Quem planta, colhe
uma trajetória entre o empírico e o acadêmico na docência em Teatro
Palavras-chave:
autoetnografia, formação docente, memóriaResumo
Este trabalho de abordagem autoetnográfica analisa a trajetória de formação de uma professora de Teatro que transita do fazer empírico à reflexão acadêmica, articulando práticas corporais, pedagógicas e teóricas. A narrativa é orientada pela imagem
metafórica de um abacateiro como símbolo de memória, enraizamento e florescimento da identidade docente. O estudo reflete sobre a relação entre arte e educação, entrelaçando as experiências vividas entre 2014 e 2025 em cursos livres, projetos sociais,
escola integrada e o percurso acadêmico na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O diálogo com os autores Bia Medeiros (2014), Marina Marcondes (2010), Bya Braga (2024; 2025), Klauss Vianna (1990) e Paulo Freire (1996), dentre outros, ilumina a
compreensão de que a prática teatral é também campo de formação humana, ética e política. Conclui-se que a docência é processo vivo, em que o corpo, a sensibilidade e a reflexão se enraízam, crescem e frutificam como saberes partilhados .