Possessa
corpo-território: posse, mapeamento e construção travesti
Palavras-chave:
Corpo-território, figurino, performance, travestilidade, cartografia subjetivaResumo
Sob a perspectiva da metáfora do corpo enquanto território, o projeto investiga as subjetividades criativas do corpo travesti por meio do figurino, da performance e da criação de imagens. A partir da ideia de que o corpo, e os territórios, são lugares de disputa, memória e construção, a narrativa visual é dividida em dois atos: Posse que representa a tomada de consciência e autonomia do corpo como mundo próprio, e Mapeamento e construção que explora a cartografia subjetiva e a edificação simbólica do corpo como casa. O trabalho articula vestíveis para construir figurinos performativos que tensionam normativas coloniais, afirmando a travestilidade como potência estética e política. O corpo travesti, aqui, se revela poeticamente em um território, cartografado pelas vestes que a habitam.