TEATRO NUNCA SE FAZ SOZINHO:
RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA INCLUSIVA NO ENSINO FUNDAMENTAL
Palavras-chave:
Teatro., Ensino Fundamental., Educação EspecialResumo
Este artigo tem como objetivo relatar e refletir sobre uma experiência de ensino do teatro para adolescentes, num contexto de educação inclusiva. Essa experiência docente foi vivida no âmbito do Programa de Imersão Docente (PID), que permite que estudantes de licenciatura da UFMG sejam inseridos no cotidiano escolar, como monitores de turma, além de terem a oportunidade de ministrar
aulas na disciplina de Grupo de Trabalho Diferenciado (GTD), para estudantes do ensino fundamental. Nesse contexto, são apresentados os desafios, as propostas, os princípios, as estratégias e os (in) sucessos no ensino de Teatro para turmas de cerca de 15 adolescentes de 7o a 9o ano, com idades entre 12 e 15 anos, entre os quais alguns eram público-alvo da educação especial. As referências do Teatro de Viola Spolin e do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, foram a inspiração para o planejamento da proposta e para as intervenções durante as aulas. A partir dessas experiências e referências, apresentam-se considerações sobre o desenvolvimento da proposta, sobre a participação dos estudantes PAEE em interação com os demais estudantes e sobre a repercussão de todo o processo na formação docente inicial.