeito da escultura Oxóssi, produzida em 1990 por Carybé, pertencente ao Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em São Paulo. Nascido na Argentina, esse artista visual fixou residência em Salvador, na década de 1950, e envolveu-se de modo intenso com a cultura popular e o cotidiano do povo baiano – a pesca, a capoeira, o comércio, as festas, a religiosidade – estabelecendo íntima relação com os cultos afro-brasileiros. A escultura em questão representa a divindade de origem africana associada à caça e à fartura, uma das mais cultuadas nas religiões afro-brasileiras. Ao analisar a obra de Carybé, verificamos que suas vivências proporcionaram-lhe subsídios para retratar a essência das divindades dissociada da visão sincrética herdada do catolicismo. Assim, além de sua contribuição artística, Carybé também deixou um legado expressivo como pesquisador e documentarista cultural.</p>Maria José Spiteri Tavolaro Passos
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2026-01-032026-01-0315274291FICHA CATALOGRÁFICA E COMISSÂO CIENTÍFICA
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<p>.</p>Fábio Zarattini
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2026-01-032026-01-03150304APRESENTAÇÃO
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<p>.</p>Ana Cláudia Magalhães
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