O ateliê como experiência de ensino/aprendizagem de dança na escola.
Resumo
“O Ateliê como Experiência de Ensino/Aprendizagem de Dança na Escola” é uma pesquisa teórico/prática desenvolvida com a participação de crianças de 09 e 10 anos de idade, matriculadas no 2º Ciclo do Ensino Fundamental de uma escola da Rede Municipal Educação de Belo Horizonte. A partir da pergunta da pesquisa “Como integrar a prática artística e o ensino/aprendizagem de Dança enquanto faces de um mesmo fenômeno? elaborou-se a hipótese de que o Ateliê poderia ser um caminho à reflexão e à problematização da Dança na escola. Os planos de aula foram estruturados por meio do conceito de experiência segundo John Dewey e dos referenciais artísticos de Isadora Duncan, Rudolf Laban e Rolf Gelewski. A partir da adaptação da metodologia de Ateliê Biográfico, a pesquisa resultou num Relato de Experiência, em primeira pessoa, e no qual a autora entende-se como
artista/docente/pesquisadora. Os procedimentos didáticos, assim como as reflexões sobre a experiência de Dança na escola, foram estruturados em três eixos, conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais brasileiros: a) A Dança na Expressão e na Comunicação Humana; b) A Dança como Manifestação Coletiva; c) A Dança como Produto Cultural e Apreciação Estética. As mediações para a investigação de Dança foram protagonizadas pelos princípios de movimento caminhar, correr, saltar/pular, apropriados de descrições de aula do Método Isadora Duncan. A hipótese foi confirmada. Concluiu-se que o Ateliê de Dança na escola pode ser um meio viável
para o diálogo entre práticas artísticas e docentes e capaz de acolher a diversidade de educandos e educadores. Concluiu-se ainda que o Ateliê Biográfico é um ponto de partida para uma “Didática da Invenção”, na qual a experiência educativa emerge como autonomia e autoralidade dos dançantes.